{"id":23572,"date":"2020-08-09T06:00:58","date_gmt":"2020-08-09T06:00:58","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=23572"},"modified":"2020-08-10T17:34:46","modified_gmt":"2020-08-10T17:34:46","slug":"cronicas-de-viagens-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/cronicas-de-viagens-5\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nicas de Viagens &#8211; Costa Amalfitana"},"content":{"rendered":"<p><em>Fotos: Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>5 &#8211; Made in Cambuci<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>A id\u00e9ia era aproveitar o dia ensolarado, de inverno at\u00edpico, para percorrer as cidades da <strong><a href=\"https:\/\/www.positano.com\/pt\/index\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">COSTA AMALFITANA<\/a><\/strong>. Est\u00e1vamos em dia com a programa\u00e7\u00e3o da viagem, e n\u00e3o pretend\u00edamos fazer nenhum pernoite. Havia pressa por retornar a Roma.<\/p>\n<p>A estrada estreita e sinuosa corta as encostas rochosas e oferece visuais lind\u00edssimos. O mar Tirreno \u00e9 parceiro de viagem. Est\u00e1 sempre ali \u00e0 sua direita. Tamb\u00e9m s\u00e3o presen\u00e7as constantes as cidadezinhas incrustadas nos montes, o desenho irregular dos penhascos que quebram sobre o mar, as baias e a linha do horizonte.<\/p>\n<p>Vez ou outra algum navio dar o ar da gra\u00e7a&#8230;<\/p>\n<p>De tempos em tempos, aparece uma \u00e1rea de descanso. T\u00eam como fundo,para variar, cen\u00e1rios deslumbrantes \u2013 e voc\u00ea se sente, como na velha can\u00e7\u00e3o, a um passo do para\u00edso: o azul do Tirreno, o azul do c\u00e9u, os raios solares e o sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos de Sorrento, far\u00edamos o p\u00e9riplo de cidadezinhas e pretend\u00edamos chegar em Salerno \u2013 a \u00faltima e maior cidade da Costa. De l\u00e1, retomar\u00edamos a auto-estrada \u2013 sem limite de velocidade, onde os carros voam \u2013 e voltar\u00edamos para Roma.<\/p>\n<p>Esta era a id\u00e9ia&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18010 alignleft\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-300x225.jpg 300w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-768x576.jpg 768w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-953x715.jpg 953w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-483x362.jpg 483w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-360x270.jpg 360w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-600x450.jpg 600w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699-263x197.jpg 263w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC03699.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/p>\n<p>&#8230; at\u00e9 chegarmos a Maiori, pouco mais que uma aldeia \u00e0 beira-mar. Nada muito diferente de Positano, Castelo del Mare, Ravello, Minori e outras tantas que comp\u00f5em a del\u00edcia daquela da regi\u00e3o, com duomo no alto da colina, cal\u00e7ad\u00e3o arborizado onde as pessoas v\u00e3o `palestrar` no fim de tarde, um pequeno ancoradouro, pescadores solit\u00e1rios e seus barcos e algumas plataformas mar adentro.<\/p>\n<p>Eram pouco depois das tr\u00eas da tarde. Nesta \u00e9poca, escurece cedo na It\u00e1lia, por voltas das 17h30. Ent\u00e3o, um bem-aventurado lembrou a possibilidade de assistirmos a um indescrit\u00edvel p\u00f4r-do-sol, mas ter\u00edamos que mudar nossos planos.<\/p>\n<p>Ou seja, h\u00e1 uma Maiori no meio do caminho.<\/p>\n<p>No meio do caminho, h\u00e1 uma Maiori \u2013 e nos deixamos ficar entre embevecidos e apaixonados.<\/p>\n<p>Numa ruazinha paralela \u00e0 avenida da praia de areia escura, o hotel San Francesco nos acolheu alegremente, diria. Para um s\u00e1bado de inverno, novas levas de turistas s\u00e3o sempre bem-vindas num balne\u00e1rio europeu.<\/p>\n<p>Rapidamente, acomodamos as bagagens nos dormit\u00f3rios e sa\u00edmos a explorar a cidade.<\/p>\n<p>O que significa dizer: andar pra l\u00e1 e pra c\u00e1, sem rumo, nem destino.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, nos encontramos para jantar e comentar as pequenas \u2013 e important\u00edssimas \u2013 descobertas que cada um fez: uma cafeteria \u201cque \u00e9 uma gracinha\u201d, uma igrejinha barroca, o pres\u00e9pio \u2013 obrigat\u00f3rio em todas as cidades,<br \/>\num objeto t\u00edpico, coisas assim.<\/p>\n<p>Todos concordavam: o p\u00f4r do sol foi deslumbrante.<\/p>\n<p>Me imaginei um escritor de sucesso.<\/p>\n<p>N\u00e3o teria d\u00favidas em l\u00e1 me estabelecer. Seria meu ref\u00fagio para escrever romances `hist\u00f3ricos`&#8211; ali\u00e1s, na It\u00e1lia, uma das palavras que mais se ouve \u00e9 \u201chist\u00f3rico\u201d. Com alguma raz\u00e3o, mas outro tanto de exagero, tudo \u00e9 hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Mas, isso n\u00e3o chega a incomodar.<\/p>\n<p>Na verdade, est\u00e1vamos mesmo a um passo do para\u00edso; n\u00e3o fosse um dos sol\u00edcitos gar\u00e7ons do restaurante onde jantamos.<\/p>\n<p>Ele cismou que eu era \u00edtalo-americano e desandou a falar ingl\u00eas comigo. Eu nada entendia, e me socorri do meu filho para desfazer o equ\u00edvoco.<\/p>\n<p>&#8212; Diz para ele que eu sou brasileiro. B r a s i l e i r o!<\/p>\n<p>Acho que entendeu. Mas continuou a falar em ingl\u00eas com o grupo. Estava se achando, pensei.<\/p>\n<p>Confesso que fiquei invocado.<\/p>\n<p>Mas, estava tudo t\u00e3o bom que deixei pra l\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c0 sa\u00edda, por\u00e9m, o mo\u00e7o veio para o meu lado.<\/p>\n<p>Simp\u00e1tico, arranhou, como p\u00f4de, uma despedida num portugu\u00eas macarr\u00f4nico.<\/p>\n<p>&#8212; At\u00e9 a pr\u00f3xima, amigo.<\/p>\n<p>Fiquei t\u00e3o surpreso quanto arrependido.Sem gra\u00e7a mesmo&#8230;<\/p>\n<p>&#8212; Ok, ok, ok&#8230;, respondi toscamente, como aut\u00eantico \u00edtalo-americano made in Cambuci.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p class=\"western\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d12PO0L6NLs\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em><strong>* Publicado originalmente em 07\/02\/2007<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Fotos: Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>5 &#8211; Made in Cambuci<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>A id\u00e9ia era aproveitar o dia ensolarado, de inverno at\u00edpico,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23579,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1479,1470,1131,1481,1480,1471],"class_list":["post-23572","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-costa-malfitana","tag-cronicas-de-viagens","tag-italia","tag-made-in-cambuci","tag-maiori","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23572"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23572\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23658,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23572\/revisions\/23658"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23579"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}