{"id":13578,"date":"2017-02-14T00:00:00","date_gmt":"2017-02-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:38:15","modified_gmt":"2017-09-15T18:38:15","slug":"al-jarreau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/al-jarreau\/","title":{"rendered":"Al Jarreau"},"content":{"rendered":"<p>Sou apaixonado por m\u00fasica.<\/p>\n<p>(E n\u00e3o sei bem como explicar essa paix\u00e3o.)<\/p>\n<p>N\u00e3o fui m\u00fasico por absoluta e total falta de talento.<\/p>\n<p>Meu saudoso pai, certa ocasi\u00e3o, quando me viu, menino ainda, arranhar e maltratar o viol\u00e3o, n\u00e3o teve d\u00favidas em fazer o alerta:<\/p>\n<p>&#8211; Deixa pra quem sabe, quem tem o dom.<\/p>\n<p>Entendi o recado, mas n\u00e3o abri m\u00e3o que, de alguma forma, ritmos e compassos, ritmos e sons, vozes e can\u00e7\u00f5es deixasse de embalar a minha vida.<\/p>\n<p>Quem me l\u00ea aqui todos os dias \u2013 e Deus h\u00e1 de recompens\u00e1-los por tamanho sacrif\u00edcio \u2013 sabe da minha prefer\u00eancia pela m\u00fasica e pelos m\u00fasicos que, como nenhuma outra forma de arte, t\u00e3o bem retratam usos e costumes, emo\u00e7\u00f5es (s\u00e3o tantas) e sentimentos das gentes brasileiras. T\u00e3o iguais nas quer\u00eancias e t\u00e3o distintas no jeito de ser e tocar a vida.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o essa breve introdu\u00e7\u00e3o para logo falar da exce\u00e7\u00e3o. H\u00e1 g\u00eanios musicais que me tocam profundamente. N\u00e3o vou nomin\u00e1-los aqui para n\u00e3o perder o foco do texto de hoje. Quero lhes falar \u2013 e reverenciar \u2013 apenas um deles: Al Jarreau, um dos mais sofisticados int\u00e9rpretes que tive oportunidade de ouvir e conhecer.<\/p>\n<p>Eu o vi pela primeira vez nos idos dos anos 70, na TV. O showbiz nativo vivia um \u2018boom\u2019 at\u00e9 ent\u00e3o nunca visto. Embalados pelo auspicioso momento de nossa m\u00fasica popular, chegamos a ser o terceiro mercado fonogr\u00e1fico do Planeta. <\/p>\n<p>O cantor aproveitou a viagem para fazer uma temporada por aqui e, de alguma forma, conquistou a mim e a um punhado de gente com sua versatilidade interpretativa, repleta de suingue e meneios vocais. <\/p>\n<p>Era um extraordin\u00e1rio int\u00e9rprete de jazz e R&amp;B, embora, sempre que perguntado, n\u00e3o tinha d\u00favida em responder a origem e o que doutrinou tanto talento: Tom Jobim, Baden Power, S\u00e9rgio Mendes, entre outros autores brasileiros, foram influ\u00eancias decisivas para que Al Jarreau trilhasse o bom caminho do pop e da word music.<\/p>\n<p>&#8211; Foram influ\u00eancias definitivas, disse, certa vez, em uma entrevista.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Ele voltou diversas vezes ao Brasil. Em fins dos anos 80, participou de um festival de jazz em S\u00e3o Paulo que eu tive a oportunidade de cobrir para o \u201cShopping News\u201d (quem se lembra de vibrante semanal?). <\/p>\n<p>Foi a \u00faltima vez que o vi em cena.<\/p>\n<p>Um espet\u00e1culo inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p>Al Jarreau morreu neste domingo, aos 76 anos.<\/p>\n<p>E o mund\u00e3o, que j\u00e1 n\u00e3o l\u00e1 grande coisa, ficou ainda mais descompassado&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou apaixonado por m\u00fasica.<\/p>\n<p>(E n\u00e3o sei bem como explicar essa paix\u00e3o.)<\/p>\n<p>N\u00e3o fui m\u00fasico por absoluta e total falta de talento.<\/p>\n<p>Meu saudoso pai,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13578","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13578"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14473,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13578\/revisions\/14473"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}