{"id":23837,"date":"2020-09-02T06:16:32","date_gmt":"2020-09-02T06:16:32","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=23837"},"modified":"2020-09-01T21:53:30","modified_gmt":"2020-09-01T21:53:30","slug":"cronicas-de-viagens-marselha-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/cronicas-de-viagens-marselha-2\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nicas de Viagens- Marselha"},"content":{"rendered":"<p><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>29 &#8211; Uma cidade diversa, multirracial. Acolhedora<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o foi t\u00e3o simples assim arrastar este meu corpanzil at\u00e9<a href=\"https:\/\/www.marseille.fr\/\"> <strong>MARSELHA<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>A bem da verdade, penso que o bacana seria chegar \u00e0 mais antiga cidade francesa de barco e atracar, todo maneiro, no Porto Velho &#8211; o mais emblem\u00e1tico, creio eu, ponto tur\u00edstico local.<\/p>\n<p>N\u00e3o falo propriamente em belezas e espantos &#8211; t\u00f3picos imbat\u00edveis que deixo para o p\u00f4r do sol dos arredores da lind\u00edssima bas\u00edlica de Notre Dame de La Garde situada a 15o metros acima do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Do mar Mediterr\u00e2neo, ressalto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23912 alignleft\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-300x190.jpg\" alt=\"\" width=\"428\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-300x190.jpg 300w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-768x487.jpg 768w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-1024x649.jpg 1024w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-1080x684.jpg 1080w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-483x306.jpg 483w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-360x228.jpg 360w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-600x380.jpg 600w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2-263x167.jpg 263w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/marselha2.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 428px) 100vw, 428px\" \/><em>(*foto: arquivo pessoal)<\/em><\/p>\n<p>Escolho Porto Velho pela representatividade do lugar.<\/p>\n<p>Nos 60 quil\u00f4metros do litoral de Marselha existem 14 portos e praias que n\u00e3o cheguei a curtir, pois viajei no inverno. Por\u00e9m &#8211; e sempre tem um por\u00e9m &#8211; basta um passeio simples pelos arredores do Porto Velho para entender que Marselha tem caracter\u00edsticas \u00fanicas, e especiais.<\/p>\n<p>A principal?<\/p>\n<p>\u00c9 uma cidade diversa, multirracial. Estranhamente acolhedora.<\/p>\n<p>Tem gente de todos os cantos do Planeta. Turistas, sim; mas n\u00e3o s\u00f3, e nem tantos<\/p>\n<p>A cidade atrai um contingente de imigrantes pela localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e pela possibilidade de trabalho &#8211; \u00e9 a segunda cidade mais importante da Fran\u00e7a. Falo em termos econ\u00f4micos, falo em termos populacional. Beira um milh\u00e3o de habitantes. 900 mil e quequ\u00e9recos, acho.<\/p>\n<p>Muita gente chega do Norte da \u00c1frica &#8211; e ali deixa marcas culturais e sociais.<\/p>\n<p><em>(Experimente o cuscuz marroquino. Forte!)<\/em><\/p>\n<p>Mas, o curioso \u00e9 que Marselha, por vezes, lembra uma cidade cosmopolita do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p><em>(Dizem que os \u00e1rabes andaram por ali.)<\/em><\/p>\n<p>Ah, tem tamb\u00e9m uma forte influ\u00eancia dos italianos que ali chegaram e se estabeleceram ainda no s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p><em>(Outra dica: a pizza de Marselha, vendida aos peda\u00e7os, como manda a tradi\u00e7\u00e3o, e lautos peda\u00e7os de anchovas ou sardinha ou outro peixe dispon\u00edvel. Muito bom e barato.)<\/em><\/p>\n<p>Mas, em nenhum momento, acreditem!, o visitante se sente em outro lugar que n\u00e3o seja um territ\u00f3rio franc\u00eas.<\/p>\n<p>Tudo junto, e misturado. \u00c0 francesa, sempre.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Tem a ver com\u00a0<em> A Marselhesa<\/em>? &#8211; disse-me um amigo assim que lhe descrevi minha impress\u00e3o sobre a cidade.<\/p>\n<p>Sinceramente, n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria todos sabem: a can\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria adquiriu popularidade durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e, mais tarde, se transformou no hino franc\u00eas tido e havido como o mais lindo de todos.<\/p>\n<p>Seu nome original:\u00a0<em>Canto de Guerra Para o Ex\u00e9rcito do Reno.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Etcetcetc&#8230;<\/p>\n<p>Dei uma resposta honesta ao sabich\u00e3o:<\/p>\n<p>N\u00e3o pensei em nada disso nos quatro dias em que andamos por l\u00e1, ponta-p\u00e9 inicial para nossa esticada pela charmosa Proven\u00e7a ou Provence (nunca sei como chamar a regi\u00e3o).<\/p>\n<p>N\u00e3o juntei o l\u00e9 com o cr\u00e9 musical.<\/p>\n<p>Apenas saboreei o passar dos dias em Marselha, com o olhar mais alongado em seu matizado e ruidoso gentio.<\/p>\n<p>O pessoal fala alto por ali.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Sempre que viajo, brinco de imaginar se moraria ou n\u00e3o na cidade em que estou.<\/p>\n<p>Gostei de Marselha, mas n\u00e3o fechei quest\u00e3o sobre essa possibilidade.<\/p>\n<p>Acredito que sim.<\/p>\n<p>Ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei.<\/p>\n<p>Ando cada vez mais reticente.<\/p>\n<p>Diz o amigo, para me provocar, que \u00e9 o peso da idade.<\/p>\n<p>Gaiato que s\u00f3, reformula: \u201cs\u00e3o o peso e a idade\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem enumere outros fatores, digamos, de cunho filos\u00f3fico e humanista.<\/p>\n<p>&#8220;Viajar \u00e9 uma fuga dos problemas cotidianos que permanecem a\u00ed esperando voc\u00ea voltar.&#8221;<\/p>\n<p>Olai\u00e1.<\/p>\n<p>N\u00e3o entro no m\u00e9rito da quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Prefiro mesmo \u2013 se \u00e9 que h\u00e1 algum consolo para esta combalida situa\u00e7\u00e3o \u2013 citar o grande Stanislaw Ponte Preta e dizer que foram \u201cas andan\u00e7as e intemperan\u00e7as da vida que me deixaram assim\u201d.<\/p>\n<p>Um viajante parvo.<\/p>\n<p>Um tanto combalido, outro tanto c\u00e9tico, algo c\u00ednico. Mas, de certa forma, bem feliz.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mbL7U8KGEOw\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>29 &#8211; Uma cidade diversa, multirracial. Acolhedora<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o foi t\u00e3o simples assim arrastar este meu corpanzil at\u00e9<a href=\"https:\/\/www.marseille.fr\/\"> <strong>MARSELHA<\/strong><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23909,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1470,71,1541,1540,1471],"class_list":["post-23837","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-cronicas-de-viagens","tag-franca","tag-marseille","tag-marselha","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23837"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23837\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24090,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23837\/revisions\/24090"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23909"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}