{"id":12679,"date":"2013-12-14T00:00:00","date_gmt":"2013-12-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:16:34","modified_gmt":"2017-09-15T19:16:34","slug":"ciro-e-wilson","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/ciro-e-wilson\/","title":{"rendered":"Ciro e Wilson"},"content":{"rendered":"<p>Jornalistas s\u00e3o c\u00e9ticos por dever de of\u00edcio. De uns tempos para c\u00e1, no entanto, deram para adorar um n\u00famero redondo. Logo querem transform\u00e1-lo em efem\u00e9ride, pronta a ser saudada por s\u00e9rie de reportagens. <\/p>\n<p>Desconfio que tudo come\u00e7ou l\u00e1 tr\u00e1s, com o mil\u00e9simo gol de Pel\u00e9. A partir da\u00ed e, pouco a pouco, a coisa foi tomando jeito e corpo. \u201cCem dias do governo de Fulano\u201d, \u201cOs duzentos jogos do Beltrano\u201d, \u201cA quinquag\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o do livro do Sicrano\u201d e por a\u00ed vai&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o acho ruim tal expediente. Sugerem pautas diferenciadas do notici\u00e1rio do dia, d\u00e3o um sacode na mem\u00f3ria, revitalizam a cultura, valorizam os passos que fizeram (e ainda fazem) o caminho. <\/p>\n<p>Nosso modesto blog, sempre que pode e vale \u00e0 pena, se embara\u00e7a na poeira do tempo para reverenciar nomes e obras que merecem destaque. Neste ano, saudamos, entre outros, o centen\u00e1rio de Rubem Braga e de Vinicius de Moraes, al\u00e9m do cinquenten\u00e1rio do elep\u00ea (sabem o que \u00e9 isso, rapaziada?) de estreia de Jorge Ben (hoje, Benjor), o imbat\u00edvel \u201cSamba Esquema Novo\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo assim, e olhe que j\u00e1 estamos em dezembro, \u00edamos terminando o ano sem reverenciar os 100 anos de nascimento de dois grandes e saudosos nomes da m\u00fasica popular, Ciro Monteiro e Wilson Batista.<\/p>\n<p>Monteiro nasceu em 28 de maio de 2013 no Rio de Janeiro. Foi int\u00e9rprete de sucessos como \u201cSe Acaso Voc\u00ea Chegasse\u201d (Felisberto Martins e Lupic\u00ednio Rodrigues), \u201cBeija-me\u201d (Mario Rossi e Roberto Martins), \u201cEscurinho\u201d (Geraldo Pereira), entre outros tantos. Viveu a Era de Ouro do r\u00e1dio brasileiro (anos 40 e 50) e se caracterizou por um jeito personal\u00edssimo e coloquial de cantar samba. Al\u00e9m do que, o homem era uma simpatia e, de quebra, parecido com meu av\u00f4 Carlito.<\/p>\n<p>Outro carioca da gema, o compositor Wilson Batista nasceu em 3 de julho e, no entender do jornalista Ruy Castro, seu \u00fanico pecado foi ser contempor\u00e2neo de Ary Barroso, Noel Rosa, Lamartine Babo, Orestes Barbosa e Braguinha, \u201ct\u00e3o bons de samba quanto de cartaz\u201d. Por isso, o autor \u201cLouco\u201d, \u201cAcertei Na Milhar\u201d, \u201dOh, seu Oscar\u201d, \u201cPedreiro Valdemar\u201d e outras mais tenha ficado esquecido do grande p\u00fablico. Um erro que precisa ser reparado a bem das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Batista morreu em 1968; Ciro em mar\u00e7o de 1973. <\/p>\n<p>Nossa m\u00fasica popular n\u00e3o seria a mesma sem a radiosa contribui\u00e7\u00e3o de ambos. <\/p>\n<p>Um povo que n\u00e3o conhece sua hist\u00f3ria perde a identidade como Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o se reconhece independente e soberano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalistas s\u00e3o c\u00e9ticos por dever de of\u00edcio. De uns tempos para c\u00e1, no entanto, deram para adorar um n\u00famero redondo. 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