{"id":10786,"date":"2007-10-27T00:00:00","date_gmt":"2007-10-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:55:48","modified_gmt":"2017-09-15T19:55:48","slug":"a-cobra-e-o-periquito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-cobra-e-o-periquito\/","title":{"rendered":"A cobra e o periquito"},"content":{"rendered":"<p>Vamos falar dos &quot;inimigos&quot;&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 que se reconhecer: os &quot;caras&quot; t\u00eam cada hist\u00f3ria!<\/p>\n<p>A primeira.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico Nelsinho Batista resolveu levantar o moral do onze corinthiano. Ent\u00e3o, promoveu um treino diferente nesta semana. De um lado, o goleiro Felipe. Do outro, os demais titulares. Estes deveriam tocar a bola, de p\u00e9 em p\u00e9, at\u00e9 chegar \u00e0 frente do gol e bater com decis\u00e3o. <\/p>\n<p>Ou seja, o Coring\u00e3o enfrentou um time fantasma. <\/p>\n<p>A id\u00e9ia do treineiro era trabalhar as finaliza\u00e7\u00f5es \u2013 e tamb\u00e9m, em conseq\u00fc\u00eancia, levantar a auto-estima da garotada que n\u00e3o anda l\u00e1 essas coisas.<\/p>\n<p>Ao que consta, mais uma vez, o destaque ficou por conta do goleir\u00e3o. <\/p>\n<p>Por mais que Nelsinho os incentivasse, corresse lado a lado com os boleiros, gritasse, orientasse, o \u00edndice de aproveitamento foi baix\u00edssimo.<\/p>\n<p>O que fazer?<\/p>\n<p>Depois do apronto, a Imprensa foi ouvir o t\u00e9cnico. Ele justificou a prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8212; Em um campeonato nivelado como o Brasileiro, precisamos aproveitar todas as oportunidades que surgirem. Saber a hora certa de chutar. Nada de precipita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E terminou lembrando um ditado muito conhecido.<\/p>\n<p>&#8212; \u00c9 preciso matar a cobra e mostrar o pau.<\/p>\n<p>Assim como os pupilos, Nelsinho estava indo bem no toca daqui, toca dali. Mas, na hora de finalizar, mandou a bola longe, para al\u00e9m dos muros do Parque, no meio das pistas da Marginal.<\/p>\n<p>Explico o porqu\u00ea.<\/p>\n<p>Certa vez, n\u00e3o sei a que pretexto, entrevistei um folclorista que me explicou o equ\u00edvoco deste prov\u00e9rbio, que se consagrou popularmente. Disse-me o tal que quem mata a cobra e mostra o pau \u00e9 porque n\u00e3o matou cobra nenhuma. Quem verdadeiramente matar uma cobra e quiser comprovar vai mesmo mostrar a dita-cuja mortinha, mortinha&#8230;<\/p>\n<p>Concordam?<\/p>\n<p>A segunda.<\/p>\n<p>Aconteceu no Parque S\u00e3o Jorge nesta semana \u2013 e quem me contou foi o protagonista do fato, o amigo e rep\u00f3rter-fotogr\u00e1fico Robson Fernandjes.<\/p>\n<p>Ele e o rep\u00f3rter Cosme R\u00edmoli foram ao Corinthians na segunda-feira. Ao estacionarem o carro, viram o pai-de-santo Rob\u00e9rio de Ogum que sa\u00eda de uma reuni\u00e3o com a diretoria do Tim\u00e3o. <\/p>\n<p>Rob\u00e9rio \u00e9 conhecido no meio da bola porque j\u00e1 fez despachos para um punhado de clube se dar bem. Seja na reta de chegada da conquista de algum t\u00edtulo (como o Palmeiras de 93, que jogou de meias brancas a seu mando), seja em momentos de crise, como a que hora ronda o Corinthians, amea\u00e7ado de rebaixamento.<\/p>\n<p>Robson j\u00e1 desceu do carro fotografando, mesmo a contragosto de Rob\u00e9rio que n\u00e3o quis adiantar se vai ou n\u00e3o dar uma ajuda do al\u00e9m. As coisas, disse o pai-de-santo, est\u00e3o muito carregadas pelo lado do Parque S\u00e3o Jorge. Ao fot\u00f3grafo e ao rep\u00f3rter, disse mais: naquele exato momento estava vendo um fuzu\u00ea de entidades e esp\u00edritos ruins ao redor deles.<\/p>\n<p>Nenhum dos dois acreditou. <\/p>\n<p>At\u00e9 chegar ao jornal.<\/p>\n<p>Verdade. <\/p>\n<p>Quando o Robson foi checar as fotos que fez, viu que mais da metade delas n\u00e3o saiu. Ou melhor, sa\u00edram sob uma tarja preta. <\/p>\n<p>Verificou a m\u00e1quina \u2013 que tem o n\u00famero de inscri\u00e7\u00e3o 666 \u2013 e percebeu que havia quebrado um dispositivo justo naquela hora. Falou, ent\u00e3o, com o rep\u00f3rter e telefonou para o Rob\u00e9rio que lhe informou, com a maior naturalidade, ter visto a hora em que um esp\u00edrito destruiu parte do equipamento.<\/p>\n<p>Inclusive orientou Robson a ficar em casa que a mar\u00e9 n\u00e3o estava para peixe.<\/p>\n<p>Pura coincid\u00eancia, pensou Robson. <\/p>\n<p>At\u00e9 que sua mulher telefonou para lhe contar da morte de um periquito australiano que tinha em sua casa e que ele tanto estimava.<\/p>\n<p>&#8212; Minha mulher disse que o bichinho ficou duro e esturricado, de uma hora para outra.<\/p>\n<p>Por vias da d\u00favida, mandou a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica para o conserto e pediu a Chefia da Reda\u00e7\u00e3o um dia de folga. <\/p>\n<p>Por volta das 18 horas da ter\u00e7a-feira, Rob\u00e9rio ligou para Robson e deu ok.<\/p>\n<p>&#8212; O caminho est\u00e1 limpo. Pode voltar \u00e0 vida normal&#8230;  <\/p>\n<p>O Robson me garantiu que n\u00e3o ficou com medo. Pois, n\u00e3o acredita em bruxas.<\/p>\n<p>&#8212; Mas, sei l\u00e1, que existem, existem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos falar dos &quot;inimigos&quot;&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 que se reconhecer: os &quot;caras&quot; t\u00eam cada hist\u00f3ria!<\/p>\n<p>A primeira.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico Nelsinho Batista resolveu levantar o moral do onze corinthiano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10786","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10786","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10786"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17121,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10786\/revisions\/17121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}