{"id":23801,"date":"2020-10-02T06:15:00","date_gmt":"2020-10-02T06:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=23801"},"modified":"2020-10-01T18:37:51","modified_gmt":"2020-10-01T18:37:51","slug":"cronicas-de-viagens-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/cronicas-de-viagens-9\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nicas de Viagens &#8211; Amsterd\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><em>Foto: Amsterd\u00e3\/divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>59 &#8211; A filha mais nova do Seo Lib\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em>&#8220;Eu sei que voc\u00ea vai ser<\/em><br \/>\n<em>uma estrela no c\u00e9u de algu\u00e9m,<\/em><br \/>\n<em>mas por que n\u00e3o pode ser no meu?&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>* Pearl Jam<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Aconteceu sem que o Almeidinha se desse conta, e foi no mais antigo dos anos. No tempo da velha reda\u00e7\u00e3o de piso assoalhado e grandes janel\u00f5es para a rua Bom Pastor.<\/p>\n<p>Por que incluo o relato neste Cr\u00f4nicas de Viagens?<\/p>\n<p>Aguardem e logo saber\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Negar, bem que ele negou.<\/p>\n<p>Jurar, tamb\u00e9m jurou.<\/p>\n<p>Mas ningu\u00e9m, ali, o levou em conta.<\/p>\n<p>Dizia-se pobre inocente e sequer sabia da exist\u00eancia das tr\u00eas filhas do Seo Lib\u00f3rio. O que dizer ent\u00e3o da mais nova, ainda uma garota mal (ou bem) sa\u00edda da adolesc\u00eancia, motivo pelo qual naquele preciso instante estava sendo sacaneado pelo pessoal da Reda\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>\u2014 Conta a verdade. S\u00f3 a verdade. Assim todos param de lhe aborrecer, dizia um.<\/p>\n<p>\u2014 A verdade nada mais que a verdade. Conhecemos sua fama, dizia outro.<\/p>\n<p>\u2014 Vai me dizer que voc\u00ea n\u00e3o conhece a filha mais nova do Seo Lib\u00f3rio?<\/p>\n<p>N\u00e3o conhecia.<\/p>\n<p>E a verdade?<\/p>\n<p>Bem, era aquela mesmo que contou para eles numa daquelas tardes e agora reconto a voc\u00eas, com uma ponta de nostalgia e outro tanto de encantamento. Inclusive, com o surpreendente final.<\/p>\n<p>Porque, vida afora, poucos conheci como o Almedinha, jornalista, editor das antigas e inveterado rom\u00e2ntico.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 a seguinte.<\/p>\n<p>Naquela manh\u00e3 de novembro, o not\u00f3rio jornalista foi tomar um caf\u00e9 no bar\/restaurante, desses que em nome da modernidade se transformaram em self-service. N\u00e3o atentou que faltavam poucos minutos para o meio-dia e l\u00e1 encontrou Seo Lib\u00f3rio, o simp\u00e1tico senhor que era atendente na portaria do jornal. Lib\u00f3rio almo\u00e7ava e o cumprimentou, como de h\u00e1bito amavelmente. Chegou mesmo a oferecer um lugar \u00e0 mesa. Mas, Almeidinha agradeceu. Disse que ali n\u00e3o se demoraria, o servi\u00e7o o esperava e, por um desses impulsos comuns aos que trabalhavam nas antigas reda\u00e7\u00f5es, deixou paga a conta do caf\u00e9 e tamb\u00e9m a refei\u00e7\u00e3o do af\u00e1vel funcion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Alguns minutos depois, l\u00e1 estava o bom velhinho na Reda\u00e7\u00e3o para agradecer. E tamb\u00e9m para lhe pedir um favor. Disse que a filha mais nova queria fazer jornalismo, estava prestes a se formar no colegial, 18 para 19 anos, portanto. Disse mais: havia prometido a ela que falaria com o editor, o pr\u00f3prio Almeidinha, \u201cpara, dia desses, lhe dar uma orienta\u00e7\u00e3o sobre a profiss\u00e3o, a faculdade, essas coisas\u201d.