{"id":26273,"date":"2021-11-16T06:15:00","date_gmt":"2021-11-16T06:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=26273"},"modified":"2021-11-15T22:31:44","modified_gmt":"2021-11-15T22:31:44","slug":"dostoieviski","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/dostoieviski\/","title":{"rendered":"Dostoi\u00e9viski"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fi\u00f3dor<\/em> Mik<em>h\u00e1ilovitch Dostoi\u00e9viski<\/em> <em>nasceu em novembro (dia 11) de 1821, em Moscou.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pertencia a uma fam\u00edlia da aristocracia russa que vivia um per\u00edodo de decad\u00eancia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Perdeu a m\u00e3e na inf\u00e2ncia e o pai na adolesc\u00eancia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Outros fatores tristes e tr\u00e1gicos marcaram, desde ent\u00e3o, sua personalidade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Foi um jovem revolucion\u00e1rio socialista.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por isso, acabou condenado \u00e0 morte.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe-me, por for\u00e7a de of\u00edcio e vontade, fazer o registro (ainda que com uns dias de atraso) do bicenten\u00e1rio de Dostoi\u00e9vski, considerado um dos grandes escritores da Humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tempos ensaio uma releitura de suas obras.<\/p>\n\n\n\n<p>Li alguns t\u00edtulos nos idos de 60 e 70. Ao menos, tr\u00eas que me lembre: <em>Recorda\u00e7\u00e3o da Casa dos Mortos, Crime e Castigo e Os Irm\u00e3os Karam\u00e1zov<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Causaram-me algum estranhamento pelo tom de agonia e sofrimento, \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o que me ficou,<\/p>\n\n\n\n<p>Gostaria de ser mais pr\u00f3ximo de sua obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Confesso, por\u00e9m, que minha ineg\u00e1vel predile\u00e7\u00e3o por autores brasileiros me fez protelar o projeto de releitura.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, como percebem os amigos leitores, estou em apuros para escrever sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Recorro, pois, a uma biografia padr\u00e3o para desenvolver o texto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><em>No instante em que seria executado, a pena de Dostoi\u00e9vski foi transformada em dez anos de trabalhos for\u00e7ados na Sib\u00e9ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Neste ex\u00edlio, casou-se pela primeira vez. Um amargo fracasso.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tamb\u00e9m n\u00e3o deu certo a grande aventura amorosa com a jovem estudante com quem fugiu para a Europa Ocidental em 1862 ap\u00f3s sair do calabou\u00e7o na Sib\u00e9ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tudo o que conseguia com seu trabalho perdia no jogo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Abandonou a mo\u00e7a em Paris, e voltou \u00e0 R\u00fassia para reencontrar a esposa no leito de morte.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Retornou a Paris, tentou reatar com a jovem que o desprezou.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A epilepsia tornava-lhe a vida mais dif\u00edcil.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Escrever \u00e9 sempre um ato solit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ato de entrega.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma necessidade vital.<\/p>\n\n\n\n<p>Um encontro do autor consigo mesmo e com o mundo onde se insere.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem d\u00ea um tom mais id\u00edlico ao que escreve.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros, mais corajosos, estampam a realidade nua e crua, com suas asperezas e desilus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Dostoi\u00e9viski se enquadra entre estes.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me espanta, portanto, que, diante de tantas e tamanhas adversidades enfrentadas aos trancos, tenha surgido um dos mais pungentes e valorosos conjunto de obras da literatura de todos os tempos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><em>O primeiro livro foi Pobre Gente, de 1845.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Seu tempo de prisioneiro resultou em Recorda\u00e7\u00f5es da Casa dos Mortos, 1861.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O v\u00edcio o inspirou em O Jogador, 1867.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Crime e Castigo, de 1866, foi seu primeiro romance a ser traduzido para a Europa Ocidental.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em 1871, escreveu Os Dem\u00f4nios em que mostra postura mais conservadoras, longe dos teores revolucion\u00e1rios de outros tempos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em 1880, abra\u00e7a o misticismo crist\u00e3o na obra-prima Os Irm\u00e3os Karam\u00e1zov.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Dostoi\u00e9viski morreu em 1881.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Estava casado com Ana Sikina \u2013 e contava com o reconhecimento dos leitores.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Dizem que h\u00e1 um tempo de ler e outro de reler.<\/p>\n\n\n\n<p>Engrosso com a obra do autor russo minha lista pessoal de projetinhos para 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, vou devorando <em>Anos de Chumbo<\/em>, recente de livro de contos de Chico Buarque.<\/p>\n\n\n\n<p>Um espanto de bom.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"As rosas eram todas amarelas - Jorge Ben\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l74MMc5FGNg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Nos idos de 70, numa entrevista \u00e0 Imprensa, Jorge Ben Jor confessou que a enigm\u00e1tica E as rosas eram todas amarelas foi inspira na leitura que fez, \u00e0 \u00e9poca, da obra de  Dostoi\u00e9viski.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em>Fi\u00f3dor<\/em> Mik<em>h\u00e1ilovitch Dostoi\u00e9viski<\/em> <em>nasceu em novembro (dia 11) de 1821, em Moscou.<\/em><\/p>\n<p><em>Pertencia a uma fam\u00edlia da aristocracia russa que vivia um per\u00edodo de decad\u00eancia.<\/em><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26278,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[2321,819,2320,808,135],"class_list":["post-26273","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-200-anos","tag-biografia","tag-dostoieviski","tag-literatura","tag-memoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26273"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26273\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26282,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26273\/revisions\/26282"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26278"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}