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O rumo e o prumo

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Foto: Grafite de rua em Praga/Blog do RCM/Arquivo

Dou sequência à série Assino e dou fé

Trago-lhes hoje o depoimento da jornalista Miriam Leitão na Globo News após à sabatina do presidenciável Romeu Zema no Jornal Nacional.

O mais grave dessa campanha é a quantidade de candidatos que dizem que não houve o que houve: o Golpe de 8/1. Foi um processo continuado. Teve etapas. Teve planejamento. Teve tentativa de sedução dos militares. Teve tudo o que se viu.”

E vários candidatos estão falando a mesma coisa. Não é só o Zema hoje, mas o Ronaldo Caiado, nas entrevistas, fugia da pergunta. Mas houve golpe? E ele tentava escapar falando em anistia. Eu acho que isso deveria ser o mais importante. Candidatos de direita que defendessem a democracia. O Brasil precisa disso.”

Porque o Brasil ten uma história de golpismo estrutural. A República (que nasce de um golpe, acrescento por minha conta) sempre foi ameaçada por golpes. Houve golpes bem-sucedidos. Tivemos períodos autoritários. Isso é o mais grave que tem na história do Brasil”.

Insisto na citação evangélica:

“Tendo olhos, não vedes? Tendo ouvido, não escutais?

(Marcos 8:18)

Quem prefere a escuridão – e se omite – perde o rumo, o prumo e a humanidade.

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