{"id":35588,"date":"2025-10-22T11:59:00","date_gmt":"2025-10-22T11:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=35588"},"modified":"2025-10-22T16:24:52","modified_gmt":"2025-10-22T16:24:52","slug":"um-momento-naquela-estacao-onde-o-trem-do-destino-nunca-chega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/um-momento-naquela-estacao-onde-o-trem-do-destino-nunca-chega\/","title":{"rendered":"Um momento naquela esta\u00e7\u00e3o onde o trem do Destino nunca chega"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: O homem de bicicleta e a picha\u00e7\u00e3o na rua de uma cidade europeia\/Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Meus caros e preclaros,<\/p>\n\n\n\n<p>tem dia que de noite \u00e9 fogo, como disse <em>sei-l\u00e1-quem<\/em> \u2013 boleiro ou dirigente esportivo \u2013 h\u00e1 alguns longos anos e ainda hoje, a frase, eu a escuto para al\u00e9m dos deplor\u00e1veis debates futebol\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para este modesto escriba que, quando muito foi um esfor\u00e7ado quarto-zagueiro em timecos da v\u00e1rzea paulistana, nos tempos em que existiam campos de terra batida espalhados pelos quatro cantos da cidade e ia-se na carroceria de um indom\u00e1vel e chacoalhante caminh\u00e3o, de um bairro a outro, enfrentar um destemido advers\u00e1rio, mas, quase nunca inimigo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Degas aqui, tem manh\u00e3 que a coisa enrosca e, por mais que me esforce, haja paci\u00eancia para seguir seguindo com os atos e os fatos da vida. Sejam quais forem e os s\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, acreditem, \u00e9 uma das tais manh\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Sigo resignadamente, como fa\u00e7o diariamente, para frente do computador para a postagem do dia que, ao que tudo indica, j\u00e1 de manh\u00e3 se far\u00e1 noite &#8220;do dia que de noite \u00e9 fogo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ligo a engenhoca e espero que se abra a p\u00e1gina \u00e0 minha frente.<\/p>\n\n\n\n<p>Demora alguns bons segundos para tal acontecer \u2013 e assim que acontece, em meu primeiro clique no \u00edcone desejado, eis que a tela escurece outra vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Estranho.<\/p>\n\n\n\n<p>Como assim?<\/p>\n\n\n\n<p>Dou um tempo \u2013 e logo aparece um ret\u00e2ngulo azul que se imp\u00f5e em meio \u00e0 escurid\u00e3o, com o apaziguador aviso:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm momento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aguardo, sou um homem paciente, ass\u00edduo e perseverante, como diz a letra de \u201cOs Alquimistas\u201d do Ben Jor, embora n\u00e3o execute \u2018as regras herm\u00e9ticas\u2019 para escrever as platitudes e tolices que diariamente escrevo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que o \u201cum momento\u201d logo se torna um minuto e dois e tr\u00eas e assim ficamos por largo tempo eu e o computador, o computador e eu, a nos espreitar e divagar sobre o momento que se faz eterno (s\u00f3 porque o bendito estrop\u00edcio eletr\u00f4nico deu de empacar justamente agora, travou travado).<\/p>\n\n\n\n<p>Pois \u00e9\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Meus caros, raros e preclaros,<\/p>\n\n\n\n<p>tanto a lhes dizer sobre o tudo e o nada da exist\u00eancia humana no Planeta Terra. Da fauna, da flora, das idas e vindas dos desesperan\u00e7ados, das torpes vilanias dos poderosos, dos salmos e das religi\u00f5es, do isso, do aquilo e do aquele&#8217;outro&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto a lhes dizer \u2013 e eu aqui parado, como se estivesse naquela esta\u00e7\u00e3o onde o trem do Destino nunca chega.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do impasse em que ora me encontro, n\u00e3o vejo outra alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e0 mesma recorro despudorada e solenemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, o texto e a vida trancendem o momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou n\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>(Se por acaso e suprema gentileza, o cordial amigo e a am\u00e1vel amiga estiverem lendo essas engasgadas e tr\u00f4pegas linhas, agrade\u00e7am \u00e0 solidariedade \u00fanica e de mil e uma utilidades do meu singelo e prestativo celular que, tal aquela palhinha de limpar lou\u00e7as e panelas, n\u00e3o se fez de rogado e me salvou do imprevisto apuro.)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRILHA SONORA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Em\u00edlio Santiago - Naquela Esta\u00e7\u00e3o (Leila &quot; L&quot;) (Video)\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pzKDAYC9hns?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: O homem de bicicleta e a picha\u00e7\u00e3o na rua de uma cidade europeia\/Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Meus caros e preclaros,<\/p>\n<p>tem dia que de noite \u00e9 fogo,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32726,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[776,5088,875,5086,5087,5089],"class_list":["post-35588","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-celular","tag-computador","tag-estacao","tag-o-momento","tag-tem-dia-que-de-noite-e-fogo","tag-trem-do-destino"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35588"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35588\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35597,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35588\/revisions\/35597"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}