{"id":10304,"date":"2000-03-10T00:00:00","date_gmt":"2000-03-10T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-14T22:12:57","modified_gmt":"2017-09-14T22:12:57","slug":"e-la-se-foram-26-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/e-la-se-foram-26-anos\/","title":{"rendered":"E l\u00e1 se foram 26 anos"},"content":{"rendered":"<p>&quot;Sonho que se sonha junto \u00e9 realidade&quot; (Raul Seixas)<\/p>\n<p>01. Quer dizer, n\u00e3o sei se lhe dou os parab\u00e9ns ou se eu \u00e9 que devo merec\u00ea-los. Deixa pra l\u00e1. Ali\u00e1s, nem sei se, na verdade, cabe algum tipo de comemora\u00e7\u00e3o. Ao menos no que me diz respeito, restou uma pungente lembran\u00e7a&#8230; De qualquer forma, vale registrar que hoje \u00e9 um dia especial.<\/p>\n<p>02. Sei que n\u00e3o consta da cartilha do bom jornalismo fazer suspense logo na abertura da mat\u00e9ria. Mas, como j\u00e1 lhe disse, por ser uma data daquelas que n\u00e3o se esquece, creio que posso incorrer nessa, digamos, ousadia&#8230;<\/p>\n<p>03. Ousadia de narrar a trajet\u00f3ria de um rapaz de 23 anos que, num determinado dia, aportou na Reda\u00e7\u00e3o de Gazeta do Ipiranga, com o alforje repleto de sonhos e esperan\u00e7as. Os anos de chumbo da ditadura e alguma perplexidade diante do novo mundo que ora se desvendava lhe davam a consci\u00eancia de que, de algum modo, teria que dar sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a. A voz convicta do professor da Universidade de S\u00e3o Paulo era determinante para o rumo a ser tomado: o jornalista n\u00e3o deve temer chegar ao fundo do po\u00e7o na busca dos fatos, da verdade. \u00c9 preciso encarar todos os sacrif\u00edcios que esta verdade imp\u00f5e. N\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil. Mas, se n\u00e3o for assim, \u00e9 melhor procurar outra profissao&#8230;<\/p>\n<p>04. O professor e jornalista Wladimir Herzog morreu no ano seguinte (outubro\/75), assassinado nas depend\u00eancias do quartel da rua Tut\u00f3ia. E a Hist\u00f3ria do Brasil n\u00e3o foi a mesma a partir da\u00ed. E ainda que modestamente a hist\u00f3ria daquele rapaz tamb\u00e9m mudou. No melhor estilo Forest Gump, come\u00e7ou a correr sem saber direito para onde, nem para qu\u00ea&#8230; Uma id\u00e9ia na cabe\u00e7a (construir o Brasil de todos os brasileiros) e alguns sonhos fundamentais cuidadosamente guardados a sete chaves lhe eram caros. Saberia a hora de escancar\u00e1-los. A can\u00e7\u00e3o dava o mote: Gente \u00e9 para brilhar, n\u00e3o para morrer de fome.<\/p>\n<p>05. Come\u00e7ou como redator-estagi\u00e1rio e, quatro anos depois, era o editor e diretor-respons\u00e1vel. Simultaneamente colaborou com diversas publica\u00e7\u00f5es de \u00e2mbito nacional. Chegou at\u00e9 mesmo a montar um jornal na Mooca. No entanto, foi mesmo pelas plagas hist\u00f3ricas do Ipiranga que fundeou sonhos, expectativas, trabalho, amizades, aprendizagem, amores e esperan\u00e7a em dias melhores para todos os brasileiros. E Gazeta do Ipiranga foi a ponta de lan\u00e7a &#8212; e a principal respons\u00e1vel &#8212; de todos esses feitos que o trouxeram at\u00e9 aqui e, afortunadamente, ainda o encantam&#8230; Democracia se faz com cidadania e solidariedade&#8230;<\/p>\n<p>06. Com efeito, ele reconhece que, aqui, em Gazeta do Ipiranga participou de um conjunto de inquestion\u00e1veis avan\u00e7os e conquistas da emergente imprensa comunit\u00e1ria. Ali\u00e1s, reconhece tamb\u00e9m que o companheirismo e o trabalho em equipe foram fundamentais. Na verdade, entende que os valores morais, \u00e9ticos e mesmo profissionais se equivalem para todos os jornalistas &#8212; seja qual for o \u00f3rg\u00e3o em que atue e propague o leg\u00edtimo direito do homem \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>07. \u00c9, aquele foi mesmo um dia especial. Era, como hoje, 10 de mar\u00e7o. S\u00f3 que do ano da gra\u00e7a de 1974. Meu primeiro dia em GI. E l\u00e1 se foram 26 anos&#8230; Foi quando a vida come\u00e7ou a fazer sentido&#8230; E ainda h\u00e1 tanto por fazer, tanto por sonhar, tanto por viver.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;Sonho que se sonha junto \u00e9 realidade&quot; (Raul Seixas)<\/p>\n<p>01. Quer dizer, n\u00e3o sei se lhe dou os parab\u00e9ns ou se eu \u00e9 que devo merec\u00ea-los. Deixa pra l\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10304","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-caro-leitor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10304"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10304\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14205,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10304\/revisions\/14205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}