{"id":37649,"date":"2026-08-14T09:00:00","date_gmt":"2026-08-14T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=37649"},"modified":"2026-08-14T17:42:42","modified_gmt":"2026-08-14T17:42:42","slug":"a-cronica-de-sabino-que-procuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-cronica-de-sabino-que-procuro\/","title":{"rendered":"A cr\u00f4nica de Sabino que procuro&#8230;"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Fernando Sabino\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 coisa de uma semana&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9. <\/p>\n\n\n\n<p>Foi na sexta passada que citei uma cr\u00f4nica antiga de Fernando Sabino (1923\/2004) que, de certa forma, bem de certa forma mesmo, serviu-me de inspira\u00e7\u00e3o para o post daquele dia &#8211; o  <a href=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/amanhece-na-cidade\/\"><strong>Amanhece na cidade<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cr\u00f4nica do not\u00e1vel autor mineiro, o personagem era um bo\u00eamio contumaz que, por reservar-se \u00e0 vida noturna da cidade, n\u00e3o sabia mais como era a vida das pessoas quando o dia amanhecia &#8211; e se dava a vida real. Sabino retratava esses estranhamentos num texto, que me lembre, primoroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sem ser o tal bo\u00eamio (j\u00e1 foi o tempo e n\u00e3o sou do ramo), e se me permitem a compara\u00e7\u00e3o, vivi experi\u00eancia semelhante na sexta da semana passada. Por for\u00e7a de um compromisso protocolar, precisei atravessar S\u00e3o Paulo no amanhecer daquele dia &#8211; e tive l\u00e1 meus estranhamentos tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Coisas da idade, disse-me um amigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ando bem recluso, reconhe\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, assim que voltei para casa, vasculhei os livros do Sabino que tenho  e mesmo os googles e IAs da vida para encontrar e reler a tal cr\u00f4nica &#8211; e n\u00e3o a encontrei.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, fiz o post.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente ontem o tal amigo do coment\u00e1rio acima (n\u00e3o preciso dizer, mas digo que \u00e9 o Escova) me encaminhou o que ele considera a cr\u00f4nica do Sabino a que eu me referi.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, segundo o Escova, de <a href=\"https:\/\/cronicabrasileira.org.br\/cronicas\/13529\/a-ultima-cronica\"><strong>A \u00daltima Cr\u00f4nica<\/strong><\/a>, escrita em janeiro de 1963 e publicada tamb\u00e9m no livro &#8220;A Companheira de Viagem&#8221; (1925).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00f4nica \u00e9 lind\u00edssima, Escova.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou famosa por encerrar a participa\u00e7\u00e3o do autor na Revista Manchete.<\/p>\n\n\n\n<p>Traz um momento sublime do autor \u00e0 procura de um tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Permitam-me, Escova e am\u00e1veis leitores, transcrev\u00ea-lo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;A caminho de casa, entro num botequim da G\u00e1vea para tomar um caf\u00e9 junto ao balc\u00e3o. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com \u00eaxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irris\u00f3rio no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida di\u00e1ria algo de seu disperso conte\u00fado humano, fruto da conviv\u00eancia, que a faz mais digna de ser vivida. Visava o circunstancial, o epis\u00f3dico. Nesta persegui\u00e7\u00e3o do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma crian\u00e7a, ou num incidente dom\u00e9stico, torno-me simples espectador e perco a no\u00e7\u00e3o do essencial&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Lindo, n\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Sou suspeito para falar. Sabino \u00e9 uma das minhas refer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi important\u00edssimo para minha forma\u00e7\u00e3o como jornalista e, v\u00e1 l\u00e1!, cronista mambembe que tento ser.<\/p>\n\n\n\n<p>Se quiserem saber o motivo, cliquem abaixo e leiam:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rodolfo-c-martino wp-block-embed-rodolfo-c-martino\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"kcRB17FWKs\"><a href=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/centenario-de-fernando-sabino\/\">Centen\u00e1rio de Fernando Sabino<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Centen\u00e1rio de Fernando Sabino&#8221; &#8212; Rodolfo C. Martino\" src=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/centenario-de-fernando-sabino\/embed\/#?secret=RzF4HFfV2x#?secret=kcRB17FWKs\" data-secret=\"kcRB17FWKs\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim &#8211; e por fim&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Digo-lhes que fiquei grat\u00edssimo ao amigo Escova, o cuidado que teve em procurar a cr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Emocionei-me nostalgicamente, como sempre acontece, quando leio textos de Fernando Sabino.<\/p>\n\n\n\n<p>Valeu Escova!<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre valer\u00e1, amigos leitores!<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, por\u00e9m, contudo, entretanto, todavia&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 a cr\u00f4nica que estou procurando &#8211; e n\u00e3o acho.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRILHA SONORA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em reciprocidade ao afago que o Escova me fez procurando a bendita cr\u00f4nica, trago-lhes um bolero, daqueles antigos que o velho rep\u00f3rter que conheci na Reda\u00e7\u00e3o das Antigas cantarolava enquanto, cigarro no canto da boca, ajeitava duas laudas, um sobre a outra, para datilografar o texto da reportagem e, assim, abafar o som met\u00e1lico da velha e r\u00fastica Olivetti.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;SABOR A MI&quot; Cover - Una Interpretaci\u00f3n Inolvidable de Juan Carlos Velazquez y Juana Cardozo\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lnEk--yJYSE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Fernando Sabino\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 coisa de uma semana&#8230; <\/p>\n<p>\u00c9. <\/p>\n<p>Foi na sexta passada que citei uma cr\u00f4nica antiga de Fernando Sabino (1923\/2004) que,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30000,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[5735,5736,455,742,44,135,5737],"class_list":["post-37649","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-a-ultima-cronica","tag-amanhece-na-cidade","tag-escova","tag-fernando-sabino","tag-jornalismo","tag-memoria","tag-sabor-a-mi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37649","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37649"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37649\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37655,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37649\/revisions\/37655"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}