{"id":11165,"date":"2008-11-18T00:00:00","date_gmt":"2008-11-18T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:47:16","modified_gmt":"2017-09-15T19:47:16","slug":"quase-tudo-sobre-benjor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/quase-tudo-sobre-benjor\/","title":{"rendered":"Quase tudo sobre Benjor"},"content":{"rendered":"<p>A chuva fina me surpreendeu na padaria, aqui ao lado do pr\u00e9dio onde trabalho. Dei uma escapada para um caf\u00e9 r\u00e1pido e uma espairecida para por as id\u00e9ias no lugar.<\/p>\n<p>Imediatamente lembrei-me de uma can\u00e7\u00e3o do Benjor \u2013 uma das raras que n\u00e3o virou hit e muito provavelmente a \u00fanica que tem uma levada triste.<\/p>\n<p>Desconfio que se chama Z\u00e9 Canjica e a letra diz assim [vamos ver se me lembro]:<\/p>\n<p>Est\u00e1 chovendo<br \/>\nE a chuva vai molhar algu\u00e9m<br \/>\nQue outrora ca\u00eda toda molhada<br \/>\nNos bra\u00e7os meus<br \/>\nN\u00e3o pode ser<br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil acreditar<br \/>\nMas assim \u00e9 que tem de ser&#8230;<\/p>\n<p>Pois eu j\u00e1 n\u00e3o sou<br \/>\nO namorado do meu amor<br \/>\nMas, \u00e9 que eu j\u00e1 n\u00e3o sou<br \/>\nO namorado do meu amor&#8230;<\/p>\n<p>Como voc\u00eas podem perceber, pelos versos acima s\u00e3o continuidade de Que Maravilha que Benjor fez em parceria com Toquinho no in\u00edcio dos anos 70. O compositor vivia um momento luminoso. Depois de estourar nas paradas com Mas Que Nada, Por Causa de Voc\u00ea e Chove Chuva, viajou para os Estados Unidos, onde tentou fazer uma carreira internacional. Quando voltou, curtiu uma fase de anonimato at\u00e9 que foi redescoberto por Elis Regina que o levou para o programa que comandava na TV Record, O Fino da Bossa. Ali fez um relativo sucesso com a can\u00e7\u00e3o Bicho do Mato, mas logo se mandou de mala e viol\u00e3o para o Jovem Guarda, comandado por seus amigos da Tijuca, Roberto e Erasmo Carlos. Vez ou outra dava uma canja em outro programa da emissora, Show em Symonal, outro amigo das quebradas do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Foi na voz de Wilson Simonal que emplacou dois retumbantes sucessos, Zazueira e Pa\u00eds Tropical. A primeira ganhou repercuss\u00e3o internacional quando Herp Albert a gravou nos Estados Unidos. Pa\u00eds Tropical virou uma esp\u00e9cie de hino nacional suingado por ser uma cr\u00f4nica do Brasil daquele per\u00edodo.<\/p>\n<p>Benjor enfileirava um sucesso atr\u00e1s do outro: Se manda, Bebete Vambora e Crioula (na voz do autor), Que Pena (Gal Costa), Charles Anjo 45 (Caetano), Cad\u00ea Tereza (Originais do Samba), entre outros.<\/p>\n<p>Dava a entender que os planetas alinharam-se e conspiravam a favor de Benjor (\u00e0 \u00e9poca ainda Jorge Ben). Nas temporadas que fazia no Jogral (famosa casa noturna paulistana, ali na rua Avanhadava) era acompanhado pelo Trio Mocot\u00f3 e, embora n\u00e3o fosse um esplendor de santidade, vivia um grande amor. A musa de todas as can\u00e7\u00f5es da \u00e9poca Tereza Domingas Aparecida, que certamente o inspirou em Que Maravilha e agora lhe dava triste motivo para uma nova can\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Pois \u00e9 que eu j\u00e1 n\u00e3o sou<br \/>\nO Z\u00e9 Canjica do meu amor&#8230;<br \/>\nEu sei que minha mar\u00e9 n\u00e3o est\u00e1 para peixe<br \/>\nMas eu n\u00e3o vou desistir de pescar<br \/>\nPor que ainda resta em mim<br \/>\nUm fio de esperan\u00e7a<br \/>\nE a vontade de viver<br \/>\nPra conseguir conquistar<br \/>\nNovamente ela.<br \/>\nS\u00f3 ela&#8230;<\/p>\n<p>Como profetizou a can\u00e7\u00e3o, os dois reataram, casaram-se e t\u00eam dois filhos: Tommazzo e outro que eu esqueci o nome&#8230;<\/p>\n<p>Putz, pensei que soubesse tudo de Benjor&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A chuva fina me surpreendeu na padaria, aqui ao lado do pr\u00e9dio onde trabalho. Dei uma escapada para um caf\u00e9 r\u00e1pido e uma espairecida para por as id\u00e9ias no lugar.<\/p>\n<p>Imediatamente lembrei-me de uma can\u00e7\u00e3o do Benjor \u2013 uma das raras que n\u00e3o virou hit e muito provavelmente a \u00fanica que tem uma levada triste.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11165","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11165","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11165"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11165\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16775,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11165\/revisions\/16775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11165"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}