{"id":13340,"date":"2016-04-13T00:00:00","date_gmt":"2016-04-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:47:28","modified_gmt":"2017-09-15T18:47:28","slug":"uma-cronica-do-passado-e-do-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/uma-cronica-do-passado-e-do-presente\/","title":{"rendered":"Uma cr\u00f4nica do passado, e do presente"},"content":{"rendered":"<p>O vice-presidente Michel Temer j\u00e1 d\u00e1 entrevistas como se fosse o tal. O Pimp\u00e3o do Bairro Peixoto, se \u00e9 que conhecem a express\u00e3o, aqui levemente adaptada. Com ele, haver\u00e1 di\u00e1logo, entendimento e todos seremos felizes para sempre.  <\/p>\n<p>Inclusive, alguns coleguinhas, jornalistas, est\u00e3o a sorrir de orelha a orelha, diante do iminente desfecho da novela \u201cVirada de Mesa\u201d em cartaz desde os primeiros instantes em que as urnas derrotaram Berlusconi J\u00fanior e sua intr\u00e9pida trupe, nos idos de 2014.<\/p>\n<p>Enfim&#8230;<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o \u00e9 essa a hist\u00f3ria que quero hoje lhes contar.<\/p>\n<p>Prefiro falar de um centro-avante habilidoso que vi jogar nos meus tempos de garoto, no valoroso Est\u00e1dio Distrital do Jardim da Aclima\u00e7\u00e3o. Chamava-se Espanhol e fazia dupla de \u00e1rea com outro craque de bola, o Queiroz, no ataque do imbat\u00edvel (aos meus olhos de menino) Santos Futebol Clube do Cambuci.<\/p>\n<p>Melhor do que o Espanhol naquele onze inesquec\u00edvel, s\u00f3 o meu cunhado, o Waltinho, titular da lateral esquerda e o meu grande \u00eddolo no mundo da bola. Mas, isso \u00e9 uma outra hist\u00f3ria que aqui j\u00e1 contei (na cr\u00f4nica \u201cNos Tempos da Chuteira Ol\u00e9\u201d, entre outros textos) e voltarei sempre que a saudade falar mais alto.<\/p>\n<p>Voltemos ao Espanha.<\/p>\n<p>S\u00f3 quero mesmo lembrar um fato que ocorreu ap\u00f3s uma partida (n\u00e3o recordo o nome do advers\u00e1rio) em que o Santos ganhou e o Espanhol marcou tr\u00eas gols. No bar da rua Pia\u00ed (atual Miguel Telles J\u00fanior), onde se localizava a sede do clube, inclusive a gloriosa prateleira de trof\u00e9us, todos comemoravam e elogiavam o artilheiro do time. <\/p>\n<p>Em um dado momento, ouviu-se uma voz a discursar e, em meios a tantos elogios, algu\u00e9m definiu o Espanha como um \u2018oportunista com incr\u00edvel faro de gol\u2019.  Homem de poucas palavras e muitos gols, o craque venceu a timidez e agradeceu a todos. S\u00f3 fez a ressalva de que amava jogar futebol \u2013 e s\u00f3. Era feliz ali. Pediu ent\u00e3o que, por favor, n\u00e3o o chamassem de \u201coportunista\u201d, pois a palavra trazia em si uma energia ruim. Podia simbolizar tamb\u00e9m \u2018aproveitador\u2019, \u2018pouco  confi\u00e1vel\u2019, \u2018individualista\u2019 \u2013 coisa que n\u00e3o era e, por Deus, n\u00e3o gostaria de ser.<\/p>\n<p>Volto ao come\u00e7o da nossa cr\u00f4nica \u2013 e posso lhes jurar que, \u00e0quela \u00e9poca, nem o Espanhol, nem eu, ouv\u00edramos falar num tal de Michel Temer&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vice-presidente Michel Temer j\u00e1 d\u00e1 entrevistas como se fosse o tal. O Pimp\u00e3o do Bairro Peixoto, se \u00e9 que conhecem a express\u00e3o, aqui levemente adaptada. 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