{"id":18260,"date":"2018-01-31T18:44:57","date_gmt":"2018-01-31T18:44:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=18260"},"modified":"2018-02-03T21:23:22","modified_gmt":"2018-02-03T21:23:22","slug":"em-palermo-um-dia-antes-de-voltar-pra-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/em-palermo-um-dia-antes-de-voltar-pra-casa\/","title":{"rendered":"\u00daltima parada: Palermo"},"content":{"rendered":"<p>Palermo \u00e9 maior cidade da Sic\u00edlia; n\u00e3o \u00e9 propriamente a mais bela.<\/p>\n<p>Mas, reconhe\u00e7o, tem l\u00e1 seus encantos: o Duomo, o Pal\u00e1cio Real, as fontes da Pra\u00e7a dos Quatro Cantos e a vista para o Mediterr\u00e2neo, entre outros monumentos e cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>A capital da regi\u00e3o siciliana conta hoje 700 mil habitantes e um \u2018centro hist\u00f3rico\u2019 bem agitado, especialmente no in\u00edcio da noite quando h\u00e1 grande movimento de turistas e moradores em suas ruas principais: a Via Maqueda e a Corso Vittorio Emanuele.<\/p>\n<p>Escolhi hospedar-me por ali, pr\u00f3ximo ao hist\u00f3rico Teatro Polyteama Garibaldi, para encerrar minha temporada em plagas italianas.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisaria dizer, mas digo: adorei Palermo como, de resto, adoro todas as cidades da Velha Bota.<\/p>\n<p>\u00c9 coisa de oriundi, eu sei.<\/p>\n<p>Mas, caspite, o que fazer?<\/p>\n<p><strong>II.<\/strong><\/p>\n<p>Antes que me perguntem, vou logo respondendo: n\u00e3o encontrei Dom Corleone e sua turma por l\u00e1. Embora a imagem de Marlon Brando, incorporando o mafioso, seja vista nas lojas de souvenires em forma de est\u00e1tuas nos mais variados formatos e tamanhos.<\/p>\n<p>Confesso que me controlei para n\u00e3o adquirir uma dessas lembrancinhas para minha cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dobrei-me ao que chamamos de \u2018politicamente correto\u2019<\/p>\n<p><strong>III.<\/strong><\/p>\n<p>\u00danica ressalva de minha estada em Palermo (quatro dias, se diz estada ou estadia?) foi o fato de ser a etapa final das minhas andan\u00e7as.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se acontece com voc\u00ea, mas comigo \u00e9 inevit\u00e1vel: todo fim de viagem \u00e9 aquele perrengue. Uma misto de tristeza\/alegria. Um baixo astral danado acoplado \u00e0 expectativa de voltar para o nosso Brasil brasileiro, o mulato isoneiro que, por mais que mal\u00a0 falemos, tanto amamos.<\/p>\n<p>N\u00e3o contem comigo nesse dia.<\/p>\n<p>Me sinto um traste (mais do que normalmente j\u00e1 sou).<\/p>\n<p><strong>IV.<\/strong><\/p>\n<p>Desta vez, em Palermo, n\u00e3o foi diferente.<\/p>\n<p>Mas, penso que, modestamente, soube me portar com mais tranquilidade.<\/p>\n<p>Partir\u00edamos na manh\u00e3 de domingo em voo que faria escalas em Roma e Madri. Uma jornada cansativa que s\u00f3.<\/p>\n<p>Resolvi ent\u00e3o usar o s\u00e1bado para ver o Mediterr\u00e2neo de um dos jardins beira-mar durante parte do dia e, \u00e0 noite, deixei-me ficar num dos bancos da pra\u00e7a central em frente ao Polyteama. S\u00f3 de olho na rapaziada que andava de l\u00e1 pra c\u00e1, de c\u00e1 pra l\u00e1.<\/p>\n<p>Palermo \u00e9 uma cidade de muitos povos e etnias.<\/p>\n<p><strong>V.<\/strong><\/p>\n<p>Confesso que foi uma escolha ao acaso. Que me fez muito bem.<\/p>\n<p>Especialmente porque pr\u00f3ximo de onde eu estava chegou um senhor (de aproximadamente 50 anos), com seu viol\u00e3o e potente equipamento de som, e logo se p\u00f4s a cantar antigos hits que marcaram os turbinados anos 70.<\/p>\n<p>M\u00fasicas, eu diria sem medo de errar, que fizeram parte do cotidiano de ao menos duas gera\u00e7\u00f5es (a minha e a dele, o cantor), seja qual for o lugar do mundo que viv\u00eassemos naqueles idos.<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou desfiar o repert\u00f3rio aqui \u2013 at\u00e9 porque este post j\u00e1 est\u00e1 bem grandinho -, mas lhes direi, am\u00e1veis cinco ou seis leitores, que o ponto alto se deu quando o bom homem cantou \u201cYou\u2019ve Got Friend\u201d, de Carol King que a voz de James Taylor consagrou mundialmente.<\/p>\n<p>A dolente melodia me remeteu aos mais antigos dos anos. Eu tinha pouco mais de 20 de idade e os sonhos cab\u00edveis \u00e0s minhas ingenuidade e ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Imaginem, amigos, que, \u00e0 \u00e9poca, fosse o lugar que fosse, eu acalentava a ilus\u00e3o de ser feliz o tempo todo, todo o tempo&#8230;<\/p>\n<p>Doce engano.<\/p>\n<p>Doce can\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZE3ktt_U6jE\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong><em>*(foto: Palermo\/arquivo pessoal)<\/em><\/strong><\/h6>\n<h6><strong><em>*(o v\u00eddeo \u00e9 de 1971)<\/em><\/strong><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palermo \u00e9 maior cidade da Sic\u00edlia; n\u00e3o \u00e9 propriamente a mais bela.<\/p>\n<p>Mas, reconhe\u00e7o, tem l\u00e1 seus encantos: o Duomo, o Pal\u00e1cio Real, as fontes da Pra\u00e7a dos Quatro Cantos e a vista para o Mediterr\u00e2neo,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18261,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-18260","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18260"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18260\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18286,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18260\/revisions\/18286"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}