{"id":13622,"date":"2017-04-07T00:00:00","date_gmt":"2017-04-07T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:36:53","modified_gmt":"2017-09-15T18:36:53","slug":"dia-do-jornalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/dia-do-jornalista\/","title":{"rendered":"Dia do Jornalista"},"content":{"rendered":"<p>A mo\u00e7a do jornal quer me entrevistar. Sobre o 7 de abril, dia do jornalista.<\/p>\n<p>Pode me encaminhar as perguntas ou conversamos por telefone.<\/p>\n<p>Escolho a segunda op\u00e7\u00e3o. Mesmo sabendo que, inevit\u00e1vel, usarei o mote desta fala para alimentar o Blog no dia supracitado. Ou seja, hoje.<\/p>\n<p>Primeira pergunta.<\/p>\n<p>\u201cQual a perspectiva de futuro para o jornalista? \u201d<\/p>\n<p>Dif\u00edcil afirmar com precis\u00e3o. Nesses tempos de amores l\u00edquidos e \u00f3dios contumazes, qualquer previs\u00e3o \u00e9 se arriscar no desconhecido. Mesmo assim, e baseio-me no agora, tenho l\u00e1 minhas convic\u00e7\u00f5es que num mundo afogado em zilh\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es, \u00e9 fundamental o papel do jornalista como mediador do debate p\u00fablico e das transforma\u00e7\u00f5es sociais que se anunciam e s\u00e3o prementes. Como todas as demais profiss\u00f5es, o Jornalismo (este, sim, em caixa alta) vive um momento de transi\u00e7\u00e3o, seja no modelo de neg\u00f3cio, seja nos infinitos horizontes que se descortinam a partir dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos no campo da comunica\u00e7\u00e3o. As tais redes sociais, entre outros fatores, transformaram a rotina do \u2018fazer jornal\u00edstico\u2019. A not\u00edcia hoje se d\u00e1 em tempo real, fragmentada e objetiva. Todo o resto vira um grande cascatol.<\/p>\n<p>\u201cQuais os atributos para o jovem jornalista se manter no mercado? \u201d<\/p>\n<p>O grande desafio dessa jovem gera\u00e7\u00e3o \u00e9 inventar o pr\u00f3prio espa\u00e7o como profissional de Imprensa. O novo jornalista precisa se entender um autor, e n\u00e3o simplesmente um t\u00e9cnico. Um empreendedor, e n\u00e3o usar o crach\u00e1 da empresa para qual trabalha na alma. Pensar no coletivo, na equipe, mas n\u00e3o abrir m\u00e3o de tra\u00e7ar, ele pr\u00f3prio, o caminho que pretende seguir como profissional e cidad\u00e3o. \u00c9 fundamental ser apaixonado pela profiss\u00e3o que, n\u00e3o raras vezes, \u00e9 desgastante e nos prop\u00f5e, a cada dia, um novo desafio. Outro ponto que d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o a toda a trajet\u00f3ria \u00e9 ter car\u00e1ter. Para a defesa dos sacrossantos pilares do Jornalismo (h\u00e1 quem diga que est\u00e3o em desuso, mas nunca \u00e9 demais cit\u00e1-los). A saber: o respeito \u00e0 verdade factual e as fun\u00e7\u00f5es cr\u00edtica e fiscalizadora.<\/p>\n<p>Acho que foi mais ou menos isso o que disse a ela. O que eu n\u00e3o disse \u2013 e agora aqui registro \u2013 \u00e9 que, em meio a todo esse contexto, vale contar com a sorte. Pois, como bem ensinou Nelson Rodrigues:<\/p>\n<p> \u201cCom sorte voc\u00ea atravessa o mundo, sem sorte voc\u00ea n\u00e3o chega ao outro lado da rua\u201d.<\/p>\n<p>*NOTA DO BLOG:<\/p>\n<p>A foto\/homenagem que ilustra o Blog \u00e9 do jornalista J\u00e2nio de Freitas, um dos grandes nomes da Imprensa brasileira. Atualmente, tem coluna na Folha de S.Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mo\u00e7a do jornal quer me entrevistar. 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