{"id":10210,"date":"1999-03-26T00:00:00","date_gmt":"1999-03-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T03:05:47","modified_gmt":"2017-09-15T03:05:47","slug":"o-que-deveria-ser-e-nao-e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-que-deveria-ser-e-nao-e\/","title":{"rendered":"O que deveria ser, e n\u00e3o \u00e9"},"content":{"rendered":"<p>&quot;N\u00e3o d\u00e1 para entender, t\u00e1! \u00c9 muito! As pessoas s\u00e3o estranhas. Muito estranhas. T\u00e3o estranhas. Que mundo louco&#8230; E agora?&quot;<\/p>\n<p>As palavras saem desconexas, fluem soltas, ininteleg\u00edveis aos ouvidos de quem sempre faz (ou procura fazer) o melhor. Como de h\u00e1bito, os porta-vozes das circunst\u00e2ncias, tentam explicar o que, de resto, nos parece inexplic\u00e1vel. Os astros talvez indiquem que a Lua anda por demais fora de curso neste mar\u00e7o, de \u00e1guas, arrebenta\u00e7\u00f5es e conflitos. N\u00e3o \u00e9 momento de acordos e a\u00e7\u00f5es objetivas. Por influ\u00eancia lunar (e decis\u00e3o dos insensatos) tudo pode se transformar em poeira c\u00f3smica. Mesmo assim, os olhos incr\u00e9dulos querem vislumbrar uma situa\u00e7\u00e3o promissora, um repente que concilie pensamentos, palavras e obras.<\/p>\n<p>Mesmo para quem sempre foi um otimista de carteirinha, o melhor, a partir de agora, \u00e9 prestar mais aten\u00e7\u00e3o na vida e nas perip\u00e9cias que nos imp\u00f5e a nova ordem social. Quem j\u00e1 n\u00e3o se sentiu assim, nesse turbulento fim de mil\u00eano. Onde as palavras mais ouvidas (juros, d\u00f3lar em alta, fal\u00eancia, desemprego, corrup\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia urbana, bombardeios, crise, crise, crise&#8230;) nos remetem \u00e0 letargia e \u00e0 inani\u00e7\u00e3o. Levam-nos a abandonar os sonhos e a vontade, intr\u00ednseca a cada ser humano, de ser feliz.<\/p>\n<p>Sinais de novos tempos? \u00c9 mais prov\u00e1vel que se acredite no fim de um ciclo e no esgotamento de um sistema (o capitalismo) que dividiu o mundo em explorador e explorados, ricos e pobres\/miser\u00e1veis, poderosos e os que nada podem. Mas, o inef\u00e1vel \u00e9 ver os meios de comunica\u00e7\u00e3o anunciarem regras de bem viver e receitas de como deveria ser &#8212; e n\u00e3o \u00e9. Parece que h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o imediata, ao menos bem pr\u00f3xima para todos os males que a\u00ed est\u00e3o e que s\u00e3o recorrentes \u00e0 origem da Humanidade.<\/p>\n<p>Mas, logo na manh\u00e3 seguinte, as manchetes anunciam a verdade, que \u00e9 reveladora desses tempos fraticidas e desiguais: &quot;For\u00e7as da Otan atacam Iugosl\u00e1via&quot;. E l\u00e1 estamos, outra vez, a nos esgueirar do espectro da Terceira Grande Guerra que, vira-e-mexe, permeia nossa exist\u00eancia e faz Nostradamus, a cada segundo, mais veross\u00edmil. E a\u00ed, em meio \u00e0 perplexidade, repetimos a n\u00f3s mesmos: &quot;N\u00e3o d\u00e1 para entender, t\u00e1! \u00c9 muito&#8230; E tudo o que quer\u00edamos era um bom motivo para ser feliz, n\u00e3o \u00e9?&quot;<\/p>\n<p>NR: &quot;A vida, por vezes, precisa de uma pausa&quot;. Valho-me da frase do poeta Carlos Drummond de Andrade para reiterar total solidariedade ao Alcides Gasparetto, com a certeza de que o Ipiranga perde, ainda que temporariamente, a determina\u00e7\u00e3o de uma grande lideran\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;N\u00e3o d\u00e1 para entender, t\u00e1! \u00c9 muito! As pessoas s\u00e3o estranhas. Muito estranhas. T\u00e3o estranhas. Que mundo louco&#8230; E agora?&quot;<\/p>\n<p>As palavras saem desconexas, fluem soltas, ininteleg\u00edveis aos ouvidos de quem sempre faz (ou procura fazer) o melhor.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10210","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-caro-leitor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10210"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14252,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10210\/revisions\/14252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}