{"id":32266,"date":"2024-09-07T11:00:00","date_gmt":"2024-09-07T11:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=32266"},"modified":"2024-09-07T19:48:08","modified_gmt":"2024-09-07T19:48:08","slug":"sergio-mendes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/sergio-mendes\/","title":{"rendered":"Sergio Mendes"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Sergio Mendes\/ Reprodu\u00e7\u00e3o do Instagram<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Morreu nesta sexta-feira (6), aos 83 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, o m\u00fasico brasileiro Sergio Mendes. O artista ficou conhecido internacionalmente e foi um dos respons\u00e1veis pela difus\u00e3o da bossa nova e do samba pelo mundo.&#8221; <\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A not\u00edcia \u00e9 daquelas que nos entristecem &#8211; e calam.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazem pensar, e pensar &#8211; e lembrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, \u00e9 inevit\u00e1vel lembrar a noite em que, ao lado de Armando Pittigliani, assisti ao document\u00e1rio sobre os 50 anos do lan\u00e7amento dos disco Samba Esquema Novo, que lan\u00e7ou o ent\u00e3o Jorge Ben para o cen\u00e1rio art\u00edstico do Brasil e do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Era uma produ\u00e7\u00e3o feita por estudantes de jornalismo da Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo &#8211; e, mesmo sem o depoimento de Jorge (avesso a essas peregrina\u00e7\u00f5es pelas coisas do tempo), foi <br>aplaudid\u00edssimo pela plateia. Muito justo. Os estudantes conseguiram captar a relev\u00e2ncia do \u00e1lbum para a MPB, o legado para as diversas gera\u00e7\u00f5es de artistas e, principalmente, para os cultores do som Made In Brazil mundo afora.<\/p>\n\n\n\n<p>Pittigliani foi produtor do disco (1963) e assinou um elogioso texto na contracapa:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um fen\u00f4meno mesmo, pois desde h\u00e1 muito, n\u00e3o aparecia ningu\u00e9m como ele no meio art\u00edstico verde-amarelo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Pois, ent\u00e3o, meus caros&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela noite, numa conversa informal, Pittiglini fez quest\u00e3o de reconhecer outro fen\u00f4meno musical que foi important\u00edssimo para a explos\u00e3o internacional de Ben e outros tantos nomes de m\u00fasicos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu nome: Sergio Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa m\u00fasica &#8211; disse-me Pittigliani, n\u00e3o exatamente com essas palavras, mas com o mesmo teor &#8211; s\u00f3 \u00e9 o que \u00e9 hoje, no mundo, gra\u00e7as \u00e0 genialidade de Sergio Mendes. Sua grava\u00e7\u00e3o de &#8220;Mas Que Nada&#8221;, em 1966, j\u00e1 nos Estados Unidos, alcan\u00e7ou um enorme \u00eaxito, rompeu barreiras e liderou todas as paradas de sucesso de ent\u00e3o. Algo impens\u00e1vel. Um feito aos moldes do que fez Carmen Miranda em d\u00e9cadas mais remotas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Mendes era da leva de pianistas talentosos que vicejavam nas noites do Rio. Andavam de uma boate para outra em busca de um cach\u00ea que lhes garantisse a sobreviv\u00eancia. Tom Jobim, Newton Mendon\u00e7a, Luizinho E\u00e7a, Walter Wanderley, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos m\u00fasicos dessa gera\u00e7\u00e3o, assim como Mendes, migraram para os Estados Unidos em meados da d\u00e9cada de 60 assim que a bossa nova come\u00e7ou a repercutir por l\u00e1, como uma mistura exc\u00eantrica do jazz e do samba.<\/p>\n\n\n\n<p>Poucos, no entanto, conseguiram romper, como Mendes, os limites dos guetos e dos clubes de jazz para se tornar um fen\u00f4meno popular que perdurou por uma jornada de mais de 60 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra de suas crias internacionais, o m\u00fasico Carlinhos Brown escreveu hoje um longo texto no Instagram em que reverencia e agradece a generosidade do Mestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Um trecho:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Minha curiosidade e a busca em aprender com m\u00fasicos de qualidade me levaram a conhecer Sergio Mendes atrav\u00e9s de seus \u00e1lbuns. Eu j\u00e1 o admirava muito, junto a outros \u00eddolos dele que eram meus tamb\u00e9m, como Johnny Alf e outros tantos grandes nomes. Afinal, \u00e9 o brasileiro que tocou com Frank Sinatra, que gravou com Sarah Vaughan, Stevie Wonder e que sempre teve um pensamento jovem sobre a m\u00fasica. Ele lidava com a m\u00fasica como um adolescente, sempre em busca de descobertas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um encontro no ano de 1979:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Mas Que Nada  - Jorge Ben Jor, S\u00e9rgio Mendes, Gilberto Gil\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S0KriXUi2Bg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Sergio Mendes\/ Reprodu\u00e7\u00e3o do Instagram<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;Morreu nesta sexta-feira (6), aos 83 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, o m\u00fasico brasileiro Sergio Mendes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32268,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[2978,3996,2137,767,2989,97,3995,3994],"class_list":["post-32266","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-bossa-nova-2","tag-carlinhos-brown","tag-estados-unidos","tag-jorge-ben","tag-mas-que-nada","tag-mpb","tag-piano","tag-sergio-mendes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32266"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32266\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32282,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32266\/revisions\/32282"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}