{"id":11353,"date":"2009-06-23T00:00:00","date_gmt":"2009-06-23T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-13T19:36:07","modified_gmt":"2017-09-13T19:36:07","slug":"uma-breve-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/uma-breve-historia\/","title":{"rendered":"Uma breve hist\u00f3ria&#8230; *"},"content":{"rendered":"<p>Em 1918, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa realizou o I Congresso Brasileiro de Jornalistas. Uma das quest\u00f5es em pauta: a necessidade de que os jornalistas tivessem uma forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel universit\u00e1rio. Entre outros motivos, para evitar que oportunistas tirassem proveito da credibilidade que a profiss\u00e3o come\u00e7ava a conquistar como leg\u00edtima mediadora das demandas sociais.<\/p>\n<p>Foi o primeiro passo de uma longa jornada. Em 27 de setembro 1939, o cronista Rubem Braga saudou a id\u00e9ia de se criar a primeira escola de jornalismo no Brasil, com sede na cidade do Rio de Janeiro. Escreveu a cr\u00f4nica chamada de Doutores Jornalistas em que descreve a conviv\u00eancia entre os velhos jornalistas e o que chamou de futuros novos doutores. As primeiras escolas de jornalismo come\u00e7aram a surgir em fins dos anos 40.<\/p>\n<p>Os anos 60 ficaram marcados pelo empenho dos jornalistas e das entidades representativas na constru\u00e7\u00e3o de uma regulamenta\u00e7\u00e3o profissional, tendo \u00e0 frente expoentes como os jornalistas Freitas Nobre e Ari Silva. Em 1969, no bojo de uma ampla reforma educacional, foram criados os cursos de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 e implantou-se a exig\u00eancia do diploma universit\u00e1rio, habilita\u00e7\u00e3o em jornalismo, para exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. Essas conquistas foram, posteriormente, ratificadas pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/p>\n<p>Nenhum fragmento dessa longa hist\u00f3ria de conquistas sensibilizou a oito dos doutos senhores do Supremo Tribunal Federal, que preferiram tergiversar sobre \u201co exerc\u00edcio amplo das liberdades de express\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 outro ponto de luta secular dos jornalistas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de lamentar o tom depreciativo de alguns pareceres, nada se perdeu. Diria mesmo que pouco ir\u00e1 se transformar. Pois, os pilares do bom Jornalismo &#8211; o respeito \u00e0 verdade factual, a postura cr\u00edtica e fiscalizadora &#8211; assim como as t\u00e9cnicas multim\u00eddias, as teorias da Comunica\u00e7\u00e3o, os rigores \u00e9ticos da profiss\u00e3o, entre outros conte\u00fados human\u00edsticos continuaram a ser mat\u00e9ria de estudos e aprendizagem nos bons cursos de jornalismo em n\u00edvel superior, como bem preconizou nosso maior cronista, Rubem Braga.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, o jornalismo brasileiro perfilou-se entre os melhores do mundo, inclusive como um dos esteios da redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. Para tanto, foi de vital import\u00e2ncia o trabalho de duas gera\u00e7\u00f5es de jornalistas formados pelas faculdades de jornalismo \u2013 muitos dos quais, egressos do curso da Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo, que figura, em \u00e2mbito nacional, entre os mais bem conceituados.<\/p>\n<p>No que depender de n\u00f3s, essa Hist\u00f3ria n\u00e3o vai se perder&#8230;<\/p>\n<p>* Publicado hoje no Di\u00e1rio do Grande ABC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1918, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa realizou o I Congresso Brasileiro de Jornalistas. 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