{"id":10295,"date":"1991-07-14T00:00:00","date_gmt":"1991-07-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-13T19:22:28","modified_gmt":"2017-09-13T19:22:28","slug":"ben-jor-a-magia-do-alquimista-dos-sons","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/ben-jor-a-magia-do-alquimista-dos-sons\/","title":{"rendered":"Ben Jor &#8211; A magia do alquimista dos sons"},"content":{"rendered":"<p>Nelson Motta costuma dizer que a m\u00fasica de Jorge Ben Jor tem clima de festa e universalidade. &#8220;Desde sua estr\u00e9ia, ele sintetizou em seu viol\u00e3o a bateria de uma escola de samba&#8221;, resume o jornalista. &#8220;\u00c9 o \u00fanico de n\u00f3s que pode orgulhar-se de nunca ter feito uma m\u00fasica triste&#8221;, arremata Caetano Veloso, outro ardoroso f\u00e3 do cantor\/compositor de Rio Comprido, sub\u00farbio da Zona Norte carioca. &#8220;Eu fa\u00e7o uma m\u00fasica urbana, suburbana e rural, com ra\u00edzes africanas, brasileiras e universais &#8211; explica-se Jorge Du\u00edlio Lima de Menezes, um fagueiro cidad\u00e3o do mundo que, aos 48 anos (n\u00e3o assumidos), mant\u00e9m em evid\u00eancia, um dos trabalhos mais criativos da chamada linha evolutiva da m\u00fasica popular brasileira.<\/p>\n<p>Faz sentido. O Babulina (apelido que ganhou na adolesc\u00eancia) orgulha-se de muitas coisas. Fatos, personagens e paix\u00f5es que invariavelmente v\u00e3o habitar as letras de suas insinuantes can\u00e7\u00f5es. Orgulha-se do amor pelo futebol (s\u00f3 pr\u00f3ximo aos 40 anos desistiu da id\u00e9ia de ser jogador profissional), do seu Flamengo, da sua religiosidade (&#8220;Sou um cara meio espiritual, meio rosacruz, um alquimista musical&#8221;) da mulher e musa Domingas Tereza, dos filhos Tomazo (9 anos) e Gabriel (7 anos), da sua Banda do Z\u00e9 Pretinho, e do contingente de amigos que literalmente o idolatram como a um grande mestre. Entre eles, Chico Buarque, Gilberto Gil (que, em 75, gravou um definitivo \u00e1lbum duplo (Gil Jorge), Rita Lee, Lulu Santos, Tit\u00e3s, Kid Abelha, Paralamas, entre outros.<\/p>\n<p>Jorge Ben Jor est\u00e1 em S\u00e3o Paulo para o pr\u00e9-lan\u00e7amento do novo elep\u00ea Jorge Ben Jor Ao Vivo (faz hoje sua \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o no Palace). Na tarde de ter\u00e7a-feira, falou com exclusividade ao DCI\/Shopping News. DCI\/Shopping News<\/p>\n<p>&#8211; Como \u00e9 ser paparicado pelos principais nomes da MPB? Caetano repete que voc\u00ea \u00e9 o maior poeta da m\u00fasica popular&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; \u00c9 sempre gratificante. Me sinto orgulhoso, mas no bom sentido. Orgulhoso de fazer um trabalho que os meus car\u00edssimos amigos gostam e aplaudem. Caetano, principalmente, que \u00e9 um grande poeta. E mesmo agora a garotada dos Tit\u00e3s, dos Paralamas, do Kid Abelha, a Sandra S\u00e1, o Bar\u00e3o Vermelho. \u00c9 uma coisa maravilhosa. Eles gostarem da minha m\u00fasica e reproduzirem em disco. Uma coisa que fiz h\u00e1 vinte e tantos anos, est\u00e3o fazendo hoje e acham que \u00e9 atual. DCI\/SN &#8211;<\/p>\n<p>&#8212; O Lulu Santos disse textualmente isso quando gravou Samba, Rock e Outras Levadas. Disse que pesquisou um punhado de sons e acabou chegando aonde voc\u00ea havia come\u00e7ado. Outro bel\u00edssimo elogio foi o do Gilberto Gil num dos programas Roda Viva. Algu\u00e9m lhe perguntou se n\u00e3o fosse o Gil quem gostaria de ser. No ato, disse Jorge Ben Jor. Por qu\u00ea? Porque ele \u00e9 um cara feliz. Nesses tempos de crises, qual a receita dessa felicidade?