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Título: Uma campanha desigual
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 03/07/1998
 

01. Comenta-se nos bastidores globais que há uma norma interna, na emissora líder da TV, que proíbe aos seus contratados de engajarem-se, desta ou daquela forma, na atual campanha eleitoral. Quem quiser correr o risco, digamos cívico-patriótico, pode ficar fora das próximas produções. E arcar, com o eventual ônus (profissional e obviamente financeiro), que tal medida sempre acarreta. É notório: os artistas que estão na telinha têm agendas lotadas para shows, apresentações, campanhas publicitárias e outras cositas mais...

02. Vale ponderar. O rigor dessa proibição, na verdade, se aplica aos incautos que pretendiam apoiar eventuais candidatos que não sejam das hostes governistas. Ao menos, é essa a impressão que se tem ao ver as "janelas" comerciais da Globo. Lá, estão Lima Duarte (no ar, com Sassá Mutema) e Jackson Antunes (que participou da série "Mulher"desta semana) falando das benesses do "Brasil em Ação" de FHC. Paulo Autran (que faz o padre Nélson em "Hilda Furacão"), acrescente-se, foi o apresentador da grande festa que o Governo promoveu para festejar o quarto aniversário do Plano Real. Na oportunidade, o presidente-candidato fez o lançamento das novas moedas reais e, mais um vez, promoveu seus feitos e, por tabela, sua candidatura à reeleição.

03. A bem da verdade, não devemos nos ater às críticas à Globo. A Legislação Eleitoral em vigor restringe em três meses a campanha propriamente dita. O que só delimita a ação de quem não está no Poder. Quem dispõe de todo o instrumento da máquina administrativa (e é candidato) dá sempre um "jeitinho" de mostrar-se como o melhor ao distinto público.

04. E assim caminham a mediocridade e os números das pesquisas para cativar (ou iludir) o eleitor. É como nos tempos da ditadura, quando se usava o futebol para camuflar os desequilíbrios sociais. Em diversas cidades foram construídos estádios com capacidade de público maior que a população local. E o campeonato brasileiro inchou de tantos participantes, mesmo sem qualquer condição. Foi quando se consagrou o dito: "Onde a Arena (partido governista) vai mal, um clube no Nacional".

 
 
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