{"id":18287,"date":"2018-02-05T19:13:58","date_gmt":"2018-02-05T19:13:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=18287"},"modified":"2018-02-05T21:12:22","modified_gmt":"2018-02-05T21:12:22","slug":"uma-doce-lembranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/uma-doce-lembranca\/","title":{"rendered":"Uma doce lembran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Leio na coluna de domingo da Folha, assinada por Juca Kfouri, sobre o primeiro cl\u00e1ssico Palmeiras e Santos que o not\u00e1vel jornalista tem lembran\u00e7a.<\/p>\n<p>Foi a final do supercampeonato (paulista) de 1959.<\/p>\n<p>Palmeiras bateu o Santos de Pel\u00e9, Pag\u00e3o, Pepe, Zito &amp; Cia por 2&#215;1; conquistou, assim, o t\u00edtulo daquele ano.<\/p>\n<p>Ufa!<\/p>\n<p>Descobri agora.<\/p>\n<p>Tenho algo em comum com o grande Juca Kfouri.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi o primeiro Palmeiras e Santos que vi na vida. Pela TV, em branco e preto, com narra\u00e7\u00e3o de Raul Tabajara, coment\u00e1rios de Paulo Planet Buarque e Fl\u00e1vio Iazetti.<\/p>\n<p>Do jogo propriamente, lembro-me muito pouco. S\u00f3 o gol que deu a vit\u00f3ria ao Palmeiras, marcado por Romero, de falta, na entrada da grande \u00e1rea. A bola bateu levemente embaixo do travess\u00e3o para cair dentro do gol santista.<\/p>\n<p><strong>II.<\/strong><\/p>\n<p>na sala de casa, foi uma festa diante da robusta Invictos, p\u00e9s de palito, tela de 21 polegadas.<\/p>\n<p>Palestrinos desde que o mundo \u00e9 mundo, o pai e os amigos comemoraram alegremente e prometeram estender a festan\u00e7a noite adentro no Bar Ast\u00f3ria, ponto de encontro da italianada na rua Lavap\u00e9s.<\/p>\n<p>&#8211; Ningu\u00e9m vai fazer gol na nossa defesa, algu\u00e9m disse entusiasmado<\/p>\n<p>Respirei mais tranquilo.<\/p>\n<p><strong>III.<\/strong><\/p>\n<p>Naquele exato momento, tamb\u00e9m diante da TV, eu `interpretava` o pr\u00f3prio Valdir Joaquim de Moraes, \u00e9pico goleiro palmeirense. Vestia um blus\u00e3o de algod\u00e3o azul-marinho (que vagamente lembrava a camisa do nosso guardi\u00e3o) e, com uma bola de borracha que atirava \u00e0 parede, tentava imitar as defesas que ele fazia em campo.<\/p>\n<p>&#8211; Para com isso, Tchinim \u2013 ouvi v\u00e1rias vezes a bronca do pai.<\/p>\n<p>Parece que eles n\u00e3o entendiam o que estava acontecendo, ali, diante deles.<\/p>\n<p><strong>IV.<\/strong><\/p>\n<p>E o Santos atacando.<\/p>\n<p>&#8211; Para com isso, Tchinim. Vou furar essa bola!<\/p>\n<p>Por sorte, o jogo acabou antes do que a paci\u00eancia do Velho Aldo (nem t\u00e3o velho assim \u00e0 \u00e9poca; devia ter uns 42 anos). E todos sa\u00edmos pelas cal\u00e7adas da rua Muniz de Souza, alegremente, para comemorar o hist\u00f3rico feito.<\/p>\n<p><strong>V.<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 hoje sei de cor a escala\u00e7\u00e3o daquele time:<\/p>\n<p>Valdir, Djalma Santos, Valdemar, Aldemar, Geraldo Scotto e Z\u00e9quinha, Julinho, Am\u00e9rico Murolo, Nardo, Chinesinho e Romero.<\/p>\n<p>O jogo foi no comecinho de 1960. Eu, o Tchinim, tinha 9 anos e todas as alegrias do mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leio na coluna de domingo da Folha, assinada por Juca Kfouri, sobre o primeiro cl\u00e1ssico Palmeiras e Santos que o not\u00e1vel jornalista tem lembran\u00e7a.<\/p>\n<p>Foi a final do supercampeonato (paulista) de 1959.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18288,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-18287","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18287"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18295,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18287\/revisions\/18295"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}