Lula na Avenida Paulista, sábado, dia 24/Foto: Ricardo Stuckert
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Meus caros, raros e preclaros…
Deixa que eu lhes diga o óbvio.
Como foi o meu dia no dia em que Lula se elegeu pela quarta vez Presidente do Brasil, com mais de 60 milhões de votos.
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Fiquei emocionadíssimo ao teclar o 13 na urna eletrônica e ver surgir a foto de um sorridente Luiz Inácio Lula da Silva na telinha.
Confirmei a escolha – e saí da cabine rememorando a história da redemocratização do Brasil, desde que Lula entrou em cena nas estoicas greves dos metalúrgicos do ABC em 1978.
Que linda história, a que vivemos!
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Lula sempre se revelou o protagonista “a dar voz e vez” aos mais humildes, aos desvalidos, às gentes brasileiras.
“Voz e vez ao povo”. Gosto da expressão. Eu a ouvi zilhões de vezes dos venerandos mestres Tonico Marques e Zé Jofre em seus embates oratórios na Velha Redação onde vivi minhas primeiras jornadas como repórter.
Sou gratíssimo a eles por tudo o que me ensinaram sobre o jornalismo e a vida de forma ampla e solidária.
Como não lembrá-los nessas horas-limite?
“É no fogo mais forte que se forja o aço bom”.
Era outra fala que Marques usava sempre que enfrentávamos alguma adversidade no jornal.
Tempos ditatoriais, meus caros.
Censura, ameaças, truculência, amigos sumidos…
“Tais recordações, retratos do mal em si.
Melhor deixar pra lá”.
(Marley/Gil, sempre!)
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Enfim.
Demos a volta, o cipó de aroeira, como cantou Geraldo Vandré, “no lombo de quem mandou dar”.
Lulinha, o metalúrgico, o operário, o líder sindical…
Lula se fez presidente.
Não resisto e recordo o editorial que escrevi em novembro de 2002, quando Lula se elegeu presidente da República pela primeira vez.
Foi outro momento de grande emoção para mim.
Clique para ler O Luisinho Que Virou Lula.
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Não preciso dizer, mas digo que voltei pra casa algo atordoado em meio a tantas lembranças, às jornadas que vivemos de alguma forma sempre do mesmo lado da trincheira.
Já entre os meus, abro o celular e descubro, nas tais redes sociais, que o mesmo sentimento que ora me tomava — uma mistura de memória e orgulho — também era compartilhado por outros tantos, de diversas gerações.
Alguém que não conheço escreveu em seu Instagram:
“É a última eleição que o nosso velhinho participa. Que exemplo de coragem!”.
Amanhã, Lula completa saltitantes 81 anos.
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Direto dos arredores parisienses, recebo no zap outra mensagem.
O bom amigo Escova me cobra:
“Votei aqui – e você? Já voltou aí?”.
Fui sincero na resposta:
“Quase chorei ao apertar o 13”.
“Tô chorando até agora, Rudi”, disse-me o Escova.
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Terminamos a conversa com a troca mútua de saudações:
Viva o Povo Brasileiro!
Viva a Democracia Brasileira!
Viva a Resistência às sombras e ameaças que assolam o mundo em pleno século 21!
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Vejam o vídeo:
Diz-me com quem andas – e te direi quem és…
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