{"id":13590,"date":"2017-03-02T00:00:00","date_gmt":"2017-03-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:37:38","modified_gmt":"2017-09-15T18:37:38","slug":"a-historia-de-um-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-historia-de-um-rio\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de um rio"},"content":{"rendered":"<p>\u201cFoi um rio que passou em minha vida\u201d. O enredo que deu a vit\u00f3ria \u00e0 Portela no Carnaval carioca, ap\u00f3s 33 anos de jejum, \u00e9 claramente inspirado no samba hom\u00f4nimo, feito e consagrado por Paulinho da Viola, l\u00e1 nos fins dos anos 60.<\/p>\n<p>Paulinho vivia uma fase incr\u00edvel, como compositor. S\u00e3o desta mesma safra alguns de seus melhores sambas; entre os quais, a emblem\u00e1tica composi\u00e7\u00e3o, \u201cSinal Fechado\u201d, vencedora do \u00faltimo Festival da MPB, realizado pela TV Record em 1969.<\/p>\n<p>\u201cOl\u00e1, como vai?<\/p>\n<p>Eu vou indo e voc\u00ea, tudo bem?<\/p>\n<p>Tudo bem eu vou indo correndo<\/p>\n<p>Pegar meu lugar no futuro, e voc\u00ea?<\/p>\n<p>Tudo bem, eu vou indo em busca<\/p>\n<p>De um sono tranquilo, quem sabe &#8230;<\/p>\n<p>Quanto tempo&#8230; pois \u00e9 &#8230;<\/p>\n<p>Quanto tempo&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Deu nome tamb\u00e9m a um c\u00e9lebre elep\u00ea de Chico Buarque, um dos primeiros a gravar a can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Mas voltemos ao tema de hoje.<\/p>\n<p>O samba \u201cFoi um rio que passou em minha vida\u201d nasceu de uma pol\u00eamica que surgiu \u00e0 \u00e9poca. <\/p>\n<p>O fato:<\/p>\n<p>Ao lado do amigo Herm\u00ednio Bello de Carvalho \u2013 e por insist\u00eancia dele -, Paulinho foi coautor de outro samba bel\u00edssimo, \u201cSei L\u00e1, Mangueira\u201d, de enorme prest\u00edgio a \u00e9poca.<\/p>\n<p>Como t\u00edtulo sugere, era uma rever\u00eancia de amor \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira, rival da Portela nos desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia:<\/p>\n<p>Deu ruim para o compositor.<\/p>\n<p>Pois, a origem de Paulinho \u2013 e sua escola de cora\u00e7\u00e3o \u2013 era a azul e branco. <\/p>\n<p>Ficou um clim\u00e3o em Madureira. <\/p>\n<p>Os portelenses acharam que o menino talentoso, ap\u00f3s os primeiros sucessos, havia se bandeado para os lados da Mangueira.<\/p>\n<p>Magoaram-se, e com alguma raz\u00e3o.<\/p>\n<p>III. <\/p>\n<p>N\u00e3o era motivo para tanto.<\/p>\n<p>Dizia Paulinho:<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 um samba composto ao lado de um grande amigo e parceiro.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Em meio a essa pol\u00eamica, surgiu a voz do bom-senso. <\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>O pai de Paulinho, C\u00e9sar Faria, violonista do grupo \u00c9poca de Ouro, fez a sugest\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Faz um samba para a Portela, ent\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se as palavras foram exatamente essas. <\/p>\n<p>Sei que, como bom filho, Paulinho muniu-se da mais sens\u00edvel das inspira\u00e7\u00f5es e fez o maravilhoso \u201cFoi Um Rio Que Passou em Minha Vida\u201d<\/p>\n<p>Fim da historinha, ou quase.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Conheci o samba em uma de suas primeiras audi\u00e7\u00f5es. Paulinho o inscreveu em um festival mambembe, Feira Permanente da M\u00fasica Popular Brasileira, promovido pela TV Tupi, com dire\u00e7\u00e3o de Fernando Faro.<\/p>\n<p>Eu estava na plateia. Tinha 19 anos, todos os sonhos do mundo. E o meu cora\u00e7\u00e3o se deixou levar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFoi um rio que passou em minha vida\u201d. O enredo que deu a vit\u00f3ria \u00e0 Portela no Carnaval carioca, ap\u00f3s 33 anos de jejum, \u00e9 claramente inspirado no samba hom\u00f4nimo, feito e consagrado por Paulinho da Viola,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13590","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13590"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13590\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14461,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13590\/revisions\/14461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}