{"id":30716,"date":"2024-02-22T00:00:00","date_gmt":"2024-02-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=30716"},"modified":"2024-02-22T23:40:22","modified_gmt":"2024-02-22T23:40:22","slug":"coracao-oriental-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/coracao-oriental-2\/","title":{"rendered":"Cora\u00e7\u00e3o oriental"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: J\u00f4 Rabelo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma lembran\u00e7a que me ocorreu assim que terminei o post de ontem sobre os 150 anos da imigra\u00e7\u00e3o italiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem a ver, mas n\u00e3o tem muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, lembrei num relance.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso que, na tal s\u00e9rie que escrevo _este \u00e9 o 14\u00b0 post\/cr\u00f4nica_ sobre meus 50 anos de jornalismo. seria legal repartir essa mem\u00f3ria com os amigos_leitores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foi por essa \u00e9poca, no long\u00ednquo ano de 1988, andava pelo <em>Jornal da Tarde<\/em> a defender uns trocos com alguns frilas aleat\u00f3rios. <\/p>\n\n\n\n<p>Vida de rep\u00f3rter viralata n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples e venturosa como pode parecer num primeiro momento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas e em outras, caiu em minhas m\u00e3os algumas pautas sobre os 80 anos da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil. Ao que a chefia me informou, seriam para um suplemento especial sobre a efem\u00e9ride que o jornal pensava publicar na edi\u00e7\u00e3o de domingo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vai da\u00ed que, dias depois, l\u00e1 fui eu para o consulado japon\u00eas \u2013 ou coisa que o valha \u2013 num suntuoso pr\u00e9dio na avenida Paulista. <\/p>\n\n\n\n<p>Passei um tempo por l\u00e1 \u2013 mais de semana \u2013 a conversar, via int\u00e9rprete, com quem aparecesse \u00e0 minha frente, de sorriso gentil e olhinhos puxados.<\/p>\n\n\n\n<p>Buscava depoimentos, viv\u00eancias, hist\u00f3rias de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sou capaz de me lembrar as mat\u00e9rias que fiz. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas, n\u00e3o devem ter sido l\u00e1 grande coisa. <\/p>\n\n\n\n<p>No meio tempo entre a reportagem e a publica\u00e7\u00e3o do tal caderno, houve uma reestrutura\u00e7\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o do<strong><em> JT,<\/em><\/strong> mudaram inclusive os respons\u00e1veis pela edi\u00e7\u00e3o dos textos. <\/p>\n\n\n\n<p>Resultado: n\u00e3o vi sequer uma das minhas mat\u00e9rias publicadas na \u00edntegra. Um trecho aqui, outro ali a completar este ou aquele assunto num arremedo de suplemento especial.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Frustrante?<\/p>\n\n\n\n<p>Nem tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia aprazado, l\u00e1 estava os troquinhos b\u00e1sicos na minha conta. Al\u00e9m do que, aquela viv\u00eancia me trouxe outros ganhos Um deles, lembro-me bem \u2013 e conto a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o depoimento emocionado de um ilustre diplomata japon\u00eas. Estava aqui h\u00e1 pouco tempo, dizia invejar a voca\u00e7\u00e3o para alegria que tem os brasileiros em contraponto \u00e0 rigidez da cultura japonesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Estava feliz por viver entre n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>A int\u00e9rprete resolveu acrescentar um coment\u00e1rio \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Acho que ele gostaria de ser um pouco brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei se voc\u00eas acreditam em milagres ou nessas coisas paranormais. Sei que, ao que consta, algum \u2018santo\u2019 poliglota baixou no japonesinho de terno impec\u00e1vel e gravata de seda. Parece que o jovem diplomata entendeu o que diz\u00edamos e um pouco mais:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Brashiirero, bom, n\u00e9? Muito bom. M\u00fasica boa. Divertido mesmo. Mas, s\u00f3 um pouquinho, n\u00e9?<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto falava, olhava cumprido para a \u2018prefer\u00eancia nacional\u2019 da morena que veio nos servir o caf\u00e9 e agora se encaminhava para a porta da sala, sem se dar conta que deixara aos saltos e pinotes um fr\u00e1gil cora\u00e7\u00e3o oriental.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Joyce - \u2669 The Girl From Ipanema - Live @ Blue Note Tokyo\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oQumqP1YJv4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: J\u00f4 Rabelo<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Uma lembran\u00e7a que me ocorreu assim que terminei o post de ontem sobre os 150 anos da imigra\u00e7\u00e3o italiana.<\/p>\n<p>Tem a ver,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20193,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[3561,730,151,3565,3567,3566,691,283],"class_list":["post-30716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-50-anos-de-jornalismo","tag-80-anos","tag-brasil","tag-diplomata","tag-imigracao-japonesa","tag-japao","tag-jornal-da-tarde","tag-memorias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30716"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30716\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30722,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30716\/revisions\/30722"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}