{"id":12885,"date":"2014-09-02T00:00:00","date_gmt":"2014-09-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:11:41","modified_gmt":"2017-09-15T19:11:41","slug":"o-que-muda-a-vida-guimaraes-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-que-muda-a-vida-guimaraes-rosa\/","title":{"rendered":"O que muda a vida&#8230; (Guimar\u00e3es Rosa)"},"content":{"rendered":"<p>Meu amigo Valdir \u00e9 um expert em Guimar\u00e3es Rosa.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea menos espera, em meio a uma conversa por mais \u00e1rida que seja, l\u00e1 vem ele com uma cita\u00e7\u00e3o de Rosa para esclarecer e\/ou apimentar a discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2018P\u00e3o ou p\u00e3es \u00e9 quest\u00e3o de opini\u00e3es\u201d.<\/p>\n<p>Nessa conviv\u00eancia, al\u00e9m de reler o autor de Grande Sert\u00e3o Veredas\u201d, tamb\u00e9m me acostumei a clarear minhas ideias  com um tantim da sapi\u00eancia do homem.<\/p>\n<p>\u201cTudo o que muda a vida vem quieto, no escuro\u201d.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, um pouco de Guimar\u00e3es Rosa \u00e9 sempre bem-vindo em dias tensos e de altas controv\u00e9rsias.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso sofrer, depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, tomei coragem e apresento uma adapta\u00e7\u00e3o furreba de alguns pensamentos que pincei dos livros e\/ouvi do Valdir, al\u00e9m de um trecho de  famosa entrevista que o Rosa deu a Pedro Bloch nos idos dos anos 60.<\/p>\n<p>Entendam, amigos, que essa descarada colagem \u00e9 para ler \u201cnuma horinha de descuido\u201d, uma provoca\u00e7\u00e3o, um toque para a reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Tomara que gostem!<\/p>\n<p>\u00c9 curtinha, instant\u00e2nea, breve como \u201cum coqueiro coqueirando as manobras do vermelho no branqueado do azul\u201d.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>O correr da vida embrulha tudo.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 assim: esquenta, esfria,aperta e da\u00ed afrouxa, sossega e depois desinquieta.<\/p>\n<p>O que ela quer da gente \u00e9 coragem.<\/p>\n<p>Porque passarinho que se debru\u00e7a \u2013 o voo j\u00e1 est\u00e1 pronto.<\/p>\n<p>Afinal, h\u00e1 \u00e9 que ter paci\u00eancia, dar tempo ao tempo, j\u00e1 dev\u00edamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte.<\/p>\n<p>Eu, por exemplo, n\u00e3o acho bonita a palavra saudade.<\/p>\n<p>Pra mim \u00e9 a palavra alma (\u00e9 a mais bonita), mesmo graficamente.<\/p>\n<p>Das palavras que enumerei naquela ocasi\u00e3o (em outra entrevista), s\u00f3 sobraram esta e alegria.<\/p>\n<p>Alma \u00e9 feia em qualquer idioma, menos o no nosso; anima, \u00e2me, soul&#8230; Alma, para mim, \u00e9 como tinido de cristal, alegria \u00e9 cacho de uva esmagado. <\/p>\n<p>Porque eu s\u00f3 preciso de p\u00e9s livres, de m\u00e3os dadas, e de olhos bem abertos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu amigo Valdir \u00e9 um expert em Guimar\u00e3es Rosa.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea menos espera, em meio a uma conversa por mais \u00e1rida que seja, l\u00e1 vem ele com uma cita\u00e7\u00e3o de Rosa para esclarecer e\/ou apimentar a discuss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12885","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12885","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12885"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12885\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15142,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12885\/revisions\/15142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}