<\/p>\n<p>JBJ &#8211; Sou feliz por natureza. N\u00e3o gosto de ver ningu\u00e9m triste. Gosto de levantar o astral das pessoas. \u00c9 l\u00f3gico que a tristeza me comove. Minha m\u00fasica pode come\u00e7ar triste, tratar de uma tem\u00e1tica triste. Mas tem sempre um final feliz. Uma pena que nem sempre todos entendam esses toques que s\u00e3o sempre positivos&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Esse positivismo, digamos assim, de suas can\u00e7\u00f5es vem do lado esot\u00e9rico? Voc\u00ea teve uma fase m\u00edstica. Como foi isso?<\/p>\n<p>JBJ &#8211; Minha fase m\u00edstica foi basicamente nos discos T\u00e1bua de Esmeralda e Solta o Pav\u00e3o. Isso foi no inicio dos anos 70 e agora estou vendo muita gente nessa trilha. Acho um barato o sucesso dos livros do Paulo Coelho. Agora tem que ter seriedade para falar dessas coisas. Quando falei dos alquimistas fiz um trabalho s\u00e9rio. Sou um cara ligado no espiritual, meio rosacruz, um alquimista musical. Meu av\u00f4 me deixou muitos ensinamentos. Ele era mu\u00e7ulmano e rasacruz. Deixou muita sabedoria, deixou livros. S\u00e3o esses ensinamentos que, \u00e0s vezes, sempre que posso, repasso em minhas letras. Aprendi com ele a bondade, a generosidade, a respeitar a verdade de cada um.<\/p>\n<p>&#8211; Como foi sua inicia\u00e7\u00e3o nas ci\u00eancias ocultas?<\/p>\n<p>JBJ &#8211; Primeiro, li o livro dos alquimistas. Sempre gostei de ler sobre S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino e Santo Alberto &#8211; O Grande. Foram santos que usaram a alquimia. S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino foi aluno de Santo Alberto que o introduziu na arte herm\u00e9tica. Um dia, em Paris, acabei por conhecer os fil\u00f3sofos herm\u00e9ticos contempor\u00e2neos. Fui onde se reuniam e pedi permiss\u00e3o para fazer esses dois trabalhos. Fiz isto com consci\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8211; Essa hist\u00f3ria de mudar de nome, apesar da justificativa de n\u00e3o lhe confundirem com George Benson no Exterior, tamb\u00e9m est\u00e1 ligado a essa coisa m\u00edstica, espiritual. Benjor parece nome de uma entidade esp\u00edrita de um alquimista&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; Ben Jor \u00e9 um bedu\u00edno, um guerreiro n\u00f4made. Quando fui no I Festival da \u00c1frica na Arg\u00e9lia, travei conhecimento com este nome. Achei forte, achei bonita a semelhan\u00e7a com Jorge Ben. Os caras l\u00e1 me chamavam de Jorge Ben Jor, depois s\u00f3 Ben Jor. A\u00ed gostei porque \u00e9 o nome de um grande guerreiro. E, quando estou no palco, sinto uma m\u00edstica, uma energia que me passa uma coisa boa. \u00c9 o que tento transferir para as pessoas. Me sinto um alquimista musical.<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea come\u00e7ou fazendo bossa-nova&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; Quando comecei j\u00e1 n\u00e3o era bossa-nova. O pessoal l\u00e1 do Beco das Garrafas fazia um movimento que a gente chamava de MPB, mas que tinha muita influ\u00eancia do jazz &#8211; como a bossa-nova, mas diferente. Mesmo para esse pessoal, eu j\u00e1 fazia um som diferente. Falavam que minha m\u00fasica possu\u00eda um esquema novo. Este slogan acabou virando nome do primeiro elep\u00ea Samba Esquema Novo.<\/p>\n<p>&#8211; E esse som original hoje est\u00e1 no mundo todo. \u00c9 verdade que voc\u00ea vende mais discos l\u00e1 fora do que aqui, no Brasil?<\/p>\n<p>JBJ &#8211; \u00c0 \u00e9poca do lan\u00e7amento do Benjor, em 89, tive a informa\u00e7\u00e3o de que j\u00e1 havia vendido mais de 11 milh\u00f5es de discos entre Europa, Estados Unidos e Jap\u00e3o. L\u00e1, tenho onze discos lan\u00e7ados. Por aqui, os meus 22 elep\u00eas venderam algo em torno de 6 milh\u00f5es de c\u00f3pias. Mas, tudo bem. Quase todos os meus discos permanecem em cat\u00e1logo. N\u00e3o tenho do que me queixar. Acho que peguei uma gera\u00e7\u00e3o boa, uma \u00e9poca boa, que, apesar da repress\u00e3o, continua at\u00e9 hoje dando as cartas. Uma gera\u00e7\u00e3o que veio, felizmente, para ficar. Hoje o cara faz sucesso por quinze minutos. Nossas m\u00fasicas ficaram.