{"id":36049,"date":"2025-12-12T07:00:00","date_gmt":"2025-12-12T07:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=36049"},"modified":"2025-12-12T15:02:04","modified_gmt":"2025-12-12T15:02:04","slug":"cronicas-dos-meus-devolteios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/cronicas-dos-meus-devolteios\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nicas dos meus (De)Volteios"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Noite de Aut\u00f3grafos na Livraria da Vila, em 2013\/Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 doze anos, em meio a amigos queridos e familiares, aconteceu o lan\u00e7amento do meu livro <strong>Volteios &#8211; <a href=\"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/livro-volteios\/\">Cr\u00f4nicas, lembran\u00e7as e devaneios<\/a> <\/strong>na Livraria da Vila, na Vila Madalena, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem me alertou para a data &#8211; 12 de dezembro &#8211; foi o amigo Poeta (que andava sumido do meu conv\u00edvio e do zap) na manh\u00e3 de hoje enquanto eu ainda procurava um tema para o post\/cr\u00f4nica de hoje. <\/p>\n\n\n\n<p>Ainda algo surpreso com a s\u00fabita reapari\u00e7\u00e3o, mandei-lhe um zap com sugest\u00f5es de tema. Pedi ao Poeta que escolhesse um para saudar esse nosso reencontro ainda que digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Minutos depois veio a ainda mais surpreendente resposta em forma de vistoso texto que transcrevo a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>Leiam, por favor!<\/p>\n\n\n\n<p>(Ainda estou com olhos afogados em l\u00e1grimas.)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No Ritmo dos Meus (De)Volteios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"908\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435-1024x908.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36051\" style=\"aspect-ratio:1.127772051733883;width:302px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435-1024x908.jpg 1024w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435-300x266.jpg 300w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435-768x681.jpg 768w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435-1536x1362.jpg 1536w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435-807x715.jpg 807w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435-483x428.jpg 483w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435-360x319.jpg 360w, https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/thumbnail_20251212_105435.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><em>A colet\u00e2nea apresenta-se como um mergulho afetivo na forma\u00e7\u00e3o do autor, revelando uma escrita que nasce da mem\u00f3ria musical e das viv\u00eancias profissionais como rep\u00f3rter. Ancorado em refer\u00eancias que v\u00e3o de Chico Buarque a Ataulfo Alves, o texto reivindica a m\u00fasica popular brasileira como fonte permanente de emo\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Mas \u00e9 na lembran\u00e7a da dupla caipira Alvarenga e Ranchinho que o livro encontra seu eixo l\u00fadico: o humor matuto, o improviso sagaz e o bord\u00e3o \u201cOlha o (de)volteio!\u201d tornam-se met\u00e1foras do pr\u00f3prio gesto de escrever \u2014 esse movimento entre o s\u00e9rio e o brincante, entre o real e o imaginado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O autor declara buscar justamente esse intervalo encantado, a fresta por onde o riso, a ironia e a ternura se infiltram. As cr\u00f4nicas, escritas ao longo de anos em reda\u00e7\u00f5es e blogs, configuram assim um mosaico de lembran\u00e7as pessoais e hist\u00f3rias colhidas no cotidiano. O tom \u00e9 confessional sem ser \u00edntimo demais, nost\u00e1lgico sem ser melanc\u00f3lico. S\u00e3o \u201ct\u00edmidos (de)volteios\u201d, como ele define, oferecidos ao leitor como convite \u00e0 partilha.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A obra se sustenta, portanto, na habilidade de transformar mem\u00f3rias culturais \u2014 da m\u00fasica, do r\u00e1dio, da televis\u00e3o, da vida interiorana \u2014 em mat\u00e9ria liter\u00e1ria viva. Ao final, o leitor \u00e9 conduzido n\u00e3o apenas pela hist\u00f3ria do autor, mas por hist\u00f3rias que tendem a se espelhar nas suas pr\u00f3prias. A colet\u00e2nea cumpre, assim, seu prop\u00f3sito: ser companhia, cumplicidade e uma celebra\u00e7\u00e3o das pequenas epifanias que atravessam a vida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o preciso dizer, mas digo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p> Fiquei passado, perplexo e muito, muito emocionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Bons amigos, quem os tem, que d\u00e1diva disp\u00f5e!<\/p>\n\n\n\n<p>Dedos tr\u00eamulos, consegui teclar ao Poeta ainda no zap:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Amigo, gostou tanto assim do livro? A mais bela das resenhas que recebi sobre minha humilde obra. Por que nunca me disse o que voc\u00ea escreveu agora?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Olhem a resposta do malandro:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Bem, digamos que n\u00e3o fui exatamente eu o autor do coment\u00e1rio. Mas, quase&#8230; Quer dizer, solicitei a resenha do teu livro, por curiosidade, para a IA do <em>ChatGPT<\/em>. Em segundos, ela me encaminhou o texto, com t\u00edtulo e tudo. Achei que voc\u00ea ia gostar. Gostou?&#8221; <\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRILHA SONORA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Alvarenga &amp; Ranchinho, 1938, &quot;Seu Condutor&quot;. 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