{"id":11159,"date":"2008-11-12T00:00:00","date_gmt":"2008-11-12T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:47:17","modified_gmt":"2017-09-15T19:47:17","slug":"lembrancas-do-ypiranga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/lembrancas-do-ypiranga\/","title":{"rendered":"Lembran\u00e7as do Ypiranga"},"content":{"rendered":"<p>Guilherme \u00e9 estudante de jornalismo e resolveu presentear certo professor de Produ\u00e7\u00e3o de Textos com o exemplar de n\u00famero 144 da Revista do Ypiranga, onde faz est\u00e1gio. A publica\u00e7\u00e3o existe h\u00e1 16 anos e traz, como conte\u00fado editorial, o dia-a-dia de uma das mais representativas associa\u00e7\u00f5es esportivas e culturais de S\u00e3o Paulo, o Clube Atl\u00e9tico Ypiranga.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o sabe, o Ypiranga tem 102 anos de exist\u00eancia e foi um dos fundadores da Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol. No in\u00edcio do esporte no Pa\u00eds, o CAY era chamado de \u201cCeleiro de Craques\u201d, tantos e respeit\u00e1veis nomes que revelou para o desporto nacional \u2013 especialmente o futebol. Para n\u00e3o me estender, posso citar tr\u00eas nomes: o precursor de todos os goleadores Arthur Friendereich, o goleiro Barbosa (da sele\u00e7\u00e3o de 50) e o Doutor Rubens (que depois virou uma esp\u00e9cie de Zico dos anos 50 e fez hist\u00f3ria no Flamengo), entre tantos outros.<\/p>\n<p>Profissionalmente, o clube participou da elite do futebol paulista at\u00e9 a d\u00e9cada de 50. A partir de ent\u00e3o, transformou-se num clube desportivo e social que marcou \u00e9poca e gera\u00e7\u00f5es no populoso bairro que tem o mesmo nome (s\u00f3 que com i no come\u00e7o \u2013 Ipiranga) em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>N\u00e3o consultei os or\u00e1culos de S\u00e3o Google para lhes contar essa breve hist\u00f3ria. Poderia falar mais. Muito mais. Por motivos que me s\u00e3o caros e que os enumero a seguir:<\/p>\n<p>01. Quando meu filho nasceu, h\u00e1 28 anos e quequ\u00e9recos, a primeira camisa de clube que ele ganhou foi a do Ypiranga, presente do amigo Nascimento. \u00c9 a pe\u00e7a n\u00famero 1 de uma cole\u00e7\u00e3o de \u2018mantos sagrados\u2019 do futebol brasileiro e mundial que mant\u00e9m ainda hoje. Algo assim como a moeda n\u00famero 1 do Tio Patinhas.<\/p>\n<p>02. Cinco anos depois, o garot\u00e3o estreou no gol da equipe de futsal \u201cfraldinha\u201d do Ypiranga com uma memor\u00e1vel atua\u00e7\u00e3o. Vencemos de 2 a 0 do Nacional da Capital. Depois disso, jogou bola at\u00e9 chegar \u00e0 equipe de juniores da Portuguesa de Desportos, quando abandonou a carreira depois de passar por  diversas equipes.<\/p>\n<p>03. Fui s\u00f3cio do Ypiranga por longos anos &#8211; e fiz amizades imorredouras. Me diverti a valer no campo que era de terr\u00e3o jogando nas equipes de futebol para associados do clube. Era um zagueiro respeit\u00e1vel do time do Sucat\u00e3o, que tinha como t\u00e9cnico o incr\u00edvel goleiro Labatte e como patrocinador, capit\u00e3o, camisa 10 e cobrador de todas as faltas e p\u00eanaltis o amigo Milton Bigucci. Tamb\u00e9m joguei no Alegria (quer nome mais bonito para um time de futebol) do amigo\/irm\u00e3o S\u00e9rgio Salvador&#8230;<\/p>\n<p>04. Ah! Quase me esque\u00e7o. Tamb\u00e9m fui um dos primeiros editores da Revista quando o presidente eram o saudoso Milton Stenberg e depois o amigo Ant\u00f4nio Pinto, o grande Crispim.<\/p>\n<p>05. Por fim, d\u00e1 para dizer que mesmo distante, o Ypiranga de tantas e tamanhas tradi\u00e7\u00f5es continua no meu cora\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m com tantas lembran\u00e7as boas&#8230;<\/p>\n<p>Obrigado, Guilherme. Certo professor nost\u00e1lgico agradece&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme \u00e9 estudante de jornalismo e resolveu presentear certo professor de Produ\u00e7\u00e3o de Textos com o exemplar de n\u00famero 144 da Revista do Ypiranga, onde faz est\u00e1gio. 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