<\/p>\n<p>&#8211; Mas Que Nada, sem d\u00favida, seu maior sucesso, \u00e9 um exemplo.<\/p>\n<p>JBJ &#8211; \u00c9, foi uma coisa fenomenal. Ainda em 88, estive em Los Angeles, com S\u00e9rgio Mendes, que regravou Mas Que Nada, e ele me disse isso. At\u00e9 o estouro da minha m\u00fasica, o americano jamais havia transformado em sucesso uma can\u00e7\u00e3o que n\u00e3o estivesse vertida para o ingl\u00eas.<\/p>\n<p>&#8211; Assim que estourou Mas Que Nada, nos Estados Unidos, voc\u00ea foi viver l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; \u00c9 foi em 66. Ganhei uma bolsa para estudar m\u00fasica. E fui embora. S\u00f3 que n\u00e3o ag\u00fcentei. A saudade era muita. Um frio. Nunca tinha visto neve. A\u00ed eu ligava para c\u00e1 e os amigos diziam que aqui estava o maior ver\u00e3o, um sol, um calor, dando a maior praia. N\u00e3o, ag\u00fcentei. Peguei meu bon\u00e9 e vim embora.<\/p>\n<p>&#8211; De volta ao Brasil, voc\u00ea foi participar do Fino da Bossa, com a Elis Regina na TV Record&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; Pois \u00e9. Mas, n\u00e3o durei muito. Fui expulso do programa porque havia me apresentado no Jovem Guarda. Os caras eram fogo! Tentei argumentar. P\u00f4, mas o Roberto, o Erasmo sempre foram meus amigos. O programa \u00e9 na mesma emissora. Eles me convidaram&#8230; Que nada! N\u00e3o teve apela\u00e7\u00e3o. T\u00e1 expulso, disseram.<\/p>\n<p>&#8211; A\u00ed, logo em seguida surgiu o Tropicalismo.<\/p>\n<p>JBJ &#8211; E l\u00e1 fui eu. O Guilherme Ara\u00fajo, que era empres\u00e1rio do Gil e do Caetano, me convidou. Ele disse: Estamos com um programa em mente, e queremos voc\u00ea. Foi o Divino Maravilhoso na TV Tupi. Aprendi muito nessa fase. Foi um casamento perfeito. Cada semana, davam um tema para gente fazer uma m\u00fasica. Foi assim que nasceu Olha a Banana, Que Maravilha, Barbarella. Foi uma pena que acabou&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Charles Anjo 45 \u00e9 sua m\u00fasica mais conhecida como cr\u00edtica social, mas voc\u00ea teve problemas tamb\u00e9m com a censura por causa de Mano Caetano&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; Charles Anjo 45, mesmo Pa\u00eds Tropical, Olha a Banana foram m\u00fasicas que refletiam o Brasil daqueles anos. Aprendi com os baianos a driblar os censores da \u00e9poca. S\u00f3 que, ao meu jeito, sempre dei um toque de esperan\u00e7a&#8230;<br \/>\nOlha a Banana, por exemplo, fala de um menino que precisa vender banana para viver. Mas, \u00e9 um cara honesto, que n\u00e3o foge da luta e tem l\u00e1 seus prazeres que \u00e9 andar sempre na moda. E para o seu amor, ele gosta de contar as suas prosas. Agora, Mano Caetano deu problema. Porque os caras disseram que eu estava preparando a volta do Caetano. Ele estava no ex\u00edlio. Falaram que minha m\u00fasica era subversiva&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 tempos que voc\u00ea n\u00e3o fazia uma temporada de shows em S\u00e3o Paulo. O show Jorge Ben Jorge Ao Vivo tem motivo especial, al\u00e9m do pr\u00e9-lan\u00e7amento do seu novo disco?<\/p>\n<p>JBJ &#8211; H\u00e1 uns dois anos e tanto que n\u00e3o venho em temporada para a cidade. Foi no lan\u00e7amento do disco anterior (Benjor &#8211; 89). Estive no Aeroanta e no Damaxoc. O que est\u00e1 valendo mesmo, agora, \u00e9 o pr\u00e9-Ian\u00e7amento do disco ao vivo que gravei para WEA. Gravei no final do ano passado no Jazzmania do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&#8211; Jorge, o pessoal est\u00e1 anunciando que este \u00e9 o primeiro disco ao vivo que voc\u00ea grava. Mas, a sua antiga gravadora, a Polygram, em meados dos anos 70, lan\u00e7ou em disco, tamb\u00e9m ao vivo, um show que voc\u00ea fez no Ol\u00edmpia de Paris.