{"id":12938,"date":"1999-08-30T00:00:00","date_gmt":"1999-08-30T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-13T19:54:07","modified_gmt":"2017-09-13T19:54:07","slug":"os-rituais-dos-pancararus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/os-rituais-dos-pancararus\/","title":{"rendered":"Os rituais dos Pancararus"},"content":{"rendered":"<p>Os rituais ind\u00edgenas da tribo Pancararu.<\/p>\n<p>Foi este o tema do projeto de pesquisa que a professora Beth\u00e2nia Maciel de Ara\u00fajo, da Universidade Federal de Recife, apresentou no Semin\u00e1rio da C\u00e1tedra da Unesco de ter\u00e7a-feira, dia 24. Num tom informal, a pesquisadora discorreu especificamente sobre dois rituais: a Dan\u00e7a do Tor\u00e9 e a prepara\u00e7\u00e3o do azuca, vinho alucin\u00f3geno que d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de encantamento ao ind\u00edgena. &#8220;Eles imaginam que est\u00e3o se elevando ao c\u00e9u. Que est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do deus l\u00e1 deles&#8221; &#8211; salientou.<\/p>\n<p>Tanto o preparo do azuca como sua beberagem s\u00e3o realizados num cerim\u00f4nia secreta. S\u00f3 alguns escolhidos participam. Por isso, Beth\u00e2nia precisou gastar muita conversa, oferecer alguns presentes e a ter outro tanto de paci\u00eancia para assistir a uma desses encontros. &#8220;Filmar n\u00e3o deixaram de jeito nenhum&#8221; &#8211; acrescentou. &#8220;Mas, s\u00f3 de observar, deu para ver que a coisa vira mesmo uma grande farra, uma viagem&#8221;.<\/p>\n<p>Os pancararus habitam a reserva da Funai na divisa de Pernambuco e Alagoas. Usam a Dan\u00e7a do Tor\u00e9 (uma esp\u00e9cie de cerim\u00f4nia religiosa com os \u00edndios cantando e rezando) como pr\u00e1tica comunicacional. Explica-se: apresentam-se em diversas cidades nordestinas, participando em escolas e feiras de eventos educacionais ou mesmo apenas com car\u00e1ter festivo. A professora explica: &#8220;Assim conseguem perpetuar a cultura e a tradi\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Fazem tamb\u00e9m com que esses cerimoniais permane\u00e7am vivos e conhecidos por um maior n\u00famero de brasileiros&#8221;.<\/p>\n<p>Beth\u00e2nia destacou que o projeto foi de extrema import\u00e2ncia para a Funai: fortaleceu sua presen\u00e7a na regi\u00e3o. Mesmo com 22 mil ind\u00edgenas espalhados em diversas tribos naquela \u00e1rea, h\u00e1 ainda alguns questionamentos sobre a presen\u00e7a do \u00f3rg\u00e3o federal por ali. &#8220;Esse estudo serviu para legitimar a entidade &#8211; o que se reflete em prol do pr\u00f3prio \u00edndigena&#8221;.<\/p>\n<p>Destacou tamb\u00e9m que o vinho de azuca \u00e9 feito da casca de uma \u00e1rvore que chamam de &#8220;jurema&#8221;. Dessa raspagem tiram o l\u00edquido que ela garante, mesmo sem ter experimentado, tem poderes alucin\u00f3genos &#8211; e que deixam os \u00edndios mal acostumados. &#8220;Quando n\u00e3o conseguem a &#8220;jurema&#8221;, \u00e9 comum v\u00ea-los embriagados de cacha\u00e7a mesmo&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>* Publicado na revista M\u00eddia F\u00f3rum, editada pela C\u00e1tedra da Unesco e pela p\u00f3s em Comunica\u00e7\u00e3o Social da Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os rituais ind\u00edgenas da tribo Pancararu.<\/p>\n<p>Foi este o tema do projeto de pesquisa que a professora Beth\u00e2nia Maciel de Ara\u00fajo, da Universidade Federal de Recife, apresentou no Semin\u00e1rio da C\u00e1tedra da Unesco de ter\u00e7a-feira,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-12938","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12938"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13878,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12938\/revisions\/13878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}