{"id":11136,"date":"2008-10-24T00:00:00","date_gmt":"2008-10-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:47:19","modified_gmt":"2017-09-15T19:47:19","slug":"e-tragam-uma-estrela-pra-mim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/e-tragam-uma-estrela-pra-mim\/","title":{"rendered":"E tragam uma estrela pra mim"},"content":{"rendered":"<p>Ontem escrevi sobre amigos distantes e que me s\u00e3o caros. N\u00e3o quis alongar o texto que j\u00e1 beirava os 3 mil caracteres \u2013 algo n\u00e3o recomend\u00e1vel para um blog que se preze. Ent\u00e3o, deixei para hoje o recado que me chegou de Vanessa, de malas prontas para dar alguns volteios pelo Brasil, ap\u00f3s longa aus\u00eancia. <\/p>\n<p>Vanessa tem um texto impec\u00e1vel. Leiam!<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 segunda de manh\u00e3 em Edimburgo. Acabo de chegar de Newcastle, onde visitei Emma, nova amiga de cora\u00e7\u00e3o maravilhoso. Do trem, vi o sol vagarosamente se levantar do mar. Ha tempos n\u00e3o o via, t\u00e3o bonito. No vag\u00e3o, as revistas anunciam o que fazer no inverno. Pois \u00e9, o frio aqui j\u00e1 chegou e novamente visto minhas roupas de inverno! Mas n\u00e3o por muito tempo. Esta \u00e9 a raz\u00e3o deste email, afinal, para aqueles que n\u00e3o sabem e sempre perdoam minhas longas aus\u00eancias, sejam virtuais ou reais: passagem comprada para o Brasil e malas quase prontas! Vejo-os logo, logo. Muito amor, Vanessa.\u201d<\/p>\n<p>Tenho amigos belos e sens\u00edveis, espalhados mundo afora. Mesmo os que est\u00e3o por aqui, por vezes, custo a v\u00ea-los. A tal roda-viva que a todos atormenta. Mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 raro me surpreender a falar dessas figuras que t\u00eam poderes magn\u00edficos, l\u00fadicos e transformadores. Que me fazem acreditar que nem tudo est\u00e1 perdido e que, onde quer que estejam, cuidam de deixar bem melhor esse mund\u00e3o \u2018trapaiado\u2019 que s\u00f3. <\/p>\n<p>Por isso, hoje eu gostaria de reverenci\u00e1-los com os versos de uma can\u00e7\u00e3o do alquimista Benjor \u2013 que tamb\u00e9m pertence \u00e0 essa tribo do bem . Narram a hist\u00f3ria de um garoto que dizia para todo mundo que tinha um amigo anjo, chamado Jorge, \u201cque falava, brincava e at\u00e9 voava\u201d. \u00d3bvio que ningu\u00e9m acreditava na lorota do menino. At\u00e9 que uma bela noite de lua redonda, quando todos os de pouca f\u00e9 estavam reunidos, Jorge apareceu \u2013 e voou. Voou bem alto no c\u00e9u. Era poss\u00edvel a qualquer mortal ver suas piruetas e malabarismos entre estrelas, nuvens azuladas e a luz do luar.<\/p>\n<p>E o menino que n\u00e3o voava ficou feliz que s\u00f3. Improvisou uma saltitante dan\u00e7a e se p\u00f4s a comemorar:<\/p>\n<p>Voa, Jorge!<br \/>\nVoa, Jorge!<br \/>\nVoa, Jorge, voa<br \/>\nVoa, Jorge, Jorge voa<br \/>\nVoa bem alto, Jorge<br \/>\nE traz uma estrela pra mim<br \/>\nJorge amigo meu<br \/>\nMeu amigo Jorge<br \/>\nJorge amigo anjo<br \/>\nAnjo amigo Jorge<br \/>\nVoa bem alto, Jorge<br \/>\nE traz uma estrela pra mim<br \/>\nJorge amigo anjo<br \/>\nVoa, Jorge, Jorge voa<\/p>\n<p>Exatamente assim que me sinto quando os \u2018xar\u00e1s\u2019 aparecem por aqui e pelas vielas, becos e quebradas da vida. Eu os sa\u00fado com o olhar encantado de menino-crescido que n\u00e3o sabe voar. Que sonha e sonha e grita para todo mundo ouvir e escreve para quem quiser ler: <\/p>\n<p>Voem bem alto, amigos<br \/>\nE tragam uma estrela pra mim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem escrevi sobre amigos distantes e que me s\u00e3o caros. 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