{"id":13576,"date":"2017-02-12T00:00:00","date_gmt":"2017-02-12T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:38:15","modified_gmt":"2017-09-15T18:38:15","slug":"o-leitor-procurava-rubem-braga-independentemente-do-jornal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-leitor-procurava-rubem-braga-independentemente-do-jornal\/","title":{"rendered":"O leitor procurava Rubem Braga independentemente do jornal"},"content":{"rendered":"<p>A revista Neg\u00f3cios da Comunica\u00e7\u00e3o, para publicar uma reportagem, quis a minha opini\u00e3o sobre a \u201ccultura autoral\u201d no jornalismo. Falei que, ao longo dos tempos, esse aspecto autoral esteve bastante declarado. Era poss\u00edvel citar dezenas e dezenas de nomes que tocavam o seu texto e, de forma bem enf\u00e1tica, fidelizavam seu p\u00fablico-leitor. O cronista Rubem Braga \u00e9, talvez, o melhor exemplo. Estivesse em que jornal estivesse , o leitor procurava sua cr\u00f4nica di\u00e1ria.<\/p>\n<p>A reportagem completa  \u201cCaminhos da cultura autoral\u201d pode ser lida no link: http:\/\/portaldacomunicacao.com.br\/2017\/01\/caminhos-da-cultura-autoral\/ .  <\/p>\n<p>Por\u00e9m, abaixo separei alguns trechos da mat\u00e9ria:<\/p>\n<p>&#8211; A exemplo do cronista Rubem Braga (e muito outros) que, independentemente do jornal em que estava, o leitor procurava sua cr\u00f4nica di\u00e1ria. Rodolfo Carlos Martino, coordenador do curso de jornalismo da Universidade Metodista, aponta para a an\u00e1lise hist\u00f3rica que \u00e9 preciso fazer nesse ponto para entender o movimento atual. O jornalismo viveu o chamado per\u00edodo das grandes reportagens e do jornalista com o protagonismo da cena at\u00e9 meados de 1980.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o se consolida a chamada Era das M\u00eddias. O jornalismo impresso deixa de ser o \u00fanico a mediar as tais demandas sociais. \u201cUma data emblem\u00e1tica: 1984 e o Projeto Folha que, digamos, consolida a ditadura dos manuais de reda\u00e7\u00e3o. A cultura autoral resistiu \u2014 e, quando n\u00e3o conseguiu uma sobrevida nas reda\u00e7\u00f5es, buscou outros caminhos para encontrar o leitor. Dois deles s\u00e3o not\u00e1veis: o livro-reportagem e o document\u00e1rio audiovisual. A bem da verdade, o grande desafio do jornalista desde ent\u00e3o \u00e9 inventar o pr\u00f3prio espa\u00e7o\u201d, explica Martino, que aponta ter sido um processo lento e, por vezes, impercept\u00edvel, mas que foi se consolidando.<\/p>\n<p>\u201cE ganha contornos mais n\u00edtidos com as plataformas digitais, que oferecem a possibilidade ao novo jornalista de ser patr\u00e3o de si mesmo. Na contram\u00e3o dessa tend\u00eancia, as reda\u00e7\u00f5es ficam cada vez mais enxutas, inseguras e sem perspectivas de realiza\u00e7\u00e3o profissional\u201d, diz.<\/p>\n<p> &#8211; \u201cAqui na Metodista, esse aspecto do empreendedorismo e gerenciamento de carreira \u00e9 um dos pilares do novo projeto pedag\u00f3gico, em andamento desde 2015\u201d, diz Martino.<\/p>\n<p>O coordenador de jornalismo comenta que os alunos j\u00e1 chegam impregnados pelo mundo digital. \u201cCabe a n\u00f3s, professores orientadores, encaminh\u00e1-los aos pilares seculares do bom jornalismo: o respeito \u00e0 verdade factual, \u00e0 fun\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e fiscalizadora\u201d, refor\u00e7a. No novo jornalismo, os caminhos s\u00e3o muitos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista Neg\u00f3cios da Comunica\u00e7\u00e3o, para publicar uma reportagem, quis a minha opini\u00e3o sobre a \u201ccultura autoral\u201d no jornalismo. 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