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Título: Uma crônica exaltação
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 01/02/2002
 

"A imaginação é a voz do atrevimento" (Henry Miller)

01. O Brasil já vive a euforia do Carnaval. Não poderia ser diferente. Os hermanos argentinos quebraram tudo o que viram pela frente em plena época do Natal e Ano Novo porque não suportaram os descalabros do governo que mal haviam acabado de eleger. Feliz ou infelizmente, não somos assim. Vamos tocando do nosso jeito a respeitar domingos e feriados, uma boa final de campeonato de futebol, um capítulo especial de novela e, por que não?, o desfile das escolas de samba... No Brasil, quase sempre é hoje o dia da alegria.

02. Por falar em alegria e sorriso, quero aqui fazer uma crônica exaltação a Sílvio Santos, o homem que aprontou, ano passado, o maior carnaval nos índices de audiência da TV brasileira. E eles foram especialmente implacáveis em 2001. O Homem do Baú, bem ao seu modo, ameaçou como nunca antes a hegemonia da Rede Globo. Os cabelos em pé dos executivos globais mostram bem a realidade que o Ibope ratificou: no horário nobre (onde o preço do anúncio publicitário é maior), o SBT teve um aumento de 42 por cento de audiência em relação ao ano anterior. A Globo, por sua vez, registrou uma queda de 12 por cento.

03. E o homem já obteve autorização para exibição do Casa dos Artistas 2 junto ao Dupremo Tribunal Federal. Apesar do que muitos ainda questionam o lado ético do programa Casa dos Artistas, principal artífice da virada do SBT. A idéia original pertence a um programa holandês que, nos EUA, recebeu uma versão denominada Big Brother e tem direitos para o Brasil comprados, a peso de ouro, pela Rede Globo (que aliás começou a apresentá-lo terça-feira (29)).

04. Silvio inspirou-se na idéia, fez algumas adaptações bem a seu estilo e emplacou um extraordinário sucesso, consagrando nomes como Supla, Alexandre Frota e outros tidos e havidos como terceiro ou quarto escalão da TV brasileira.

05. Há os que amaram, e os que odiaram -- o que é outra característica de Sílvio Santos. Mas, só o fato de desbancar o poderio global deixou muita gente feliz... Há quem diga mais: foi um avanço para a TV brasileira que precisa urgentemente se democratizar...

06. No final dos anos 60, quando SS ainda estava na Globo, a Record era a grande líder de audiência. O tempo dos musicais começava a definhar e a Record resolveu encerrar o ciclo do grande líder das tardes de domingo, o programa Jovem Guarda. Roberto, Erasmo e Wanderléa permaneceram algum tempo ainda com contrato com a emissora paulista. Mas, todo elenco de cantores de segundo escalão -- Ary Sanches, Arthurzinho, Claudio Fontana, Marcos Roberto, Dori Edson -- ficou desempregado.

07. O que fez o nosso SS? Criou um quadro com todo esse pessoal. Uma mini Jovem Guarda sem o Rei. Deu o sugestivo nome de "Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos" e qual o resultado final: audiência garantida.

08. Com a A Casa dos Artistas, não foi diferente. Um pessoal absolutamente desprestigiado em todas as emissoras reuniu-se para surpreender o País, com as obviedades marotas do dia-a-dia de todos nós. Entender e falar a linguagem do povão -- neste aspecto, Sílvio Santos é brasileiramente imbatível. Vamos ver o que nos espera 2002 (ano de eleições presidenciais), depois que o Carnaval passar e o País retomar o prumo. É certo que ainda temos Semana Santa e Copa do Mundo... Mas, também a gente não é de ferro, é ou não é?

 
 
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