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o de segundos, Seo Lib\u00f3rio desceu para assumir suas fun\u00e7\u00f5es no t\u00e9rreo e, de imediato entre n\u00f3s, a reportada, come\u00e7aram os elogios \u00e0 garota.<\/p>\n<p>\u2014 Lind\u00edssima, disse o Romeu, fot\u00f3grafo que a conheceu num desfile c\u00edvico estudantil de 7 de setembro na presen\u00e7a do embevecido pai.<\/p>\n<p>&#8220;Ela, sim, \u00e9 uma parada!&#8221;<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 uma menina muito esperta. De rosto, lembra a J\u00falia Roberts, mas \u00e9 mais taludinha, empolgou-se o Escova, rep\u00f3rter que morava numa vila, pr\u00f3ximo ao sobradinho modesto do porteiro.<\/p>\n<p>\u2014 Vai dar trabalho, disse a Dona Rosa, senhora que servia o caf\u00e9 e, para nos deixar ainda mais curiosos, acrescentou:<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a xodozinha do Lib\u00f3rio e de todos quantos a conhecem.&#8221;<\/p>\n<p>\u2014 Mas, \u00e9 quase uma menina, completou Almeidinha para disfar\u00e7ar e, se poss\u00edvel, encerrar o assunto.<\/p>\n<p>Sentiu-se, estranhamente, algo incomodado, ansioso.<\/p>\n<p>Pior a emenda que o soneto. Todos riram.<\/p>\n<p>\u2014 Quem n\u00e3o te conhece que te compre, arrematou Al\u00edcia, a estagi\u00e1ria a duvidar da absoluta inoc\u00eancia do chefe e visivelmente preocupada com a poss\u00edvel concorrente.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Na reda\u00e7\u00e3o, todos notaram a repentina mudan\u00e7a. Parecia que o homem, desde daquele dia, estava a se preparar para o encontro.<\/p>\n<p>Eu, particularmente, tenho uma tend\u00eancia a ficar imaginando coisas.<\/p>\n<p>Dei de reparar que o Almeidinha vinha diariamente com a barba feita, o farto bigode aparado, a botinha \u00e0 la Beatles no brilho &#8211; e se preocupava em n\u00e3o usar as velhas camisas surradas de sempre.<\/p>\n<p>Pode ser impress\u00e3o, mas, todos concordamos, minhas observa\u00e7\u00f5es faziam sentido.<\/p>\n<p>Seo Lib\u00f3rio, por sua vez e inocentemente, tratava de atirar mais lenha \u00e0 fogueira.<\/p>\n<p>Contou \u00e0 filha a gentileza de Almeidinha (\u201cque bobagem\u201d, relevou o tal cinicamente) e disse que ela ficou ainda mais interessada em conhec\u00ea-lo. Elogiava sempre os seus textos na coluna <em>Re<\/em><em>p\u00f3rter GI, e\u00a0<\/em>\u00a0agora ent\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>O que seria esse \u201ce agora ent\u00e3o\u201d?<\/p>\n<p>\u2014 Fico feliz em poder ajudar, antecipou-se Almeidinha, mais para espica\u00e7ar a estagi\u00e1ria faladora, e acrescentou:<\/p>\n<p>\u2014 Quem sabe ela n\u00e3o pode ficar por aqui uns dias pra ver como a coisa funciona.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Depois desse dia, Seo Lib\u00f3rio por conta e risco postergou a visita da mo\u00e7a tr\u00eas ou quatro vezes.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o tocava no assunto, era a vez de Almeidinha n\u00e3o se fazer de rogado.<\/p>\n<p>\u2013 Olha, \u00e0s sextas-feiras, \u00e9 o melhor dia para ela vir.<\/p>\n<p>O senhor sorria um riso triste e, ainda sem querer, lhe provocava:<\/p>\n<p>\u2014 Ela quer tanto conhec\u00ea-lo.<\/p>\n<p>O &#8216;bom dia&#8217; do Seo Lib\u00f3rio continuou o mesmo. Am\u00e1vel e simp\u00e1tico. Mas, pouco a pouco, mesmo com singelas alus\u00f5es que o Almeidinha fazia \u00e0 garota, nada do homem dizer quando ela viria. O entusiasmo, a essa altura, era s\u00f3 do Almeidinha, como lhes disse acima um inveterado rom\u00e2ntico, desses que ainda mandam flores.