{"id":37500,"date":"2026-07-27T08:00:00","date_gmt":"2026-07-27T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=37500"},"modified":"2026-07-27T17:58:04","modified_gmt":"2026-07-27T17:58:04","slug":"visita-a-andaluzia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/visita-a-andaluzia\/","title":{"rendered":"Visita a Andaluzia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Rio Guadalquivir, em Sevilha, o \u00fanico rio naveg\u00e1vel da Espanha\/Blog do RCM<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Leio a cr\u00f4nica do Rubem Braga \u2013&nbsp;<em>Noite de chuva em Sevilha<\/em>&nbsp;\u2013 e me ponho a pensar.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso melhor cronista narra a experi\u00eancia que viveu em uma noite de chuva grossa e ininterrupta que o pegou na linda cidade da Andaluzia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele estava em viagem para o Marrocos (onde era do corpo diplom\u00e1tico brasileiro), mas resolveu fazer um pernoite em plagas de Espanha. <\/p>\n\n\n\n<p>Ol\u00e9\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Velho Braga conta que procurou ref\u00fagio da tempestade numa boate chamada Bodega. Que lhe pareceu bastante convidativa e, v\u00e1 l\u00e1, aconchegante para um brasileiro solit\u00e1rio, sedento e curioso das gentes do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do que, ficava pr\u00f3xima ao hotel em que se instalara.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1 pelas tantas, entre as atra\u00e7\u00f5es da noite, surge um m\u00e1gico alem\u00e3o anunciado como \u201cde renome internacional\u201d. No palco, o tedesco fazia o que podia para prender a aten\u00e7\u00e3o dos espectadores. Que, a bem da verdade, estavam mais preocupados com as fortes pancadas de chuva do que propriamente com os truques que o tal apresentava.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande momento do show se deu quando o homem enfiou na boca uma d\u00fazia de giletes e\u2026 Foi exatamente a\u00ed que uma senhora americana \u2013 etilicamente alegre \u2013 saiu de sua mesa, partiu para cima do m\u00e1gico e perguntou:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Do you speak English?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que aconteceu?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei.<\/p>\n\n\n\n<p>O cronista e seus lampejos criativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Braga termina o texto a ressaltar que n\u00e3o lhe foi poss\u00edvel contar o final dessa extraordin\u00e1ria hist\u00f3ria em Sevilha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cToda hist\u00f3ria tem vez de ser contada\u201d \u2013 escreve ele. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE acho que esta perdeu a sua\u2026 Tamb\u00e9m chovia demais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Releio a cr\u00f4nica<\/strong> e me perco em vagas recorda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m estive em Sevilha.<\/p>\n\n\n\n<p>Faz alguns bons anos. <\/p>\n\n\n\n<p>Para ser sincero, andei numa das semanas de ensolarado outubro pela Andaluzia. Visitei tamb\u00e9m as cidades de C\u00f3rdoba e Granada. Depois, esticamos at\u00e9 Val\u00eancia, onde pegamos o voo de volta para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o choveu. Parecia ver\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas andavam pra l\u00e1 e pra c\u00e1, todas, bem felizes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas era outubro, ensolarado outubro, como disse acima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 quase s\u00f3 o que me lembro. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p>Para que esta hist\u00f3ria n\u00e3o perca vez de ser contada, como aconteceu ao cronista, digo-lhes que&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p>Tenho vaga impress\u00e3o de andar pela realeza moura do Pal\u00e1cio de Alhambra em Granada, de perder-me na escurid\u00e3o e sil\u00eancio na mesquita em C\u00f3rdoba (e tamb\u00e9m de ver um alegre cortejo religioso pelas ruas da cidade), de me sentir testemunha ocular da hist\u00f3ria na vazia Plaza de Toros de la Real Maestranza em Sevilha. Naquele dia&#8230; Nem touros, nem toureiros, nem multid\u00e3o. (Ainda bem.)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, lembro um barco antigo (uma caravela?) atracado no porto do Rio Guadalquivir. <\/p>\n\n\n\n<p>Chamou minha aten\u00e7\u00e3o. Parecia esperar algu\u00e9m importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguma nobre princesa, um rei, um pr\u00edncipe, condes e bar\u00f5es, a corte toda?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o, a nau s\u00f3 leva turistas para passeios ligeiros.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me animei em fazer o tal giro nas \u00e1guas do Guadalquivir, o \u00fanico rio naveg\u00e1vel da Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me ocorre agora o motivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Perdi a vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembro apenas que fazia um lindo dia de sol.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRILHA SONORA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Granada\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DtpQkQjDQMY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p> &#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Rio Guadalquivir, em Sevilha, o \u00fanico rio naveg\u00e1vel da Espanha\/Blog do RCM<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Leio a cr\u00f4nica do Rubem Braga \u2013&nbsp;<em>Noite de chuva em Sevilha<\/em>&nbsp;\u2013 e me ponho a pensar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37502,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[5681,5687,5684,1565,5683,5686,5682,3189],"class_list":["post-37500","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-andaluzia","tag-arena","tag-cordoba","tag-espanha","tag-granada","tag-rio-guadalquivir","tag-sevilha","tag-viagens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37500"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37507,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37500\/revisions\/37507"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}