{"id":32064,"date":"2024-08-19T10:00:00","date_gmt":"2024-08-19T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=32064"},"modified":"2024-08-19T17:07:29","modified_gmt":"2024-08-19T17:07:29","slug":"silvio-santos-1930-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/silvio-santos-1930-2024\/","title":{"rendered":"S\u00edlvio Santos (1930\/2024)"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: SBT\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, nunca entrevistei S\u00edlvio Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem sequer cheguei perto do Homem do Ba\u00fa.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais pr\u00f3ximo que consegui foi por meio de algumas hist\u00f3rias que o saudoso amigo e colunista do jornal, Ismael Fernandes, contava sobre os bastidores do SBT e as manias do Patr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ismael era autor de novelas e trabalhou em v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es da emissora do S\u00edlvio. Uma ou duas vezes por semana, ele vinha \u00e0 velha reda\u00e7\u00e3o trazer sua preciosa colabora\u00e7\u00e3o ao nosso jornal, a coluna de TV.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Sinceramente n\u00e3o me recordo se o Isma chegou a encontrar-se pessoalmente com S\u00edlvio Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Desconfio que n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, sempre trazia causos deliciosos sobre o g\u00eanio intuitivo do SS para tocar a empresa e sua programa\u00e7\u00e3o na busca pela audi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO homem gosta de falar diretamente com o pov\u00e3o\u201d &#8211; dizia o amigo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Gostava de ouvir as conversas do Ismael.<\/p>\n\n\n\n<p>Gostava mais ainda quando ele e outro colunista, o Nasci que nos anos 60 trabalhara na fase \u00e1urea da TV Record (a era dos musicais), discutiam sobre quem eram os maiorais da TV brasileira, ent\u00e3o, prestes a completar 40 anos de exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nasci cravava que a dupla Boni e Walter Clark eram os respons\u00e1veis pelos avan\u00e7os da TV como ve\u00edculo de massa e indiscut\u00edvel influ\u00eancia na opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cImplantaram o dito \u2018padr\u00e3o globo\u2019\u201d &#8211; anunciava ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Ismael era mais objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecia a contribui\u00e7\u00e3o de Boni e Clark, a coragem e ousadia de Roberto Marinho para, aos 60 anos, hipotecar a pr\u00f3pria casa e construir o imp\u00e9rio da Rede Globo de Televis\u00e3o, mas ponderava convicto:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00edlvio Santos \u00e9 o grande comunicador da TV brasileira. \u00danico e inigual\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 \u00e9poca, n\u00e3o tomava partido em meio a esse debate de &#8216;\u2018especialistas\u2019&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora concordava com um, ora me bandeava para o outro lado.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o fazia cerim\u00f4nia. <\/p>\n\n\n\n<p>Agia assim mais para incrementar a discuss\u00e3o (ver o circo pegar fogo) do que propriamente por convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, S\u00edlvio Santos nunca deixou de ser &#8220;o Peru que fala&#8221;, apelido que ganhou do radialista Manoel da N\u00f3brega quando estreou em meados dos anos 50, como locutor comercial, na R\u00e1dio Nacional de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3brega apresentava um programa na hora do almo\u00e7o e se divertia toda vez que o jovem locutor ficava ruborizado ao falar ao microfone.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed, o inevit\u00e1vel apelido: \u201co Peru que fala\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3brega foi o idealizador de <em>A Pra\u00e7a \u00c9 Nossa<\/em> (chamava-se ent\u00e3o <em>Pra\u00e7a da Alegria<\/em>) e, reconhecido publicamente pelo pr\u00f3prio S\u00edlvio Santos, como \u201co maior respons\u00e1vel pelo sucesso\u201d que conseguiu vida afora.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O programa da R\u00e1dio Nacional era audi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu era garoto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvia junto \u00e0 minha fam\u00edlia para saber quais os sucessos musicais do momento. Conhecia de cor o nome dos int\u00e9rpretes &#8211; Roberto Luna, Lana Bittencourt, Paulo Molen, Wilson Miranda, Vilma Bentivegna, Dolores Duran, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a\u00ed que conheci as piadas do Golias, que fazia dupla com Carlos Alberto de N\u00f3brega, e as interven\u00e7\u00f5es divertidas de Canarinho e Chocolate, dois outros \u00f3timos humoristas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, a mem\u00f3ria afetiva que nos alenta e ampara!<\/p>\n\n\n\n<p>Recordei esse tempo distante neste fim de semana.<\/p>\n\n\n\n<p>A morte do apresentador S\u00edlvio Santos causou uma como\u00e7\u00e3o nacional e foi amplamente documentada pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o em mais do que merecida homenagem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre a quest\u00e3o levantada pelos amigos Ismael e Nasci l\u00e1 nos antigamente, penso que s\u00f3 hoje, depois de muito matutar, eu formei uma opini\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que Boni e Walter Clark foram fundamentais para as transforma\u00e7\u00f5es da TV no Brasil, mas quem deu cara, voz e sorriso para nossas imagens serem genuinamente brasileiras foi o Homem do Ba\u00fa, o Peru que fala, o desde j\u00e1 inesquec\u00edvel S\u00edlvio Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 isso!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: SBT\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o, nunca entrevistei S\u00edlvio Santos.<\/p>\n<p>Nem sequer cheguei perto do Homem do Ba\u00fa.<\/p>\n<p>O mais pr\u00f3ximo que consegui foi por meio de algumas hist\u00f3rias que o saudoso amigo e colunista do jornal,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32068,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[3948,1170,135,215,3947,2078,3946,132,3949],"class_list":["post-32064","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-boni","tag-ismael-fernandes","tag-memoria","tag-nasci","tag-sbt","tag-silvio-santos","tag-ss","tag-velha-redacao","tag-walter-clark"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32064"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32072,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32064\/revisions\/32072"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}