{"id":10333,"date":"2000-09-15T00:00:00","date_gmt":"2000-09-15T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-14T22:03:24","modified_gmt":"2017-09-14T22:03:24","slug":"momento-de-paz-e-fraternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/momento-de-paz-e-fraternidade\/","title":{"rendered":"Momento de paz e fraternidade"},"content":{"rendered":"<p>&quot;Hoje \u00e9 o amanh\u00e3 que tanto nos preocupava ontem&quot; (Prov\u00e9rbio popular)<\/p>\n<p>01. Pela TV, o mundo assiste, a partir de hoje, os \u00faltimos jogos ol\u00edmpicos do s\u00e9culo. N\u00e3o h\u00e1 como medir os zilh\u00f5es de espectadores que v\u00e3o acompanhar, torcer e se emocionar com o confronto entre as na\u00e7\u00f5es em busca da almejada medalha de ouro. O Planeta transforma-se numa aldeia e faz da Austr\u00e1lia o centro de todas as aten\u00e7\u00f5es. Mesmo que se considere os absurdos interesses econ\u00f4micos (que, diga-se de passagem, s\u00e3o inevit\u00e1veis \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o), \u00e9 importante destacar o momento auspicioso que a Humanidade vive a partir do esporte. Um momento de congra\u00e7amento que pode ser, inequivocadamente, uma ponte para a paz definitiva &#8212; e universal.<\/p>\n<p>02. Lastima-se que poucas coisas, al\u00e9m do esporte, conseguem a proeza de juntar as pessoas de forma positiva. A m\u00fasica tamb\u00e9m faz isto. Na verdade, as artes em geral tem esse dom de universalizar sentimentos que nos engrandecem. Sentimentos como solidariedade, fraternidade, respeito, reconhecimento, humildade&#8230;<\/p>\n<p>03. Por um desses desvios inexplic\u00e1veis de forma\u00e7\u00e3o, aprendemos a nos unir apenas nas horas dif\u00edceis, nas trag\u00e9dias. S\u00f3 a\u00ed nos damos conta da nossa absurda fragilidade e indefect\u00edvel transitoriedade. O tempo, diz uma antiga can\u00e7\u00e3o, n\u00e3o p\u00e1ra no porto, n\u00e3o apita na curva, n\u00e3o espera ningu\u00e9m. Vale o que somos, n\u00e3o o que temos. O tal esp\u00edrito ol\u00edmpico mostra bem essa realidade &#8212; e \u00e9 verdadeiramente uma pena que n\u00e3o se alastre para as \u00e1reas social, pol\u00edtica, econ\u00f4mica e cient\u00edfica.<\/p>\n<p>04. Lembro que em janeiro de 86, via TV, o mundo assistiu estarrecido a explos\u00e3o que destruiu a nave Challenger e matou sete tripulantes. Foram sete segundos de orgulhosa expectativa at\u00e9 que o imponder\u00e1vel riscasse o c\u00e9u tragicamente. Al\u00e9m da natural como\u00e7\u00e3o, ficou a quest\u00e3o: quem falhou, o homem ou a m\u00e1quina?<\/p>\n<p>05. Enquanto a Ci\u00eancia buscou as causas do acidente (que sequer chegou a ser detectado pelo sofisticado sistema de computadores), os Estados Unidos velaram seus mortos valentes precursores do progresso humano. Indagou-se firmemente, naquele momento, qual o futuro do programa espacial tripulado. Mas, soube-se sempre, com toda a certeza, que o sonho do homem &#8212; de ousar infinitamente &#8212; nunca vai se esgotar&#8230;<\/p>\n<p>06. Sonhemos, pois &#8212; e n\u00e3o apenas com o ouro do p\u00f3dio. Que o esp\u00edrito ol\u00edmpico prevale\u00e7a, mesmo depois da \u00faltima conquista de Sydney. E se fa\u00e7am plenas e definitivas, entre os povos, a paz e a fraternidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;Hoje \u00e9 o amanh\u00e3 que tanto nos preocupava ontem&quot; (Prov\u00e9rbio popular)<\/p>\n<p>01. Pela TV, o mundo assiste, a partir de hoje, os \u00faltimos jogos ol\u00edmpicos do s\u00e9culo. 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