{"id":10788,"date":"2007-10-29T00:00:00","date_gmt":"2007-10-29T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:55:48","modified_gmt":"2017-09-15T19:55:48","slug":"a-mulher-do-amigo-moraes-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-mulher-do-amigo-moraes-3\/","title":{"rendered":"A mulher do amigo Moraes"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se a ala feminina dos leitores vai gostar de saber. Provavelmente n\u00e3o. Mas, sou obrigado a contar. Ainda estranho \u2013 e muito \u2013 a presen\u00e7a maci\u00e7a das mulheres nos est\u00e1dios de futebol. Acho que n\u00e3o combina, sei l\u00e1. <\/p>\n<p>Para mim, \u00e9 sin\u00f4nimo de confus\u00e3o. <\/p>\n<p>Vou aos est\u00e1dios desde os nove anos \u2013 e me acostumei \u00e0 id\u00e9ia antiga de que \u201cfutebol \u00e9 para homem\u201d. Sei que este n\u00e3o \u00e9 um post politicamente correto, mas o que fazer? Tentei que tentei mudar, mas n\u00e3o consigo.<\/p>\n<p>Os tempos mudaram, me dizem amigos e inimigos.<\/p>\n<p>At\u00e9 concordo.<\/p>\n<p>Eu \u00e9 que n\u00e3o mudei&#8230;<\/p>\n<p>Mas, tenho l\u00e1 meus motivos.<\/p>\n<p>Ou melhor, um grande trauma. Que atendia pelo nome de&#8230; Bem, n\u00e3o lembro o nome. Mas, vamos trat\u00e1-la aqui de a Mulher do Meu Amigo Moraes, assim mesmo em mai\u00fasculas.<\/p>\n<p>Pois, \u00e9. <\/p>\n<p>Foi na disputa da Copa Libertadores de 1979 que a conheci \u2013 e de uma maneira quase tr\u00e1gica. \u00c0quele tempo, eu, o Moraes, o Bode, o Coelho, o Arrelia e mais alguns incautos amigos palmeirenses n\u00e3o perd\u00edamos um s\u00f3 jogo do time de Parque Ant\u00e1rtica. Era acima de tudo uma divers\u00e3o. Ambiente adequado para exorcizarmos todos os nossos dem\u00f4nios com palavr\u00f5es, xingamentos, improp\u00e9rios, palpites, previs\u00f5es e outros descalabros s\u00f3 poss\u00edveis num campo de futebol. Depois, era certo par\u00e1vamos numa Casa de Batidas que havia na rua Bom Pastor e o seo Martins, o propriet\u00e1rio, tinha que nos ag\u00fcentar a discutir o indiscut\u00edvel.<\/p>\n<p>Verdade verdadeira. <\/p>\n<p>Entre umas e outras, harmoniz\u00e1vamos nossos pontos de vistas. O Palestra n\u00e3o ia bem das pernas. Mas, sa\u00edamos de l\u00e1 breacos e felizes.<\/p>\n<p>Mas, voltemos \u00e0 Libertadores&#8230;<\/p>\n<p>Palmeiras e Guarani se enfrentariam na manh\u00e3 de domingo, no est\u00e1dio do Morumbi. Programa mais do que combinado. At\u00e9 porque havia dois motivos important\u00edssimos. A saber: o meia Pedro Rocha estrearia no Palmeiras e sonh\u00e1vamos devolver aos bugrinos a presepeda que nos aprontaram na final do Brasileir\u00e3o de 78, quando nos tomaram a ta\u00e7a com a ajuda desse cascateiro Arnaldo C\u00e9sar Coelho. Este mesmo que at\u00e9 hoje engana nos coment\u00e1rios de arbitragem (sic!) da Globo. O \u2018engodo\u2019 de \u00e1rbitro inventou um p\u00eanalti que s\u00f3 ele viu de Le\u00e3o em Careca. Ali\u00e1s, desde aqueles tempos que o homem gosta de aparecer&#8230;<\/p>\n<p>S\u00f3 que, para o cotejo daquele domingo \u00e0s 11, surgiu outro pormenor. Que estranhamos, de primeira. O amigo Moraes estava de namorada nova \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, primeira e \u00fanica. N\u00e3o sab\u00edamos, mas passamos a saber naquele dia,  a mo\u00e7a era mandona pacas.<\/p>\n<p>O Moraes s\u00f3 iria ao futebol se ela fosse.<\/p>\n<p>N\u00e3o a conhec\u00edamos. Mas, fomos un\u00e2nimes no veto.<\/p>\n<p>&#8212; Chiclet, amigo (um dos 58 apelidos do Moraes era esse), est\u00e1dio n\u00e3o \u00e9 lugar para mulher. Ainda mais para algu\u00e9m com quem o distinto est\u00e1 t\u00e3o cheio de boas inten\u00e7\u00f5es. Fala que \u00e0s duas da tarde voc\u00ea vai busc\u00e1-la para um cineminha b\u00e1sico. E pronto.<\/p>\n<p>O amigo Moraes (tamb\u00e9m conhecido como Cabe\u00e7\u00e3o) riu sem gra\u00e7a \u2013 e sem vontade de nos ouvir. Algu\u00e9m insistiu.<\/p>\n<p>&#8212; \u00c0s duas, n\u00e3o, compadre. \u00c0s tr\u00eas. Porque ainda vamos parar no Martins para derrubar as de sempre e mais algumas.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve resposta. <\/p>\n<p>Quer dizer, houve. <\/p>\n<p>Mas, na manh\u00e3 de domingo, no lugar onde sempre nos encontr\u00e1vamos para dividir amigos e viaturas. L\u00e1, estavam o amigo Moraes (vulgo Le\u00e3o Marinho) e a beldade. Ele (LM, para os \u00edntimos), com a express\u00e3o apatetada de quem n\u00e3o ouviu nossos s\u00e1bios conselhos. Ela, \u201cdiscretamente\u201d trajada em verde e branco. <\/p>\n<p>Deus \u00e9 justo, amigos leitores. <\/p>\n<p>Mas, a cal\u00e7a branca da mulher do Moraes, n\u00e3o ficava atr\u00e1s&#8230;<\/p>\n<p>(Continua amanh\u00e3&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se a ala feminina dos leitores vai gostar de saber. Provavelmente n\u00e3o. Mas, sou obrigado a contar. 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