{"id":12022,"date":"2011-09-20T00:00:00","date_gmt":"2011-09-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:28:02","modified_gmt":"2017-09-15T19:28:02","slug":"bom-dia-homem-aranha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/bom-dia-homem-aranha\/","title":{"rendered":"Bom dia, homem-aranha."},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se deveria tocar no assunto.<\/p>\n<p>Est\u00e1 fora de contexto&#8230;<\/p>\n<p>Aconteceu em agosto&#8230;<\/p>\n<p>O rapaz est\u00e1 em outra&#8230; <\/p>\n<p>Reatou com a esposa e tal&#8230;<\/p>\n<p>Mas, sei l\u00e1 por quais raz\u00f5es, s\u00f3 hoje subiu para as homes dos portais.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Perdoem-me a fraqueza.<\/p>\n<p>Fiquei tentado a comentar.<\/p>\n<p>Juro que a minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 das melhores.<\/p>\n<p>Primeiro porque lembrei a can\u00e7\u00e3o de N\u00e9lson Motta que a voz doce de Marisa Monte consagrou:<\/p>\n<p>\u201dO que \u00e9 que a gente n\u00e3o faz por amor?\u201d<\/p>\n<p>E aquela do Vinicius e do Toquinho: <\/p>\n<p>\u201cPorque a vida s\u00f3 se d\u00e1 pra quem se deu<br \/>\nPra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu<br \/>\nQuem nunca curtiu uma paix\u00e3o<br \/>\nNunca vai ter nada, n\u00e3o\u201d<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Pois \u00e9, meus caros:<\/p>\n<p>Os craques tamb\u00e9m amam&#8230;<\/p>\n<p>Um gaiato comentou no p\u00e9 da not\u00edcia de hoje:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 elano que se aplende.\u201d<\/p>\n<p>Maldade, deboche.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Meus considerados, chega de volteios.<\/p>\n<p>Vou direto ao assunto do dia:<\/p>\n<p>Quero me solidarizar com o craque Elano que, dizem, bancou o homem-aranha e escalou o muro da casa da atriz N\u00edvea Stelmann na v\u00e3 tentativa de reatar o namoro que acabara de acabar por obra e gra\u00e7a da mo\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cElano, voc\u00ea me sufoca\u201d, imagino disse \u00e0 mo\u00e7a ao perplexo Romeu sem mais Julieta.<\/p>\n<p>Elas s\u00e3o assim, boleiro.<\/p>\n<p>Mudam e esquecem de nos avisar.<\/p>\n<p>A\u00ed j\u00e1 era!<\/p>\n<p>Desencanam. N\u00e3o atendem o celular, n\u00e3o respondem aos emails, esquecem o facebook.<\/p>\n<p>O primeiro passo para que o homem \u2013 ou uma sociedade \u2013 perca a sua dignidade \u00e9 quando lhe tiram o direito de expressar-se, de dizer livremente o que pensa, o que sente.<\/p>\n<p>Justi\u00e7a seja feita.<\/p>\n<p>Dizem que s\u00f3 no twitter, ela brincou de lhe provocar:<\/p>\n<p>\u201cBom dia, homem-aranha.\u201d<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Por outra, como diria Chalita, o meu amigo liban\u00eas das quebradas do Sacom\u00e3:<\/p>\n<p>&#8212; Quem a\u00ed j\u00e1 n\u00e3o aprontou das suas por uma \u201ccal\u00e7a justa\u201d?<\/p>\n<p>Sei da hist\u00f3ria de um conhecido empres\u00e1rio que fez um bate-volta ao Jap\u00e3o atr\u00e1s de uma modelo que tanto o encantava, e muito lhe prometia.l<\/p>\n<p>Chegou l\u00e1 e a mo\u00e7a n\u00e3o estava. Viajara para fazer uma campanha nas Filipinas.<\/p>\n<p>Ficou na m\u00e3o.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m merece.<\/p>\n<p>Mas, acreditem prezados e renitentes leitores, \u00e9 a mais crua realidade dos que amam \u2013 e se iludem.<\/p>\n<p>D\u00f3i mais do que pisada de elefante.<\/p>\n<p>\u201cMas, valeu \u2013 e sempre valer\u00e1\u201d, disse-me o gajo viajante tempos depois de lamber as pr\u00f3prias feridas e afogar as m\u00e1goas naquele boteco que n\u00e3o mais existe na esquina da rua Bom Pastor com a rua Greenfeld, onde hoje existe a imponente Esta\u00e7\u00e3o Sacom\u00e3 do Metr\u00f4.<\/p>\n<p>VI. <\/p>\n<p>\u00c9 da vida e dos amores.<\/p>\n<p>No m\u00ednimo, restar\u00e3o boas hist\u00f3rias para contar aos netos e a sensa\u00e7\u00e3o de terem apostado todas as fichas em um sentimento que acreditavam ser um grande amor e que, por fim, se transformou em descarado equ\u00edvoco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se deveria tocar no assunto.<\/p>\n<p>Est\u00e1 fora de contexto&#8230;<\/p>\n<p>Aconteceu em agosto&#8230;<\/p>\n<p>O rapaz est\u00e1 em outra&#8230; <\/p>\n<p>Reatou com a esposa e tal&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12022","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12022","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12022"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12022\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15959,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12022\/revisions\/15959"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12022"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12022"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12022"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}