{"id":29097,"date":"2023-05-10T06:15:00","date_gmt":"2023-05-10T06:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=29097"},"modified":"2025-05-10T14:35:00","modified_gmt":"2025-05-10T14:35:00","slug":"rita-lee","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/rita-lee\/","title":{"rendered":"Rita Lee"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o do Facebook<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Tentarei ser breve.<\/p>\n\n\n\n<p>(Mas n\u00e3o garanto.)<\/p>\n\n\n\n<p>Triste ter\u00e7a-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o imaginei escrever o texto que hoje escreverei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, pois, eis a cilada de um tal Sr. chamado Tempo que nos imp\u00f5e rumos, tinos e desatinos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O que posso lhes dizer de Rita Lee que, desde ontem, se fez saudade, se fez vazio, se fez estrela?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, seus funerais acontecem hoje no Planet\u00e1rio do Ibirapuera.<\/p>\n\n\n\n<p>Rita se faz luz. <\/p>\n\n\n\n<p>Versos e can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Atos e inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Rita se faz legado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7o do come\u00e7o. <\/p>\n\n\n\n<p>Somos da mesma e indivis\u00edvel gera\u00e7\u00e3o. A do p\u00f3s-guerra. Garotos e garotas que amavam os Beatles e os Rolling Stones e, \u00e0 nossa maneira, ousaram mudar o mundo. Roqueiros, psicod\u00e9licos, hipongas, transversos em busca da almejada Era de Aquarius.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7a-se, por\u00e9m&nbsp; a ressalva. <\/p>\n\n\n\n<p>Miss Rita Lee Jones sempre nos foi refer\u00eancia e guia por estar \u00e0 frente do seu tempo. <\/p>\n\n\n\n<p>Desde sempre: ousadia e coragem. <\/p>\n\n\n\n<p>Rita Jeep, a menina dos Mutantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando n\u00f3s, os iguais, entendemos nossa juventude &#8211; e timidamente esbo\u00e7\u00e1vamos alguma transgress\u00e3o, ainda que t\u00edmida -, Rita j\u00e1 causava na tela da TV em meio a guitarras dissonantes e encantamentos. Era presen\u00e7a fixa no programa do pr\u00edncipe Ronnie Von, ao lado de Arnaldo e S\u00e9rgio Dias.<\/p>\n\n\n\n<p>De repente, outra surpresa a quebrar mitos e ritos do arcabou\u00e7o da tradicional MPB. <\/p>\n\n\n\n<p>No palco, desafiadora, ao lado de Gilberto Gil a entoar a el\u00e9trica <em>Domingo no Parque<\/em> no Festival dos Festivais do ano santo de 1967. Vaias e mais vaias. Aplausos e o indefect\u00edvel pren\u00fancio de novos tempos, da geleia geral brasileira. <\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo naqueles idos obscurantistas, era poss\u00edvel o sonho que se sonha junto e se faz realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 como jornalista, rep\u00f3rter na \u00e1rea de Cultura, o primeiro disco que me coube comentar foi nada menos Fruto Proibido, base da t\u00e3o sonhada carreira solo de Rita.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me lembro bem da entrevista \u00e0 Imprensa. Lembro, sim, da arrebatadora presen\u00e7a de Rita e do espanto da reportada diante da can\u00e7\u00e3o <em>Ovelha Negra<\/em> que, ao longo do tempo, se fez hino de gera\u00e7\u00f5es, as mais diversas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Meses depois, entrevistei a parceira e amiga Lucinha Turnbull que, \u00e0quele momento, tentava emplacar a pr\u00f3pria carreira solo. Falamos mais sobre Rita do que sobre o disco <em>Aroma<\/em> que Lucinha acabava de lan\u00e7ar pela Emi\/Odeon.<\/p>\n\n\n\n<p>Inevit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nos anos 70, outra lembran\u00e7a majestosa. O show<em> Refestan\u00e7a<\/em> que fez ao lado de Gilberto Gil. Um happening. Um afago ao novo Brasil, democr\u00e1tico e igualit\u00e1rio, que se forjava em nossas mentes e atos e fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Rita, presen\u00e7a magn\u00e2nima.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem vinda a redemocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A explos\u00e3o de Rita aconteceu nos anos 80. Ao lado do marido e parceiro Roberto Carvalho enfileirou um sucesso atr\u00e1s do outro. N\u00e3o saberia list\u00e1-los por aqui tantos e tamanhos que foram e s\u00e3o. Trilha sonora da vida de quase todos n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu, pessoalmente, escolho este:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<em>Na medida do imposs\u00edvel <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Vai dando pra se viver<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na cidade de S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O amor \u00e9 imprevis\u00edvel<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Como voc\u00ea e eu <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E o c\u00e9u&#8221; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Meados da primeira d\u00e9cada do novo s\u00e9culo, um grupo de estudantes de Jornalismo me procura na Universidade onde leciono. Tem como proposta para o Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso um livrorreportagem sobre os 40 anos de carreira de Rita Lee. Topei o desafio de ser o orientador das meninas &#8211; e, algo sensibilizado pela escolha, tocamos uma divertida e jornada de meses de pesquisas, entrevistas e o reda\u00e7\u00e3o do texto final. As autoras Andrea, Carolina, Denise, Fernanda, Juliana e Mariana fizeram um bel\u00edssimo trabalho. Deram ao livro o t\u00edtulo de<em> Simplesmente Rita<\/em> e, j\u00e1 naquele distante 2006, me ensinaram que Rita Lee se faria eterna, definitiva e inspira\u00e7\u00e3o para quem insiste em acreditar numa sociedade libert\u00e1ria, diversa, inclusiva. Plena e solid\u00e1ria. Um Planeta amorosamente mais feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Rita se faz luz, e saudade.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde sempre, ela cantava:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;As luzes da cidade<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00e3o chegam \u00e0s estrelas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sem antes me buscar&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Rita Lee e Paula Toller - L\u00e1 vou eu\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nNEzWwsJ8V4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o do Facebook<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Tentarei ser breve.<\/p>\n<p>(Mas n\u00e3o garanto.)<\/p>\n<p>Triste ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>N\u00e3o imaginei escrever o texto que hoje escreverei.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29099,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[135,659,1143,1986,3101],"class_list":["post-29097","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-memoria","tag-musica","tag-rita-lee","tag-rock","tag-simplesmente-rita"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29097"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34304,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29097\/revisions\/34304"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29099"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}