<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>O devaneio do amigo foi pelos ares, logo na primeira semana de janeiro.<\/p>\n<p>Seo Lib\u00f3rio subiu \u00e0 Reda\u00e7\u00e3o com o semblante preocupado, mas orgulhoso.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi preciso lhe perguntar. Apressou-se em dizer a todos n\u00f3s:<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 a minha menina, a mais nova\u2026 (Almeidinha fingiu uma certa aus\u00eancia, como a n\u00e3o entender o que Lib\u00f3rio dizia.) Pois ela mudou de planos. N\u00e3o quer mais fazer jornalismo. Ao menos, por enquanto.<\/p>\n<p>O editor abriu as duas m\u00e3os num gesto inconsciente e r\u00e1pido. E Seo Lib\u00f3rio completou com voz arrastada e a trope\u00e7ar na emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 A minha mais nova quer ganhar o mundo.<\/p>\n<p>\u2014 Como assim, algu\u00e9m perguntou.<\/p>\n<p>\u2014 Viajou para Londres sem data para retornar. Foi num interc\u00e2mbio que ela mesma arrumou e, sei bem, n\u00e3o volta t\u00e3o cedo. Quer conhecer outros pa\u00edses, outros povos. \u00c9 uma destemida, n\u00e3o acham?<\/p>\n<p>Almeidinha foi sincero:<\/p>\n<p>\u2014 Eu n\u00e3o acho nada. S\u00f3 perco.<\/p>\n<p>\u2014 Como assim?<\/p>\n<p>\u2014 Nada, nada. Vai ser uma experi\u00eancia e tanto. L\u00e1 estar\u00e1 certamente melhor do que aqui. Veja a quest\u00e3o da viol\u00eancia desta cidade.<\/p>\n<p>(Almeidinha caprichou na resposta para driblar o constrangimento e a pr\u00f3pria decep\u00e7\u00e3o.)<\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>Isto posto, nada a declarar.<\/p>\n<p>Vida que segue.<\/p>\n<p>Nas primeiras semanas, meses at\u00e9, Seo Lib\u00f3rio fazia quest\u00e3o de nos informar (e ao Almeidinha, casmurro que s\u00f3) sobre o paradeiro da mo\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2014 A minha mais nova est\u00e1 em Paris.<\/p>\n<p>\u2014 Agora foi para Madri. Vai trabalhar l\u00e1.<\/p>\n<p>\u2014 Precisa ver o cart\u00e3o que me mandou de Roma.<\/p>\n<p>\u2014 Imagine para onde aquela maluquinha vai viver agora\u2026<a href=\"https:\/\/www.iamsterdam.com\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <strong>AMSTERD\u00c3<\/strong><\/a>! Pode?<\/p>\n<p>Seo Lib\u00f3rio sabia de cor o roteiro das andan\u00e7as. Mas, as novidades foram escasseando. At\u00e9 que n\u00e3o se falou mais no assunto.<\/p>\n<p>VIII.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24188 alignleft\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-188x300.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"423\" srcset=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-188x300.jpg 188w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-768x1229.jpg 768w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-640x1024.jpg 640w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-447x715.jpg 447w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-313x500.jpg 313w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-316x506.jpg 316w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-500x800.jpg 500w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda-164x263.jpg 164w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aaaamisterda.