Monumento do Ipiranga.
Foto: Walter da Silva (também amigo remanescente da Velha Redação). Abraçaço!
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Nosso conversa de hoje é uma singela homenagem ao amigo distante Maucir, com fraterno e saudoso abraço. Ele e eu, remanescentes dos tempos da Velha Redação de piso assoalhado e grandes janelões para a trepidante rua Bom Pastor…
Falemos de carona e caroneiro.
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Lá pelos idos dos anos 70, o bom amigo Maucir era o bonzão da Publicidade.
Ele tinha um rebrilhante e fabuloso Fuscão “azul da cor do mar”.
Às quintas-feiras íamos para o Diário do Grande ABC, onde era montada e impressa a Gazeta do Ipiranga, jornal em que trabalhávamos. Chegávamos cedo. O Maucir até mais cedo do que eu. Ele, de Fusca. Eu vinha direto e reto da faculdade. Tomava três ônibus.
Não tínhamos hora para “fechar” o semanário. A impressão off-set estava ainda em seus primeiros passos e os imprevistos eram comuns – e sempre à última hora.
Generosamente, então, o Mauça me oferecia carona. Ambos morávamos no Ipiranga. A única ressalva era mesmo o gosto musical do amigo. Não sei bem se era verdadeiramente “um gosto musical”. Sei que o Mauça tinha uma coleção de fitas k7 das ‘baterias’ das escolas de samba do Rio de Janeiro – e, nem bem entrávamos no carro, já começava o gurugudum, gurugudum, gurugudum.
Não tinha fim o gurugudum.
Depois de dez ou doze horas de trabalho, convenhamos só mesmo o grande Maucir para relaxar ao som de tanta animação. Gurugudum, gurugudum, gurugudum…
Era isso ou esperar o ônibus das 4 da manhã, Santo André-Parque D. Pedro, que passava pela rua Manifesto, seis ou sete quadras de distância da casa onde morava na Bom Pastor.
Salve, pois, o gurugudum…
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TRILHA SONORA
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