{"id":24343,"date":"2020-10-10T09:12:02","date_gmt":"2020-10-10T09:12:02","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=24343"},"modified":"2020-10-11T18:18:17","modified_gmt":"2020-10-11T18:18:17","slug":"ainda-o-romance-inacabado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/ainda-o-romance-inacabado\/","title":{"rendered":"Ainda o romance inacabado&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em>Um dia marcaram uma conversa s\u00e9ria. <\/em><em>Definitiva: sim ou n\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em>Olho no olho, como ensina a tradi\u00e7\u00e3o dos velhos e bons romances.<\/em><\/p>\n<p><em>Esses mesmos que trazem em si o alvoro\u00e7o de ser para sempre.<\/em><\/p>\n<p><em>Combinaram que o primeiro passo seria desligar o celular.<\/em><\/p>\n<p><em>Nada contra as novas tecnologias. S\u00e3o um inequ\u00edvoco avan\u00e7o da humanidade, mas criam pessoas dependentes, algo esquizofr\u00eanicas, que se atrapalham ao ter que lidar com as nuances da vida real.<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>Ops.<\/strong><\/p>\n<p>Volto a falar do meu e-book <em><strong>Not\u00edcias de um romance inacabado&#8230;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Recebo a orienta\u00e7\u00e3o de divulg\u00e1-lo nas tais redes sociais que n\u00e3o possuo. Restam-me, pois, a generosidade dos amigos e, com a devida v\u00eania do car\u00edssimo leitor, este humilde Blog como espa\u00e7o para fazer a resenha e, assim, oferec\u00ea-lo \u00e0 leitura do distinto p\u00fablico.<\/p>\n<p>Vamos l\u00e1, pois, que tirei a semana para isso mesmo.<\/p>\n<p>A partir de segunda, de volta ao novo\/velho normal.<\/p>\n<p>Prometo!<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>A resenha:<\/strong><\/p>\n<p>Quando viu o triste desfecho do amoroso enrosco com a morena Dagmar descrito tintim por tintim e impresso numa cr\u00f4nica de jornal para todo mundo ler, o pacato banc\u00e1rio Pl\u00e1cido Dino Paix\u00e3o de Toledo ficou estarrecido &#8211; e, de pronto, resolveu tirar satisfa\u00e7\u00e3o com o autor daquelas delirantes e maltra\u00e7adas linhas.<\/p>\n<p>Era um jornalista que Dino conhecia, assim, de bom dia e boa tarde, sem qualquer intimidade.<\/p>\n<p>Onde j\u00e1 se viu?<\/p>\n<p>Duas quest\u00f5es atazanavam os miolos do mo\u00e7o:<\/p>\n<p>(Miolos, registre-se, j\u00e1 devidamente estorricados pelo sumi\u00e7o da mo\u00e7a.)<\/p>\n<p>1 &#8211; Como o tal soube da hist\u00f3ria?<\/p>\n<p>2 &#8211; De onde esse mesmo tal conhecia Dagmar? Ser\u00e1 que&#8230;<\/p>\n<p>Na velha reda\u00e7\u00e3o, o experiente rep\u00f3rter n\u00e3o se intimidou ao receb\u00ea-lo. Tratou do assunto com naturalidade, sem mais delongas:<\/p>\n<p>&#8211; Pura coincid\u00eancia, justificou-se. &#8211; Essas coisas acontecem\u2026<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o seguinte do jornal, por\u00e9m, o cronista, incorrig\u00edvel e de olho numa boa hist\u00f3ria, retomou o tema em nova cr\u00f4nica. Fez mais: relatou a suposta coincid\u00eancia e a rea\u00e7\u00e3o do Dino que o jornalista insistia n\u00e3o era o Dino original do texto, mas que tamb\u00e9m &#8211; e infelizmente para ele &#8211; havia sido defenestrado, sem raz\u00e3o nem o porqu\u00ea, da vida de uma mo\u00e7oila tamb\u00e9m chamada Dagmar.<\/p>\n<p>Seria a mesma?<\/p>\n<p>Era a coincid\u00eancia das coincid\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8211; Essas coisas acontecem, reiterou.<\/p>\n<p>Nem por isso (o talvez por isso), os leitores daquela combativa gazeta se deram por satisfeitos. Mostraram-se ainda mais curiosos com o caso e, a partir de ent\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o do grande interesse do p\u00fablico (que \u00e9 bem diferente do interesse p\u00fablico) teve in\u00edcio uma s\u00e9rie de reportagens que mudou a vida dos nossos tr\u00eas personagens: o dito Dino ou Pl\u00e1cido Paix\u00e3o, o jornalista Pedro P. Avezzani e a inst\u00e1vel Dagmar, raz\u00e3o de todos os ais e uis do rapaz\u00a0 que, registre-se, j\u00e1 n\u00e3o era t\u00e3o rapaz assim.