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A crônica do Veríssimo

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Foto: Jô Rabelo

Manhã de segunda-feira chuvosa – e modorrenta.

Talvez porque a casa ainda esteja em silêncio ou porque o amigo Poeta me chamou à atenção para a coluna de Luis Fernando Veríssimo de quinta passada – e pediu para que aqui repercutisse…

Talvez por tudo isso…

Talvez por nada.

A verdade é que acordei com aquela sensação estranha de quem sonhou com pessoas que jamais viu na vida em lugares que nunca esteve a falar sobre coisas inimagináveis.

Será que vocês me entendem?

Não?

Entendo vocês. Tem dias que estou mais assim que outros.

E aí fico, na duvida, se devo vir ao Blog e escrever ou saio por aí a perambular, sem rumo, pela cidade.

Mas, está chovendo…

E, vá lá!, não tenho mais idade para certas inconveniências.

“Não acho maravilhoso envelhecer. A gente envelhece na marra, porque não há mesmo outro jeito – onde a fonte da Juventude, onde?”

Termino o primeiro bloco com uma citação de Lygia Fagundes Telles (que tem sido uma leitura diária) e vou direto e reto para a coluna do Veríssimo assim o amigo Poeta para de me cobrar a bendita ‘repercussão do assunto’.

Chama-se Teste – e foi publicada dia 6. Em O Estado, no Globo e outros tantos jornais.

Nosso melhor cronista da atualidade alerta para algo que não li em lugar algum.

Ele diz que a evocação de Goebbels feita pelo então secretário Roberto Alvim na apresentação de seus planos para a Secretaria da Cultura pode ter sido um balão de ensaio para o que, tristemente, ainda está por vir.

Não foi ingenuidade do moço, não, todas aquelas referências ao nazismo (o cenário despojado, o crucifixo medieval sobre a mesa, a foto do chefe na parede, a bandeira a um canto da sala, a trilha sonora de Richard Wagner, a preferida de Hitler). Eram, sim, alusões explícitas ao Terceiro Reich – e não simples coincidências.

Como o plano foi descoberto e houve um barulho generalizado sobre o assunto, escreve Veríssimo, abortaram o plano e defenestraram Alvim.

Chamaram a Noivinha do Bolsonistão para o lugar.

Mas, a mensagem – conclui o cronista – é bem óbvia:

“Ainda não é hora… Esperem um pouquinho.”

Juro que eu preferia não acreditar.

Mas, de repente, leio que o número do novo partido do tal presidente será o 38.

Aí, eu desisto…

Melhor eu andar na chuva pra ver se acordo deste pesadelo.

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