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Palmeiras, 112 anos

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(Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

Fui ontem ao Allianz… ops, ao agora Nubank Parque… Fui assistir à boa vitória do Palmeiras sobre o Santos por 3 a 0 pela primeira partida das duas que as equipes pelas quartas de final da Copa do Brasil.

É uma viagem, meus caros, raros e preclaros leitores.

De São Bernardo do Campo, onde moro, à Pompeia, inestimáveis duas horas de trânsito, sejam quais forem às rotas que até o confuso Wase nos indica e desindica (“está se formando um grande volume de trânsito à sua frente) e indica de novo…

Saímos por volta das 18 horas de casa para chegar ao Bourbon Shopping (onde estacionamos o veículo), pertinho do estádio, por volta das 20 horas. (Ok. Não foram duas horas, duas horas, mas quase…)

Um luxo lembrar o Pessoas numa encrenca dessas, mas vá lá, gente…

“Tudo vale à pena, se a alma não é pequena.”

É uma das raras coisas, amigos, que ainda não deixei de fazer por conta da idade e, registro, tenho gosto em fazer.

Distância e congestionamento à parte, é sempre uma aventura. Ganhe o Palestra ou perca (quando volto pra casa de cabeça inchada e bufando no carro.)

Felizmente, ontem, não foi assim.

O Palmeiras (que ontem jogou de azzul em homenagem à Itália de 2006, tetracampeã) venceu – e venceu bem (encaminhou, diria, a classificação para as semis).

Verdade verdadeira que, ontem, ao longo da “viagem de ida” (nem tanto na volta, onde comenta-se mais o que foi o jogo e ouve-se a entrevista do Abel), fui lembrando coisiquinhas de minha longa história como torcedor.

Anotei algumas para compartilhar com vocês:

  • Garoto de tudo, ganhei o uniforme completo do Palmeiras com gorrinho e tudo, lembro que a italianada de amigos do pai, quando me viam assim trajado, me chamavam de Mazzolinha, em referência ao craque do time de então: José Altafini Mazzola, aquele que ´para mim era o superhomem, pois, diziam o pai e seus companheiros: “Mazzola é o faz tudo do time, o melhor. Ele bate o escanteio e corre pra área para cabecear e fazer o gol”.
  • A primeira vez que fui ao Parque Antarctica foi na inauguração do busto de Waldemar Fiúme nas alamedas do clube. Ops, aguardem um instante que vou ao Google conferir… Foi em 1958. Faz tempo, hein, rapaziada! O Palmeiras venceu o XV de Piracicaba por 3 a 1, acho (não chequei no Google). O camisa 10 era o Ênio Andrade e Chinesinho, o ponta esquerda.
  • Acho que sou dos poucos que conheceu in loco as três versões do estádio do Palmeiras: o Parque Antárctica propriamente dito, o Palestra Itália na versão Jardim Suspenso e o agora Allianz/Nubank Parque…
  • Só no Alto de Pinheiros (vejam o que dá confiar no Wase; a certa altura do itinerário, batemos com nossos costados nos confins de Pinheiro), dei-me conta de que ontem era aniversário do clube; 112 anos (na empolgação da vitória, a torcida cantou “Parabéns a Você”)…
  • Permitam-me uma divagação em meio às memórias de torcedor: lembrei-me então do saudoso amigo e jornalista, o corintiano Alec Duarte, que por um tempo foi coordenador do curso de pós-graduação em jornalismo esportivo na FAAP e me convidou para dar aulas sobre História da Imprensa Esportiva no Brasil. Vez ou outra, no intermeio do curso, conversávamos sobre a ansiedade dos estudantes – e mesmo de alguns jornalistas consagrados – por se anunciar “testemunha ocular da história”.
  • o generoso Alec via nessa pretensão algo natural, que é parte da profissão e deste esporte. “Todos, cada qual à sua maneira, sabemos tudo sobre futebol. Ou, pelo menos, julgamos saber.”
  • Nessas conversas, às vezes em tom mais crítico, em outras menos enfáticos, até que nos surpreendíamos, ele a escalar o Corinthians de Todos os Tempos e eu a falar do Meu Palmeiras do Sonho…
  • Meu time ideal era (e ainda é) quase todo ele vincado com minha memória dos tempos de garoto. A saber: Leão, Djalma Santos, Luís Pereira, Djalma Dias e Geraldo Scotto. Dudu e Ademir da Guia, Julinho, Jair da Rosa Pinto, Mazzola e Chinesinho.
  • A bem da verdade que, na parte final do longo trajeto SBC/Nubank Parque, no fuzuê de tantas recordações, andei cogitando seriamente em trocar o Djalma Dias (pai do Djalminha e notável zagueiro central pela direita) pelo paraguaio Gustavo Gomes, o jogador com mais títulos conquistados pelo Verdão e também seu maior zagueiro artilheiro.
  • Acho que o time ficaria mais equilibrado…

(Deixo para decidir na próxima viagem ao estádio.)

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