{"id":10302,"date":"2000-09-08T00:00:00","date_gmt":"2000-09-08T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-14T22:03:45","modified_gmt":"2017-09-14T22:03:45","slug":"so-nao-vale-perder-a-eleicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/so-nao-vale-perder-a-eleicao\/","title":{"rendered":"S\u00f3 n\u00e3o vale perder a elei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&quot;Viver \u00e9 adaptar-se&quot; (Euclides da Cunha)<\/p>\n<p>01. Vamos caminhando celeremente para a reta de chegada da campanha eleitoral deste ano. Hora em que os debates na TV come\u00e7am a pegar forte. Hora em que recrudesce a propaganda eleitoral &#8212; cartazes, cartazetes, faixas se agigantam, multiplicam-se, invadem e poluem toda a cidade. Hora tamb\u00e9m das den\u00fancias &#8212; candidato nenhum mais tem m\u00e1culas em seu passado, s\u00f3 seus advers\u00e1rios pol\u00edticos as t\u00eam. A menos de um m\u00eas do pleito, o cidad\u00e3o eleitor aperta o start e come\u00e7a a depurar a dif\u00edcil escolha. Para prefeito, a maior parte das pessoas ou j\u00e1 fez sua op\u00e7\u00e3o ou tra\u00e7ou um caminho a seguir. Para vereador, por\u00e9m, \u00e9 a hora&#8230; No palavreado maneiro dos cabos eleitorais, agora vale tudo, s\u00f3 n\u00e3o vale perder as elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>02. Pois \u00e9, nesta hora que o eleitor fica mais exposto &#8212; e sofre uma saraivada de informa\u00e7\u00f5es e contra-informa\u00e7\u00f5es de levar ao Pin\u00e9u o mais sensato dos cidad\u00e3os. Justamente neste v\u00e1cuo entram, atuam os famigerados n\u00fameros da pesquisa eleitoral. Sinceramente, n\u00e3o vejo qualquer utilidade nesses n\u00fameros sempre surpreendentes que s\u00e3o divulgados pelos tais informes dos institutos de opini\u00e3o. Essa tend\u00eancia de inten\u00e7\u00e3o de voto n\u00e3o traz qualquer informa\u00e7\u00e3o para o eleitor. Serve, sim, para os tais marqueteiros de plant\u00e3o balizarem a campanha de seus clientes\/candidatos e tentarem novas manobras de convencimento ao p\u00fablico alvo. Candidatos &#8212; gosto sempre de frisar &#8212; n\u00e3o s\u00e3o produtos que precisam ser maquiados, receber slogans, mostrar ser o que n\u00e3o s\u00e3o. Isso \u00e9 engana\u00e7\u00e3o. Pesquisa \u00e9 interesse do candidato, n\u00e3o do eleitor &#8212; acredite.<\/p>\n<p>03. Outro buraco na \u00e1gua desses tempos eleitorais se viu na noite de segunda-feira na TV: o chamado debate. Virou com\u00e9dia. Vence quem bolar a melhor<br \/>\npegadinha para derrubar o advers\u00e1rio. Vale tamb\u00e9m apresentar um bom jogo de cena, ter estremiliques ou simplesmente evitar confrontos. Em \u00faltima an\u00e1lise, ter o felling do momento. No est\u00fadios da Bandeirantes, tivemos um pouco de tudo: um ex-presidente visivelmente injuriado, o candidato obreiro, o xerife, o homem que tem a cabe\u00e7a no lugar, a nova e a velha guarda das esquerdas, um ex-governador-tamp\u00e3o e por a\u00ed foi.<\/p>\n<p>04. Um pouco de tudo, como j\u00e1 disse. S\u00f3 faltou a certeza de que estavam sendo sinceros. E de que tudo n\u00e3o passou de teatro. Ou mais precisamente de um programa de TV.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;Viver \u00e9 adaptar-se&quot; (Euclides da Cunha)<\/p>\n<p>01. Vamos caminhando celeremente para a reta de chegada da campanha eleitoral deste ano. 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