{"id":30451,"date":"2023-12-07T06:15:00","date_gmt":"2023-12-07T06:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=30451"},"modified":"2023-12-07T13:51:05","modified_gmt":"2023-12-07T13:51:05","slug":"memorias-de-um-palestrino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/memorias-de-um-palestrino\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias de um palestrino campe\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7o minha festa particular, e imodesta..<\/p>\n\n\n\n<p>Amigos e nem-t\u00e3o-amigos assim&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Prezados leitores,<\/p>\n\n\n\n<p>Ora lhes direi que sou mesmo um privilegiado em termos de Palmeiras, o atual bicampe\u00e3o brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Dou-lhes as provas.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhei in-loco, pelo r\u00e1dio ou pela TV todos os t\u00edtulos que o Meu Verd\u00e3o conquistou de 1959 at\u00e9 a fase esplendorosa que hoje vive.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro t\u00edtulo?<\/p>\n\n\n\n<p>Foi justamente o de 1959, o supercampeonato paulista, numa acirrada disputa &#8216;mehor de 3&#8217; com o Santos de Pel\u00e9 &amp; Cia. 2 a 1 no jogo final. Gol de falta de Romeiro. <\/p>\n\n\n\n<p>Vimos pela TV em preto e branco. O pai, os amigos palestrinos do pai e eu. <\/p>\n\n\n\n<p>Naquela tarde que se perdeu no tempo, mas n\u00e3o na mem\u00f3ria, eu me imaginava o Valdir Joaquim de Moraes, nosso goleiro. Toda vez que ele defendia um chute do ataque do santos &#8211; eu atirava a bola de borracha na parede e tentava lhe imitar os gestos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tinha 8 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A escala\u00e7\u00e3o do Palmeiras nesse jogo: Valdir, Djalma Santos, Waldemar Carabina, Aldemar e Geraldo Scoto, Zequinha e Chinesinho, Julinho, Am\u00e9rico, Nardo e Romeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Meses antes, outubro de 1958, fiz minha estreia como torcedor em jogos no est\u00e1dio. Fui ao velho Parque Ant\u00e1rctica, levado pelo meu pai, para assistir Palmeiras 3 x XV de Piracicaba 1. Antes da partida acontecer houve a inaugura\u00e7\u00e3o do busto de Waldemar Fi\u00fame nas alamedas do clube. Fi\u00fame aposentara-se da carreira de atleta ap\u00f3s mais de 600 jogos. S\u00f3 jogou no Palmeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O camisa 10 do Palmeiras era \u00canio Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro de 1964, O Palmeiras inaugurou o Palestra It\u00e1lia ap\u00f3s anos de reformas. Estava l\u00e1 com um bando de moleques da turma da Muniz de Souza, onde morava. Lembro quase nada do jogo (Palmeiras 2 x Desportiva de Guaratinguet\u00e1 0). O maior impacto mesmo foi ver o campo al\u00e7ado acima do n\u00edvel do ch\u00e3o, como se fosse um Jardim Suspenso. <\/p>\n\n\n\n<p>Outra recorda\u00e7\u00e3o foi a epopeia para l\u00e1 chegarmos. Sa\u00edmos em caravana do Jardim da Aclima\u00e7\u00e3o, entramos e sa\u00edmos de n\u00e3o sei quantos \u00f4nibus. Na volta, caminhamos do Palestra at\u00e9 o Centro da cidade para, de bonde, voltarmos ao Cambuci velho de guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Tento me distrair a remoer mem\u00f3rias, enquanto aguardo algo apreensivo o come\u00e7o de Palmeiras e Cruzeiro que vai carimbar o duod\u00e9cimo t\u00edtulo brasileiro do Palmeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O palestrino da cepa \u00e9 assim mesmo. Confia desconfiando. Mesmo aqueles que, como eu, acompanhou, cantou e vibrou com o privil\u00e9gio de ver as quatro vers\u00f5es da Academia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>(Essa \u00e9 a quarta, e n\u00e3o a terceira. N\u00e3o sejamos injustos, com os gloriosos anos 90)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Minha preferida, acreditem, ainda \u00e9 a de 65, comandada por Dom Ernesto Filpo Nunes. A que consagrou o estilo pim-pam-pum. Era m\u00e1gico ver aqueles craques em campo: Waldir, Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina e Ferrari, Dudu e Ademir, Julinho, Serv\u00edlio, Tup\u00e3zinho e Rinaldo. <\/p>\n\n\n\n<p>Foi esse tima\u00e7o que envergou, todo ele, a amarelinha em 7 de setembro de 1965 e representou condignamente a sele\u00e7\u00e3o brasileira. Venceu o Uruguai por 3 x 0.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o subestimo as vers\u00f5es dos anos 70, 90 e a atual. <\/p>\n\n\n\n<p>A atual, a que tem o portugu\u00eas Abel Ferreira como maestro, eu imagino que seja a mais vitoriosa&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Bem&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Os times est\u00e3o em campo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 agora!<\/p>\n\n\n\n<p>(Na verdade, sempre foi&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Avante palestra!<\/p>\n\n\n\n<p>O duodecacampe\u00e3o do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"DISCURSO DO ABEL AP\u00d3S T\u00cdTULO HEROICO DO PALMEIRAS\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JlLYQrICa24?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Fa\u00e7o minha festa particular, e imodesta..<\/p>\n<p>Amigos e nem-t\u00e3o-amigos assim&#8230;<\/p>\n<p>Prezados leitores,<\/p>\n<p>Ora lhes direi que sou mesmo um privilegiado em termos de Palmeiras,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30455,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[3495,3497,3498,3496,3499],"class_list":["post-30451","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-bicampeao-brasileiro","tag-campeonato-brasileiro","tag-campeonato-brasileirp","tag-duodecacampeao","tag-palmeirs"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30451"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30451\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30460,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30451\/revisions\/30460"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}