{"id":17686,"date":"1997-09-19T21:38:26","date_gmt":"1997-09-19T21:38:26","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=17686"},"modified":"2023-01-11T19:40:05","modified_gmt":"2023-01-11T19:40:05","slug":"livro-as-margens-placidas-do-ipiranga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/livro-as-margens-placidas-do-ipiranga\/","title":{"rendered":"\u00c0s Margens Pl\u00e1cidas do Ipiranga"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/downloads\/margensplacidas.pdf\">Clique aqui para efetuar o download da vers\u00e3o completa em formato PDF<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>PREF\u00c1CIO<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Rodolfo C. Martino teve a feliz id\u00e9ia de reunir seus escritos neste livro. \u00c9 o resultado de uma vida de trabalho&#8230; \u00c9 importante ter ele conseguido reunir sua produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica e com isto permitir ao leitor, que o acompanhou pela Gazeta do Ipiranga nestes \u00faltimos vinte anos, rever e compreender a sua maneira de pensar.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 um livro multifacetado e nele encontramos de \u201cArtigos de Fundo\u201d a \u201cCr\u00f4nicas\u201d, compondo um harmonioso exemplar, com o toque m\u00e1gico do Ipiranga, local onde come\u00e7ou a se firmar a id\u00e9ia de uma na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c0s margens pl\u00e1cidas do Ipiranga \u00e9 a soma do conte\u00fado e da forma a narrar o vivenciar das gentes &#8220;de carne e osso&#8221; que povoam suas casas modestas ou suntuosas e d\u00e3o um colorido especial \u00e0 cidade da qual este bairro singular \u00e9 parte. Por outro lado \u00e9 visto de outro \u00e2ngulo, \u00e9 uma obra que olha o mundo pela \u00f3tica do bairro.<\/p>\n<p align=\"justify\">E o bairro acolhe e sustenta a Gazeta do Ipiranga, que passa a ser o elo de liga\u00e7\u00e3o entre o homem\/jornalista Rodolfo Martino e o mundo exterior que o l\u00ea. E l\u00ea porque a Gazeta \u00e9, a um tempo, um \u00f3rg\u00e3o de imprensa vibrante e independente. Como diz Rodolfo Martino&#8230; &#8220;Como todo noticioso que se preza, os jornais de bairro precisam necessariamente ter vida independente, sem v\u00ednculos com institui\u00e7\u00f5es ou partidos pol\u00edticos&#8221; e ainda: &#8220;os jornais de bairro, em verdade, atuam dentro de um universo bem espec\u00edfico, com caracter\u00edsticas e linguagens pr\u00f3prias. Ali\u00e1s, a\u00ed est\u00e1 o grande trunfo, e o ant\u00eddoto, mais eficaz contra eventuais investidas dos &#8220;tubar\u00f5es da not\u00edcia&#8221;. Antes de mais nada, deve-se entender e viver o bairro que lhe empresta o nome e garante a sobreviv\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pois foi dentro do jornal independente do bairro da Independ\u00eancia que o autor foi bradando pela sua pr\u00f3pria liberdade como escritor&#8230; Creio que conseguiu o objetivo a que se prop\u00f4s e o resultado surge com esta obra.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 livro de se ler de uma vez s\u00f3&#8230; Nele vamos encontrar termos densos como as Diretas-j\u00e1 ou a quest\u00e3o da \u00c9tica e da Informa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m bastante futebol e, numa das passagens, o nosso querido Ademir da Guia (o Divino) e uma s\u00e9rie grande de cr\u00f4nicas bem humoradas como as que envolveram o \u201cs\u00e1bio-malandro&#8221; ou os fantasmas da entrevista presidencial ou ainda o Timbira e a sua insatisfa\u00e7\u00e3o com a representa\u00e7\u00e3o ao vivo, no documento, do ato da Independ\u00eancia que, ao sair, dizia que no ano seguinte veria pela TV. Lembro ainda da repercuss\u00e3o do drama daquele homem simples que sonhou com a &#8220;casa pr\u00f3pria&#8221; e acabou propondo do\u00e1-la, o que n\u00e3o conseguiu porque a burocracia n\u00e3o deixou.<\/p>\n<p align=\"justify\">A vontade \u00e9 de resumir cada um dos termos tratados, antecipando, pelo meu olhar, aquilo que gostaria de salientar de todo volume. Isto seria como que contar o fim de um filme de suspense a quem ainda n\u00e3o o viu. Como n\u00e3o gosto de ser &#8220;desmancha prazer&#8221; n\u00e3o o fiz nem o farei e espero que, como eu, que tive o privil\u00e9gio de ler \u00c0s margens pl\u00e1cidas do Ipiranga antes da vers\u00e3o final, os leitores tenham a mesma alegria e sintam o mesmo prazer que senti ao acompanhar Rodolfo C. Martino no seu percurso hist\u00f3rico de mais de vinte anos, atrav\u00e9s das p\u00e1ginas do vibrante jornal Gazeta do Ipiranga.<\/p>\n<p align=\"justify\">Antes de virarem a p\u00e1gina, o registro da minha gratid\u00e3o e a certeza de minha alegria pelo convite para que eu fizesse o pref\u00e1cio. Honrado, mais uma vez, convido a todos para percorrer o livro e recapitular muito da nossa Hist\u00f3ria Recente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Professor Titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade S\u00e3o Paulo e ex- diretor do Museu Paulista da USP, \u201co famoso Museu do Ipiranga.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/downloads\/margensplacidas.pdf\">Clique aqui para efetuar o download da vers\u00e3o completa em formato PDF<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>PREF\u00c1CIO<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Rodolfo C. 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