<\/p>\n<p>JBJ &#8211; \u00c9, rapaz. \u00c9 isso mesmo. S\u00f3 que a diferen\u00e7a \u00e9 que aquele disco foi at\u00e9 uma surpresa para mim. Eles gravaram um dos shows que fiz no Ol\u00edmpia e acabaram por lan\u00e7ar em disco num ano que n\u00e3o gravei o elep\u00ea anual. O disco atual, Jorge Ben Jor Ao Vivo, \u00e9 m ais diferenciado porque foi algo programado. Eu tinha essa inten\u00e7\u00e3o h\u00e1 alguns anos. Outra diferen\u00e7a \u00e9 que esse disco vem com muitas m\u00fasicas in\u00e9ditas&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Quer dizer, al\u00e9m daquela habitual reedi\u00e7\u00e3o que voc\u00ea faz para antigos sucessos, as in\u00e9ditas v\u00eam com for\u00e7a total&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; \u00c9 por ai. Tem a \u2018W\/Brasil\u2019 que eu cantei num show que fiz aqui no Masp e que tem uma tem\u00e1tica non-sense. Fala de coisas atuais&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Faz uma &#8220;homenagem&#8221; ao presidente Collor, inclusive&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; Digamos que eu fa\u00e7a apenas uma indaga\u00e7\u00e3o. A m\u00fasica fala de um Fernando que n\u00e3o sabe se vai participar do torneio de surfe ferrovi\u00e1rio. Lembra que \u2018do Planalto mandaram avisar que todo o dinheiro ser\u00e1 devolvido quando setembro chegar\u2019. Tomara! Tem tamb\u00e9m \u2018Ela Mora na Pavuna\u2019, que \u00e9 uma menina que eu vi sambando num clube l\u00e1 na Pavuna, no Rio de Janeiro. Tem o \u2018Costa do Marfim\u2019, que \u00e9 uma m\u00fasica mais puxada para o afro. Tem \u2018Menina Sarar\u00e1\u2019, \u2018Remexendo\u2019, \u2018Miudinho\u2019&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Como \u00e9 que \u00e9 esse coisa de cantar para o filho&#8230;<\/p>\n<p>JBJ &#8211; O maior barato. Fiz uma m\u00fasica para o Gabriel e outra para o Tomazo. Cada m\u00fasica vai no estilo que cada um dos garotos gosta. O Tomazo \u00e9 mais chegado ao rock. Ent\u00e3o, fiz um rockzinho pauleira, um heavy-metal. J\u00e1 o Gabriel faz um g\u00eanero de mais cad\u00eancia, mais suingue, ent\u00e3o fiz um afox\u00e9, que inclusive canto no show&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ben Jor, para terminar, \u00e9 verdade que s\u00f3 aos 30 e tantos anos voc\u00ea desistiu da id\u00e9ia de ser jogador de futebol?<\/p>\n<p>JBJ &#8211; N\u00e3o \u00e9 bem assim. Sempre gostei de jogar futebol. Garoto ainda, cheguei a jogar no juvenil do Flamengo, ponta-direita. Gostava tamb\u00e9m de nadar e de jogar p\u00f3lo aqu\u00e1tico. S\u00f3 que esses s\u00e3o dois esportes que se precisa ter pulm\u00e3o para aguentar o tranco. J\u00e1 no futebol d\u00e1 para enganar. A gente faz uma pose, toca de lado, d\u00e1 um tempo&#8230; \u00c9 mais maneiro. Agora estou jogando no meio-de-campo, s\u00f3 orientando a garotada. Ali\u00e1s, se o Falc\u00e3o (t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o brasileira) precisar de jogador experiente para comandar a sele\u00e7\u00e3o, \u00e9 s\u00f3 me convocar&#8230; Vou dar a maior for\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nelson Motta costuma dizer que a m\u00fasica de Jorge Ben Jor tem clima de festa e universalidade. &#8220;Desde sua estr\u00e9ia, ele sintetizou em seu viol\u00e3o a bateria de uma escola de samba&#8221;,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-10295","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leia-esta-cancao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10295"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10295\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13844,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10295\/revisions\/13844"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}