{"id":10235,"date":"2002-09-13T00:00:00","date_gmt":"2002-09-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-14T17:20:54","modified_gmt":"2017-09-14T17:20:54","slug":"para-dizer-que-nao-falei-do-11-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/para-dizer-que-nao-falei-do-11-de-setembro\/","title":{"rendered":"Para dizer que n\u00e3o falei do 11 de setembro"},"content":{"rendered":"<p>&quot;O desejo mede os obst\u00e1culos. A vontade os vence&quot; (Alexandre Herculano)<\/p>\n<p>01. A semana trouxe como grande manchete a inevit\u00e1vel reprospectiva do tr\u00e1gico 11 de setembro de 2001. Mesmo num ano de acirrada disputa eleitoral, n\u00e3o houve como os noticiosos, de todos os portes e calibres, fugirem das an\u00e1lises e coment\u00e1rios sobre as conseq\u00fc\u00eancias do atentado. N\u00e3o poderia ser diferente. O mundo nunca mais foi o mesmo.<\/p>\n<p>02. Vi, ouvi e li uma infinidade de reportagens sobre aquela malsinada manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira. Um bom n\u00famero delas quase que a culpar a arrog\u00e2ncia dos americanos no trato das quest\u00f5es internacionais como respons\u00e1vel pela trag\u00e9dia. Algo assim como a dizer colheram o que plantaram. Outras mat\u00e9rias tentam demonizar os algozes do WTC como que vivessem unicamente para matar ou morrer.<\/p>\n<p>03. Por mais que esses tipos de reflex\u00f5es tenham l\u00e1 seu fundo de verdade, n\u00e3o consigo ter a tal eq\u00fcidist\u00e2ncia dos fatos. A morte encravada e repetida na tela da TV a invadir nossos olhos e mentes, a expectativa de quantos avi\u00f5es ainda estariam em poder dos grupos radicais, os pr\u00e9dios se desmiling\u00fcindo em uma nuvem de p\u00f3, a express\u00e3o do absurdo nos rostos das pessoas&#8230; Foram cenas chocantes, tristemente inesquec\u00edveis.<\/p>\n<p>04. Naquele momento, como agora quando lhe escrevo, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. Todos perdemos. N\u00e3o h\u00e1 vencido, nem vencedores. Entre os escombros, definhou e morreu uma parte importante de n\u00f3s. Uma parte que recenderia ao que melhor temos como pessoa e cidad\u00e3o. H\u00e1 quem a chame de fraternidade. Outros preferem dizer esperan\u00e7a solid\u00e1ria. Mas, todos, todos mesmo, a entendem como fundamental para a constru\u00e7\u00e3o da t\u00e3o almejada paz entre os homens de boa vontade.<\/p>\n<p>05. Ali\u00e1s, essa sensa\u00e7\u00e3o de perda (e da absurda estupidez do homem) \u00e9 diaria, infelizmente. E se faz presente sempre que constatamos mais uma injusti\u00e7a, outra chacina, um novo esc\u00e2ndalo envolvendo poderosos, a mais recente v\u00edtima da bala perdida, o eterno conflito entre povos, o ser humano insens\u00edvel \u00e0 dor de um irm\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>06. Esses fatos est\u00e3o todos os dias nos notici\u00e1rios. E muitas vezes nos soam indiferentes. Naquele 11 de setembro, todos est\u00e1vamos diante da TV e foi imposs\u00edvel virar os olhos &#8212; ou desligar a TV &#8212; e fingir que nada acontecia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;O desejo mede os obst\u00e1culos. A vontade os vence&quot; (Alexandre Herculano)<\/p>\n<p>01. A semana trouxe como grande manchete a inevit\u00e1vel reprospectiva do tr\u00e1gico 11 de setembro de 2001. Mesmo num ano de acirrada disputa eleitoral,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-caro-leitor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10235"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14046,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10235\/revisions\/14046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}