{"id":12865,"date":"2014-08-13T00:00:00","date_gmt":"2014-08-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:11:44","modified_gmt":"2017-09-15T19:11:44","slug":"robbin-willians","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/robbin-willians\/","title":{"rendered":"Robbin Willians"},"content":{"rendered":"<p>Robbin Willians n\u00e3o era o meu ator favorito.<\/p>\n<p>Mas, eu acompanhava sua carreira e seus filmes. <\/p>\n<p>Chamava minha aten\u00e7\u00e3o que t\u00ednhamos a mesma idade \u2013 ele \u00e9 de julho de 1951 e eu de dezembro de 50 \u2013 e me espantava como ele era capaz de tamanha desenvoltura no desenvolvimento de personagens t\u00e3o diversos como os que fez em Bom Dia Vietn\u00e3 (1987), As Aventuras do Bar\u00e3o de Von Muchausen (88), Sociedade dos Poetas Mortos (89), Tempo de Despertar (90), O Pescador de Ilus\u00e3o (91) e Patsh Adams (98), entre outros. <\/p>\n<p>Naturalmente fazia uma compara\u00e7\u00e3o com a minha rala experi\u00eancia de vida e a riqueza de detalhes e a complexidade psicol\u00f3gica com que Robbin compunha os  figuras \u2013 e me perguntava:<\/p>\n<p>\u201cComo o cara faz isso, meu?\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 um dom, \u00e9 talento, \u00e9 trabalho&#8230; <\/p>\n<p>Imaginava \u2013 e ainda imagino \u2013 que deve ser muito bom poder olhar para tr\u00e1s e ver essa galeria de tipos inesquec\u00edveis que faz parte do universo de sonhos de muita gente mundo afora. Deve dar uma sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido. Um orgulho danado do que se fez. <\/p>\n<p>Ainda mais: mora na Calif\u00f3rnia, n\u00e3o tem crise de grana, est\u00e1 com sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cDeve ser o cara mais feliz do mundo\u201d \u2013 conclu\u00eda. <\/p>\n<p>Leio nos jornais a not\u00edcia da sua morte, e como aconteceu. A idade vem em destaque no t\u00edtulo. Fico surpreso, e triste. Penso nas coisas que o ator ainda poderia fazer e\/ou ensinar. Viver.<\/p>\n<p>Falam em depress\u00e3o, o incontorn\u00e1vel mal do s\u00e9culo. Como e onde se perde o fio da meada? A solid\u00e3o dos dias de hoje, em meio a tanta gente, em meio a tanta tecnologia, a tantos projetos, a tanto falat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Todos temos algo a dizer.<\/p>\n<p>Quem vai nos ouvir? <\/p>\n<p>\u00c9 inevit\u00e1vel lembrar hist\u00f3rias que vi no cinema, que tratam do tema fama\/ascens\u00e3o e queda. \u201cCrep\u00fasculo dos Deuses\u201d talvez seja o mais emblem\u00e1tico. \u201cLuzes da Ribalta\u201d, de Chaplin, o mais tocante. H\u00e1 outros e tantos outros.<\/p>\n<p>Mesmo assim, n\u00e3o me conformo, e volto a me perguntar:<\/p>\n<p>\u201cComo o cara faz isso, meu?\u201d<\/p>\n<p>A vida \u00e9 um longo e sinuoso caminho.<\/p>\n<p>Que Deus o tenha, e nos guarde!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Robbin Willians n\u00e3o era o meu ator favorito.<\/p>\n<p>Mas, eu acompanhava sua carreira e seus filmes. <\/p>\n<p>Chamava minha aten\u00e7\u00e3o que t\u00ednhamos a mesma idade \u2013 ele \u00e9 de julho de 1951 e eu de dezembro de 50 \u2013 e me espantava como ele era capaz de tamanha desenvoltura no desenvolvimento de personagens t\u00e3o diversos como os que fez em Bom Dia Vietn\u00e3 (1987),<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12865"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12865\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15162,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12865\/revisions\/15162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}