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Título: Aves migratórias
Autor: Vanessa Schultz - publicado em 03/02/2007
 

Aves migratórias seguem o destino instintivamente. Voam para lugares nunca antes visitados por elas, em busca de alimento e sobrevivência. Fogem do frio que mata o sustento.

O cantar das aves já não me acordam na manhã escura. Olho o céu cinza e imagino para onde foram as aves de cantos singelos, música de minhas manhãs de sol.

Um pouco de pesquisa me levaria a resposta correta. Entretanto, quero somente imaginação. Um lugar aquecido, com frutas caídas no chão e águas limpas nos longos rios, é lá que minhas aves estão.

Ter asas faz das aves símbolo de liberdade. Nós seres humanos temos asas na alma e podemos nos imaginar sendo pássaros. Podemos voar até a janela das pessoas amadas e beijá-las em segredo, usando o vento como o mensageiro. Podemos flutuar sobre as águas do oceano e pescar peixes saborosos. Podemos voar para a Lua e enxergar o planeta Terra de longe. Ficar maravilhados com a beleza de nossa casa e podemos também chorar: o que estamos fazendo com ela?
Informação em massa traz notícias de tristezas que acontecem tão distantes de nós. Pergunto-me: será que sempre aconteceram e agora, por causa da tecnologia, ficamos sabendo? Em todos os continentes, há guerra. Seja por terra, dinheiro, religião, poder. A pomba branca que migra pela paz realmente existe ou será ela somente criação da Moral?

O acelerado aquecimento global é, pessoalmente, a notícia ruim que mais me deixa preocupada. Penso até quando as aves terão para onde ir – entre elas, incluo a pomba branca. Mesmo conhecimento e acesso à tecnologia não impedem que os homens, principalmente aqueles no poder público, continuem a dar prioridade ao desenvolvimento econômico em detrimento da continuidade natural do planeta. Qual a lógica de ser forte economicamente visando o futuro próximo sendo que o planeta não suportará durante muito tempo o estilo de vida adotado principalmente pelos países do oeste? Vamos mudar a nossa atitude somente quando já não tivermos mais alternativa? Eternidade é idéia abstrata e a transformação está presente em tudo visto e em tudo sentido. Preciso aceitar as mudanças. Mas o que fazer quando estas destroem a beleza do existir? Que tal fazer algo para contorná-las para outras melhores?

Na busca de tentar alterar o que considero ruim, elaborei um objetivo pessoal para minha vida. Vou tentar espalhar paz, porque acredito nela, sendo moral ou naturalmente humana. Para fazê-lo, primeiro é necessário tê-la dentro de meu próprio coração. Analisei meu objetivo e montei um plano estratégico para conseguir sentir paz, mesmo quando a multidão ao redor de mim segue outra direção.

A conclusão: preciso mudar meu estilo de vida. Vou comprar menos, sempre pensar se realmente preciso a roupa da vitrine, vou produzir menos lixo, reciclar o que é possível, comprar produtos de produtores conscientes. Parece tão pouco perto do que o planeta realmente precisa, mas vou fazer o que está a meu alcance no momento. Ah! Se todos agarrasem o que está à distância das próprias mãos...

A estratégia mais difícil, na minha opinião, é manter a positividade. Isso, mais uma vez, é tarefa pessoal e solitária. Conseguindo formá-la dentro de meu próprio coração, o resultado se espalhará aos outros, como epidemia construtiva.
A razão do trabalho pessoal para tentar espalhar sentimentos positivos é o desejo forte de ver futuras gerações acordarem com o canto dos passarinhos. Imagino em 200 anos, em uma manhã fria, alguém, ao abrir os olhos, ouvindo somente o silêncio lá de fora e, com um sorriso nos lábios, pensando: “Os pássaros migraram mais uma vez, como tem acontecido há milênios.”

Paz a todos,
Vanessa

 
 
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