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 265px) 100vw, 265px\" \/><\/p>\n<p><em>(*foto: arquivo pessoal)<\/em><\/p>\n<p>Mesmo assim, naquela noite, tanto tempo depois de toda essa tram\u00f3ia, Almeidinha e o pessoal da Reda\u00e7\u00e3o comemoravam sei l\u00e1 o qu\u00ea quando, a certa altura, desandei a falar da minha recente viagem com parada especial em Amsterd\u00e3, suas belezas e curiosidades. Os canais, os pr\u00e9dios de fachada coloridas, os parques, o Museu de Van Gogh, as ruas repletas de gente (aparentemente) feliz, os dicks, a singeleza da aldeia de pescadores que fui visitar&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o sei&#8230; N\u00e3o sei se foi o tom inebriante do v\u00eddeo do Pearl Jam que a TV mostrava e seus sugestivos versos, o efeito das bebidas ou a alegria retumbante do meu relato, a verdade \u00e9 que o grande e magn\u00e2nimo Almeidinha resolveu fazer uma inesperada confiss\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2013 Que fim levou a filha mais nova do Seo Lib\u00f3rio, Rudi? Voc\u00ea a encontrou por l\u00e1? Tem alguma not\u00edcia? A boa not\u00edcia que espero a cada manh\u00e3. Antes mesmo que o am\u00e1vel Lib\u00f3rio me d\u00ea \u201cbom dia\u201d, imagino ouvir dele um \u201cenfim, ela voltou\u201d.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, n\u00e3o entendemos direito o que estava acontecendo, mas o veterano jornalista, breaco que s\u00f3, afrouxou ainda mais gravata no colarinho aberto, deu outra golada no Malbec de sua predile\u00e7\u00e3o e continuou em tom de desabafo:<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o, Rudi? Quem sabe voc\u00ea n\u00e3o tem alguma pista? N\u00e3o reparou, mesmo que assim de relance, uma brasileirinha esperta com ares de quem quer ganhar o mundo, taludinha de corpo, mas que lembra, como \u00e9 mesmo nome daquela atriz?<\/p>\n<p>E ele pr\u00f3prio concluiu:<\/p>\n<p>\u2013 Nem sei o porqu\u00ea lhe pergunto sobre ela agora? Talvez porque ainda bata em mim o vislumbre do que poderia ser, e n\u00e3o foi. Sei, sei, n\u00e3o a conhe\u00e7o. Mas, sinto tanto a sua falta.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZeFZ6EnHYKE\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p class=\"western\"><em>* Esta cr\u00f4nica \u00e9 na verdade de 2004. Achei entre meus perdidos textos &#8211; e a postei em 31 de outubro de 2006. Foi feita a partir de uma cr\u00f4nica fant\u00e1stica,<a href=\"https:\/\/cronicabrasileira.org.br\/cronicas\/11557\/a-primeira-mulher-do-nunes\">\u00a0<strong>A Primeira Mulher do Nunes<\/strong><\/a><\/em><em><strong>\u00a0<\/strong>de Rubem Braga, publicada em outubro de 1957. Teve tamb\u00e9m como \u00f3bvia inspira\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da can\u00e7\u00e3o do Pearl Jam, um velho samba, &#8220;Seu Lib\u00f3rio&#8221;, de Jo\u00e3o de Barro e Alberto Ribeiro, feito em 1936<\/em>.<\/p>\n<p><em>Minha rever\u00eancia ao inesquec\u00edvel Almeidinha,meu primeiro editor, que alguns conheciam como AC, o \u00faltimo dos rom\u00e2nticos.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Amsterd\u00e3\/divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>59 &#8211; A filha mais nova do Seo Lib\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em>&#8220;Eu sei que voc\u00ea vai ser<\/em><br \/>\n<em>uma estrela no c\u00e9u de algu\u00e9m,<\/em><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24189,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1622,1623,1621,1470,1620,1471],"class_list":["post-23801","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-a-filha-mais-nova-do-seo-liborio","tag-almeidinha","tag-amsterda","tag-cronicas-de-viagens","tag-holanda","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23801"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23801\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24313,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23801\/revisions\/24313"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}