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria e tanto?<\/p>\n<p>Vale tirar a prova.<\/p>\n<p>Em ess\u00eancia, creio, um daqueles amores mal explicados, que nunca terminam, como tantos e tamanhos que existem por a\u00ed.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Chamo a aten\u00e7\u00e3o para o detalhe:<\/p>\n<p>Entre o distinto p\u00fablico ledor, houve quem torcesse por um final feliz \u2013 mas, um bom n\u00famero de leitoras achava Dino meio boboca e que fazia por merecer o vaiv\u00e9m que a morena lhe dava dia sim e outro tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>S\u00f3 que o sem-no\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava nem a\u00ed. Deixou-se arrastar pela paix\u00e3o e, nessa, aflorou o m\u00fasico que um dia ele sempre sonhou ser. Comprou uma guitarra de bojo verde-\u00e1gua, aprendeu alguns acordes e caiu no mundo a fazer apresenta\u00e7\u00f5es quando e onde algu\u00e9m o convidasse.<\/p>\n<p>\u201cCaiu no mundo\u201d at\u00e9 a p\u00e1gina 2. Como disse, era um rapaz pacato \u2013 e sensato. Tirou f\u00e9rias do banco e enveredou por uma turn\u00ea maluca em Guarapari, litoral do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Na verdade, o repert\u00f3rio do mo\u00e7o constava de uma s\u00f3 can\u00e7\u00e3o. Bem adequada aos locais onde se apresentou entre os quiosques e as barracas da praia.<\/p>\n<p>Aquela que dizia assim:<\/p>\n<p><em>Quando Deus te desenhou<\/em><br \/>\n<em>Ele tava namorando<\/em><br \/>\n<em>Na beira do mar<\/em><br \/>\n<em>Na beira do mar do amor<\/em><\/p>\n<p>O show demorava um tantinho.<\/p>\n<p>Para compensar a falta de repert\u00f3rio mais amplo, ele ficava horas a entoar o refr\u00e3o e a pensar na bela e intang\u00edvel Dagmar.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-24334 aligncenter\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-212x300.jpg 212w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-768x1086.jpg 768w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-724x1024.jpg 724w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-506x715.jpg 506w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-354x500.jpg 354w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-358x506.jpg 358w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-566x800.jpg 566w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia-186x263.jpg 186w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capanoticia.jpg 1414w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/p>\n<p>Divirta-se entre os atropelos da paix\u00e3o e o humor neste<strong> Not\u00edcia de um romance inacabado&#8230;<\/strong>, como tantos que acontecem por a\u00ed.<\/p>\n<p>S\u00f3 que este (sem quaisquer riscos ou afli\u00e7\u00f5es) est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para venda na Amazon.<\/p>\n<p>Clique\u00a0<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Not%C3%ADcias-romance-inacabado-Rodolfo-Martino-ebook\/dp\/B08K66VSB2\/ref=sr_1_2?dchild=1&amp;qid=1602162757&amp;refinements=p_27%3ARodolfo+C.+Martino&amp;s=books&amp;sr=1-2\"><strong>AQUI<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em>Um dia marcaram uma conversa s\u00e9ria. <\/em><em>Definitiva: sim ou n\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em>Olho no olho, como ensina a tradi\u00e7\u00e3o dos velhos e bons romances.<\/em><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18171,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1632,1635,1634,1631,458,1633],"class_list":["post-24343","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-amazon","tag-dagmar","tag-dino","tag-e-book","tag-livro","tag-romance-inacabado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24343","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24343"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24343\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24348,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24343\/revisions\/24348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}