{"id":12659,"date":"2013-11-24T00:00:00","date_gmt":"2013-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:16:36","modified_gmt":"2017-09-15T19:16:36","slug":"a-moca-e-o-filme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-moca-e-o-filme\/","title":{"rendered":"A mo\u00e7a e o filme"},"content":{"rendered":"<p>E a\u00ed, mo\u00e7a, tudo bem?<\/p>\n<p>Tudo certo na sua vida?<\/p>\n<p>Quantas pequenas grandes mentiras foram (s\u00e3o) necess\u00e1rias para manter o sorriso nosso de cada dia?<\/p>\n<p>J\u00e1 me acostumei aos seus sil\u00eancios. Me soam tenebrosos, sabia? <\/p>\n<p>Por isso insisto nas perguntas.<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto voc\u00ea embarcou nessa \u2018roubada\u2019 por puro deslumbre, medo de enfrentar as asperezas do caminho de seus leg\u00edtimos anseios?<\/p>\n<p>N\u00e3o sei, n\u00e3o, mo\u00e7a&#8230; <\/p>\n<p>Ser o que se \u00e9, eis o desafio.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil encarar o espelho, todas as manh\u00e3s, sem remorsos. Por vezes, pinta o impulso de desistir de tudo e de todos.<\/p>\n<p>Como sei de todas essas inquieta\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Hum&#8230; Vamos l\u00e1!<\/p>\n<p>N\u00e3o, minha cara, n\u00e3o andei lendo nenhum tratado de auto-ajuda. Tamb\u00e9m n\u00e3o fiz curso \u00e0 dist\u00e2ncia e intensivo de \u2018Salvador da P\u00e1tria\u2019, menos ainda de \u2018Or\u00e1culo das Multid\u00f5es\u2019.<\/p>\n<p>Vou lhe contar. Apenas e t\u00e3o somente acabo de assistir ao \u00faltimo de Woody Allen, o turbulento Blue Jasmine. H\u00e1 quem diga que \u00e9 a melhor das recentes produ\u00e7\u00f5es do cineasta (que volta a filmar nos Estados Unidos). Eu ainda prefiro o encantamento de Meia Noite em Paris, embora a atua\u00e7\u00e3o de Cate Blanchett, como a atormentada socialite Jasmine, \u00e9 not\u00e1vel. (Dever\u00e1 estar entre as tais que concorrer\u00e3o ao Oscar, seguramente).<\/p>\n<p>Desde que sa\u00ed do cinema, fiquei matutando o tanto de Jasmine que conhe\u00e7o e est\u00e3o pela a\u00ed. Essas que fazem que v\u00eam, mas n\u00e3o v\u00eam e a\u00ed ficam em permanentes volteios em torno de si mesmo. Sabe aquele tipo que foram e s\u00e3o, sem nunca terem sido.<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o&#8230; <\/p>\n<p>Quis escrever sobre elas, sobre voc\u00ea, sobre n\u00f3s e todos, a partir da personagem atormentada que acabei de conhecer, j\u00e1 conhecendo. <\/p>\n<p>Nada transcendental.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem entenda como uma forma de dizer adeus! <\/p>\n<p>Sei que, ao longo de boa parte dos 98 minutos da trama, a protagonista tenta nos convencer da legitimidade da c\u00e9lebre filosofia de botequim: \u201cQuando as coisas n\u00e3o v\u00e3o bem, basta olhar para o outro lado e fingir que nada de anormal est\u00e1 acontecendo\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 bem assim.<\/p>\n<p>O cineasta nos mostra isso, ele \u00e9 um arguto observador das mis\u00e9rias humanas.<\/p>\n<p>Veja o filme, mo\u00e7a, e se cuide.<\/p>\n<p>Quem sabe um dia a gente se v\u00ea, e conversa sobre&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E a\u00ed, mo\u00e7a, tudo bem?<\/p>\n<p>Tudo certo na sua vida?<\/p>\n<p>Quantas pequenas grandes mentiras foram (s\u00e3o) necess\u00e1rias para manter o sorriso nosso de cada dia?<\/p>\n<p>J\u00e1 me acostumei aos seus sil\u00eancios.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12659","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12659"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12659\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15361,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12659\/revisions\/15361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}