Foto: Reprodução da capa do livro/Arquivo
…
E o Senhor disse:
Agora criarei o mais estranho dos países. E ele será verde-amarelo e atenderá no concerto das Nações pelo nome de Brasil. E ele nunca saberá com certeza o motivo do seu nome. Pois com o Brasil pretendo mostrar aos homens que os caminhos do Senhor são desconhecidos.
E erguerei do barro um poeta que dirá: “O Brasil é uma república federativa com muitas árvores e gente dizendo adeus”. E o Brasil viverá do improviso, que não é o vento do espírito, mas a mesma força que dormia no caos, antes que a Terra fosse criada […].
*Paulo Mendes Campos, crônica História do Brasil na coletânea “O mais estranho dos países”. (Companhia das Letras, 2013).
…
Meus caros, raros e preclaros,
perdoem-me se estou um tanto ausente do Blog. Vali-me ontem da mensagem da CNBB para fazer a postagem do dia – Ao povo brasileiro e hoje lhes trago a inspiração de um de nossos inesquecíveis cronistas, o mineiro Paulo Mendes Campos.
A bem da verdade verdadeira, só agora, depois das duas da tarde, disponho de um tempinho para teclar o post/crônica do dia.
E mesmo assim o faço na correria dos que estão em plena batalha a combater o bom combate.
Tentarei explicar, amigos.
Quem diria, pois, que nas quebradas (e põe quebradeira nisso!) dos 70 eu me disporia a alistar-me para servir no front da democracia e do bom-senso.
Digo-lhes então que, voluntariamente, alistei-me, desde a primeira hora, no EXÉRCITO DO LULA, canal no WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones e que, de forma direta e reta, vem fazendo um tsunami nas redes sociais em prol da vitória e da reeleição do presidente Lula na eleição de domingo.
Neste exato instante, o EXÉRCITO DO LULA tem 9,5 milhões de seguidores/soldados – e a proposta é que chegue a 10 milhões de inscritos até a hora do debate da Globo.
Lá pelo final dos anos 90, início do novo século, eu fazia mestrado e um dos professores, o francês Jacques Marie Joseph Vigneron, nos garantiu que, mais cedo do que se imaginava, as redes sociais decidiriam uma eleição e, de certa forma, para o Bem ou para o Mal, teriam as rédeas e o controle do Planeta.
Me ajeitei na cadeira da sala de aula, passei em revista os olhares desconfiados do colegas e admirei a coragem do prognóstico do notável mestre… Mas, confesso, não acreditei.
Hoje, não duvido mais.
Portanto, sigo por aqui, entre as escrivinhações e as trincheiras virtuais.
Tento fazer a minha parte.
Combater o bom combate também é não se omitir.
Vem comigo?
…
TRILHA SONORA
…


O que você acha?