{"id":29391,"date":"2023-06-20T06:15:00","date_gmt":"2023-06-20T06:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=29391"},"modified":"2023-06-20T14:56:47","modified_gmt":"2023-06-20T14:56:47","slug":"roteiro-de-viagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/roteiro-de-viagem\/","title":{"rendered":"Roteiro de viagem"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Chegamos a Busto Arsizio, pequena comuna italiana nos arredores de Mil\u00e3o, na It\u00e1lia (foto), com o sol a pino. Calorz\u00e3o, pra mais de 30 graus. Come\u00e7o de ver\u00e3o europeu, come\u00e7o de uma temporada de 20 dias para o escriba e familiares. Um compromisso social &#8211; casamento de minha sobrinha-neta, a Stephany, na Gr\u00e9cia &#8211; eis o motivo das propaladas andan\u00e7as pelos dois pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o se anime, nem se iluda, caro leitor.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais ou menos por essa \u00e9poca. S\u00f3 que&#8230; foi no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sniff!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo passa, o tempo voa &#8211; como ensinou aquele antigo jingle do banco que nem mais existe.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas ou quatro moedas de um euro que hoje encontro assim, do nada, no canto de uma gaveta (valem uns 20 reais hoje, que bom!) me trouxeram a lembran\u00e7a daqueles dias &#8211; e, de certa forma, veio tamb\u00e9m a cobran\u00e7a ao negligente cronista.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada escrevi sobre a viagem. <\/p>\n\n\n\n<p>A primeira &#8211; e \u00fanica &#8211; que fizemos a cruzar o Atl\u00e2ntico depois &#8211; ou ainda em meio &#8211; \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mereceria algumas linhas. Por mais despretensiosas que fossem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, sempre que viajo fa\u00e7o l\u00e1 observ\u00e2ncias e anota\u00e7\u00f5es que, posteriormente, e inadvertidamente, transformo em cr\u00f4nicas\/posts. <\/p>\n\n\n\n<p>Desta vez, nada escrevi.<\/p>\n\n\n\n<p>E, vale dizer, assunto n\u00e3o faltou. <\/p>\n\n\n\n<p>Foram tantos momentos bonitos, e outros muitos perrengues pr\u00f3prios \u00e0s viagens que se faz assim meio que de impulso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Esque\u00e7amos os dissabores, como aquele que bloqueou meu cart\u00e3o de viagem logo na primeira compra ainda no freeshop do aeroporto de Malpensa, e falemos do que nos fez feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser feliz \u00e9 tudo que se quer.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou n\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Poderia escrever sobre dias de sol e festas em Hydra, pequena ilha a duas horas de barco de Athenas, seu casario branco, o movimentado ir-e-vir das embarca\u00e7\u00f5es no cais e o irrepreens\u00edvel p\u00f4r do sol, dos mais fascinantes que vi. <\/p>\n\n\n\n<p>Poderia lhes falar tamb\u00e9m do abrasador calor de Athenas, das ruas centrais do bairro de Monastiraki abarrotadas de turistas de todas as partes do mundo. N\u00e3o sei o que l\u00e1 comemoram, mas h\u00e1 um clima ininterrupto de festa e coloridas celebra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez eu pudesse tentar descrever a sensa\u00e7\u00e3o do assistir aos pungentes raios solares batendo &#8211; obl\u00edquos mas n\u00e3o dissimulados, como o olhar de Capitu &#8211; nas formid\u00e1veis forma\u00e7\u00f5es rochosas que, imp\u00e1vidas, sustentam as seculares aldeias das Cinque Terre num cont\u00ednuo e imponente desafio \u00e0s \u00e1guas platinadas do Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outra, uma cr\u00f4nica caprichada mereceria os (de)volteios a bordo de um possante Opel que demos pela Riviera Italiana a partir da acolhedora Marina de Carrara, onde nos hospedamos. E nos fartamos com delicioso caf\u00e9 da manh\u00e3. Ainda agora relembro saudoso o cheiro de croissant quentinho e recheado a entrar pelo quarto do apartamento \u00e0s primeiras horas do dia. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00d4 gula! <\/p>\n\n\n\n<p>Miam, miam, miam&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo ao seu tempo, certo?<\/p>\n\n\n\n<p>Por hoje quero me fixar &#8211; e ainda no campo gastron\u00f4mico &#8211; na apraz\u00edvel estada de algumas horas &#8211; entre um voo e outro, aproveitando o tempo de escala &#8211; na pacata e bela Busto de Arsizio naquele in\u00edcio da tarde de um s\u00e1bado que se perdeu no tempo. <\/p>\n\n\n\n<p>Moraria ali tranquilamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ser sincero, dispensaria o almo\u00e7o naquela cantina metida a moderninha, na pra\u00e7a central (At\u00e9 que deu pro gasto). Mas, bateria ponto no arremedo de boteco na esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, onde tomei o melhor capuccino de toda minha tr\u00f4pega e esculhambada exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixou saudades!.<\/p>\n\n\n\n<p>(Desconfio que as moedas que hoje encontrei vieram de troco da nota de 10 euros que eu dei ao senhor que nos atendeu. Gracie mille, amici!)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gino Paoli - Sapore di sale (2016)\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rfKdXUqvk1Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Chegamos a Busto Arsizio, pequena comuna italiana nos arredores de Mil\u00e3o, na It\u00e1lia (foto), com o sol a pino. 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